Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de dezembro de 2021

Kelsen Bravos ConVida Elisabete Pacheco



O Kelsen Bravos ConVida constitui um espaço de interação com a temática Literatura, Leitura, Educação e Sociedade. Trata-se de um programa de "entrevista" via live. Nesta edição, em 13/10/2021, recebemos Elisabete Pacheco com o tema: Da arte de narrar e escrever histórias.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Alunos da E.E.M. Dragão do Mar conquistam prêmio nacional do MEC. "Batam palmas pra eles, batam palmas pra eles, que eles merecem!" (Leci Brandão)



Vídeo produzido pelos alunos da E.E.M. Dragão do Mar.
Grupo: Beto Silva, Luiz Fernando, Victor Apoliano, Matheus Moraes, Gislane Silva.

O vídeo "A Lenda de Oxumaré"  produzido por um grupo de alunos da Escola de Ensino Médio Dragão do Mar, de Fortaleza, foi o vencedor pelo voto popular da 1ª Edição do Prêmio Curta Estórias, promovido pelo Ministério da Educação (MEC) para alunos de escolas da educação básica. Lei mais em G1.

sábado, 21 de abril de 2012

"A leitura tem que ser despertada como um prazer para a vida inteira"

(Foto de F Fontenele)  
"A formação do professor leitor é no meu ponto de vista uma das agendas mais estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. " - diz Fabiano dos Santos (foto), o escritor e doutor em literatura, que desde janeiro último assumiu a diretoria de Leitura, Escrita e Biblioteca do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe, um órgão ligado a Unesco e com sede em Bogotá. LEIA MAIS

terça-feira, 27 de setembro de 2011

MARANGUAPE GANHA PRÊMIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

Promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o concurso Ações Inovadoras no Livro Didático, criado para selecionar e disseminar as melhores práticas sobre remanejamento, conservação e devolução dos livros, premiou três secretarias de educação, uma escola em cada uma das cinco regiões do país e uma unidade de ensino em âmbito nacional. Maranguape está entre os premiados.
Gilvan Paiva
Gilvan Paiva, Secretário de Educação de Maranguape, encara o prêmio como estímulo. “Cuidar dos livros e incentivar a leitura num país onde temos forte herança de analfabetismo é um grande desafio. Mantê-los em bom estado é muito mais que um gesto burocrático, mas um incentivo para que cada vez mais pessoas descubram o valor da leitura”, avalia.
Segundo Gilvan Paiva, o projeto - que conta com a equipe técnica formada por Cícera Rejane Sousa Batista, Fabiana Lemos da Silva, Ana Paula Lima Mendes, Carmelita Maria de Abreu Ferreira e Vicência Nádia BArbosa Soares, sob a coordenação de Liana Bezerra Vieira Lopes - já atinge mais de 40 escolas no município, e a intenção é ampliar ainda mais as ações. “Nosso próximo passo é que toda a rede municipal de ensino esteja inserida neste projeto”, informa o secretário.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pauta Livre: Com amor se paga?

Reproduzo aqui a coluna Pauta Livre, do publicitário Ricardo Alcântara, por sua ponderada análise da importância do ato de dizer.



Com amor se paga?


Há palavras vulgares e há palavras comuns. Coincidem, às vezes. “Porra”, por exemplo, não se diz na missa, mas é inevitável quando cai pela terceira vez aquela ligação 0800 após uma longa espera para ser atendido.

Há outras que, embora de uso corrente, têm sentido sublime e, porque são sublimes, vulgarizam-se facilmente pelo uso comum. Preciosas, mereciam ser mais poupadas, como fazem com elas os mais sensatos.

A palavra “Amor” talvez seja a mais castigada de todas elas. Fácil de pronunciar, muita responsabilidade atribui a quem o sente. Tão distante está de ser compreendida, embora nos habite tão intimamente o seu mistério.

Outro dia, ouvi o governador Cid Gomes falar de amor. Chamou minha atenção porque é raro observar esta palavra na fala de um político. Muito raramente mesmo encontram lugar para ela em seu discurso.

Por mais elástica sua capacidade de adulterar o sentido das coisas quando falam, os políticos parecem tomados de um inusitado pudor quando a evitam, o que é sensato: não parece mesmo verossímil na boca deles.

A palavra “amor”, o governador usou da pior maneira: para humilhar as pessoas – educadores, no caso. Nada mais paradoxal do que o esforço de conciliar humilhação e amor na mesma oração.

Para justificar as compensações precárias que seu governo está podendo oferecer no momento aos professores em greve – eis o contexto – ele disse que quem entra no serviço público não o faz por dinheiro, mas por amor.

Ora, homem, nos poupe do seu evangelho de ocasião! É evidente que nenhum professor desprovido de vocação, amor pela missão que abraçou, pode mesmo formar uma geração de bons cidadãos.

Mas é imprescindível à verdade mais rasa acrescentar ao que você falou um detalhe que muda de tal maneira a qualidade do que disse que melhor seria se tivesse evitado se expor assim, pilhado numa sandice.

É que, para servir com a devoção que você cobra, os educadores, além de amor, precisam ir às salas de aula com a tranquilidade de ter deixado em casa os filhos alimentados e bem vestidos. Afinal, isso também é amor.

Os educadores não estão exigindo viajar em jatinhos particulares com a família para servir ao Estado como devem. Querem apenas ser remunerados de modo compatível com a relevância do serviço que prestam.

Não se pode exigir, em nome do amor, que as pessoas abdiquem do necessário. A mais generosa impressão que se pode ter do que você disse é que a sua experiência pessoal com este sentimento é imatura e superficial.

Por que não te calas? Há quem colabore mais com outros recursos, que não a palavra. Pelo visto, seu ramo é outro. Faça o melhor que sabe nas condições que pode, mas evite expor em demasia a natureza confusa dos seus valores.









Pauta Livre. Também na TV União, de segunda a quinta, às 7:50. 

sábado, 3 de setembro de 2011

O governo Cid Gomes e a Educação

A sociedade cearense e a de todo o país vê estarrecida a inabilidade do governo do Ceará em resolver a questão da greve dos professores do estado. Por várias vezes, a situação pareceu caminhar para o entendimento, mas frases e atitudes negativas por parte do governador arruinaram a negociação. O que surpreende é que Cid Gomes, bem diferente da postura intempestiva, por vezes tresloucada, que tanto prejudicou o seu irmão Ciro Gomes em eleição para presidente da República, tem a marca de excelente negociador e fama de ser um grande republicano, um verdadeiro democrata, além de excelente gestor.

De fato, competência técnica na gestação e gestão de projetos estratégicos em todos os setores tem sido a marca do governo de Cid Gomes. Na Educação, por exemplo, tem demonstrado para todo o Brasil excelentes caminhos a seguir. Ressalte-se as experiências do ensino profissional e o Programa Alfabetização na Idade Certa (PAIC). Para ficar perfeito precisa manter essa postura em relação aos profissionais da educação.

Habilitação técnica, cidadania e protagonismo juvenil
No que se refere a educação profissional, a meta é, até 2014, entregar para a sociedade cearense uma  rede de Escolas Estaduais de Educação Profissional composta de 130 unidades.
Fonte: Portal do Governo do Estado do Ceará
De janeiro de 2008 a agosto de 2011, já foram inauguradas 77 unidades onde os estudantes permanecem das 7h às 17 horas, em dupla jornada durante as quais faz três refeições diárias, recebe livros didáticos e técnicos, e apoio permanente à aprendizagem e à formação.O turno da primeira jornada contempla o currículo tradicional. O período da segunda desenvolve um curso profissionalizante. O total de matrículas efetivas já é de 28 mil jovens estudantes conquistando uma habilitação profissional técnica e uma vivência de cidadania, por meio da promoção do protagonismo juvenil.

A negociação do PAIC 
Erradicar o analfabetismo escolar nas primeiras séries do Ensino Fundamental em todo o Estado do Ceará. Eis a meta do Programa Alfabetização na Idade Certa. Para tanto, fez-se, graças a habilidade de negociador do governador Cid Gomes, uma inédita parceria, acima de qualquer matiz ideológico, mas de extrema importância política (no sentido mais saudável do termo).  Todos os 184 municípios cearenses aderiram ao programa e se beneficiaram com as pesquisas, fornecimento de material didático, consultoria e incentivos para as escolas, professores e alunos, oferecidas pela Secretaria Estadual de Educação do Ceará - SEDUC-CE.

A revolução silenciosa
Os números já impressionam. Com diagnósticos, índices e indicadores tecnicamente definidos, o quadro das primeiras séries do ensino fundamental cearense, em 2007, era aterrador; entretanto, em vez de se queixar e ter medo de enfrentar os desafios, os profissionais da Educação do Ceará (estado e municípios), com espírito público e compromisso social, fizeram uma revolução silenciosa: em 2007 apenas 14 municípios apresentavam índices satisfatórios de alfabetização nas primeiras séries do Ensino Fundamental; em 2010, foram 141 com resultados satisfatórios e a parcial de 2011 aponta que essa conquista já é dos 184 municípios.

Reconhecimento e respeito
Ponto para os gestores e profissionais da Educação do Ceará. Nenhuma dessas metas, ressalte-se, seria atingida sem a participação dos professores, que merecem o reconhecimento e o respeito de todos. Do mesmo modo merecem aplausos todos os gestores municipais e técnicos da educação que apoiam e acompanham de perto as ações do PAIC.

Reeleição
Esses resultados foram determinantes para a reeleição de Cid Gomes ao governo. A Educação pesou muito. Foi o carro chefe de sua campanha. Os professores de todo o Ceará confiaram-lhe o voto, porque acreditam no seu projeto de governo. E havia a promessa de valorização profissional da categoria.

A valorização do profissional
Mas devido a inúmeras recusas de negociação, desde o início de agosto, os professores do estado estão em greve para reivindicar o cumprimento da determinação do Supremo Tribunal Federal que é o pagamento do piso profissional do Magistério Público da Educação Básica, conforme a Lei Federal nº 11.738. A categoria quer simplesmente a adequação das leis estaduais Nº 12.066 (que trata do Plano de Carreira do Magistério da Educação Básica) e Nº 10.884 (que trata do Estatuto do Magistério Oficial do Estado) à referida Lei Federal.

Privatização
Talvez a razão para o desconforto da atual gestão em acatar a reivindicação da categoria seja o fato de que, para atendê-la, tenha de fazer uma mudança radical no que parece ser um processo de privatização do ensino púbico, pois as escolas profissionalizantes têm em seus quadros cerca de 75% de professores com vínculo empregatício regido pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Do mesmo modo é também muito grande o número de contratos temporários na educação. Esta é uma situação incompatível à atual legislação. Precisa-se, urgente, promover concurso público e imediatamente efetivar os aprovados.

Voto no entendimento pelo amor ao Ceará
Acredito no bom senso. Nenhuma carreira política sobrevive ao desrespeitar os profissionais da educação. O Ceará não merece o enfraquecimento de seu melhor gestor nos últimos 30 anos, e nem merece um gestor que enfraqueça a mais estratégica das áreas sociais que é a educação. Creio que o clamor que está nas ruas, nas escolas e nos lares não seja ignorado pelo Palácio da Abolição, que deve ter suas razões para tanta negativa; mas elas precisam ser ditas, e ditas com respeito a pais e mães de família, que trabalham e trabalham sério. Os argumentos do governo têm de ser apresentados para avaliação dos profissionais da educação e da sociedade cearense. Afinal todos amamos o Ceará.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Educação

Cid discute com ministro da Educação projeto para capacitação de professores

O governador Cid Gomes (PSB) tem agenda, nesta terça-feira, 20, em Brasília. Ele será recebido em audiência pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, tendo ao lado a secretária da educação do estado, Izolda Cela. O encontro é para discutir um projeto de parceria entre MEC, UFC e Governo do Estado voltado para a capacitação de professores. A secretária Izolda Cela não deu muitos detalhes, mas disse que o Estado quer reforçar o investimento, em todos os sentidos, para melhorar o nível do ensino fundamental e médio.  Leia mais no Blog do Eliomar de Lima

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Clubes de Leitura - Camocim

Em viagem a Camocim, para conferirmos os clubes de leitura da região, Régis Freitas e eu vibramos com o que vimos. Por onde andamos respiramos cultura. Às margens do rio Coreaú, cenário que lembra o do rio Sena, encontramos o ateliê de Mauro Viana, vimos ali um ponto de leitura, falamos com ele sobre isso, vejam o que ele nos disse:


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Crede de Canindé realiza encontro do Curso do Mediador da Leitura

Núcleo Regional de Coorperação com os Municípios (NRCOM) da 7ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) de Canindé, realizou na terça-feira, 24, o 4º Encontro do Curso do Mediador da Leitura da Macro E.

Durante o encontro, foi discutido o Eixo de Literatura Infantil e Formação do Leitor, pelos consultores Kelsen Bravos e Régis Freitas e técnicas da Secretaria da Educação do Estado (Seduc). Na ocasião, foram reunidos cerca de 60 participantes, dentre eles formadores, gerentes regionais e municipais das regionais do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic) de Canindé, Tauá e Crateús.

Fonte: Portal SEDUC

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Encontro Regional do PAIC é realizado em Itapipoca

A 2ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) de Itapipoca realizou dia 23, a IV etapa do Curso Mediador de Leitura do Eixo Literatura Infantil e Formação de Leitores, do Programa Alfabetização na Idade Certa (PAIC).

O objetivo do encontro foi socializar as ações dos Clubes de Leitura nos diversos municípios e fazer o levantamento das dificuldades e superação das mesmas bem como os encaminhamentos das soluções. O curso teve a participação de gerentes municipais do PAIC e técnicos municipais do Eixo Literatura Infantil e Formação de Leitores dos 15 municípios de abrangência da 2ª Crede.

Além da gerente regional, professora Maria Conceição Araújo, da técnica regional do Eixo Infantil, Professora Maria Zilfa Carneiro, das técnicas da Secretaria da Educação (Seduc), Professoras Marta Braid e Isabel Sofia, e dos consultores do Eixo Kelsen Bravos e Régis Freitas que coordenaram o encontro.

Fonte: Portal SEDUC

domingo, 11 de outubro de 2009

sábado, 18 de julho de 2009

Curso Formação do Mediador da Leitura prossegue a partir de hoje

Dando continuidade a 2ª Etapa do Curso Formação do Mediador da Leitura, a Secretaria da Educação (Seduc) realiza a partir desta quinta-feira, dia 18, das 8:00 às 17:00 horas, a formação dos gerentes e técnicos, dos municípios sob jurisdição da 8ª, 12ª, 13ª e 14ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede), do Eixo de Literatura Infantil e Formação de Leitores, componente do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic).

Sob a consultoria de Kelsen Bravos e Régis Freitas, a formação, que segue até o dia 19 no Centro de Referência do Professor, em Fortaleza, (rua Conde D' Eu s/n – bairro Centro), visa facilitar a troca de experiências e a divulgação de informações sobre literatura, arte e o que acontece no interior do Estado, por meio dos Clubes de Leitura, visando à construção de um blog em cada município cearense. A iniciativa propiciará aos professores um espaço de encontro com o intuito de desenvolver a cultura da leitura dentro da sala de aula.

O Programa Alfabetização na Idade Certa tem como meta desenvolver, por meio do Eixo Literatura Infantil e Formação de Leitores, uma política de formação de leitores e democratizar o acesso ao livro e à leitura por meio de aquisição e dinamização de acervos literários nas bibliotecas escolares, no sentido de despertar o interesse e o gosto pela leitura e pela escrita entre nossas crianças, como um prazer infinito, um instrumento de aprendizagem e como um alimento para o crescimento humano.

Fonte: Portal Seduc

terça-feira, 2 de junho de 2009

Professores do interior terão blogs para incentivar troca de experiências

Facilitar a troca de experiências e a divulgação de informações sobre literatura, arte e o que acontece no interior do Estado. É nesta direção que gerentes e técnicos dos municípios do Eixo de Literatura Infantil e Formação do Leitor, componente do Programa Alfabetização na Idade Certa(Paic), participam a partir desta terça-feira, dia 2, das 8 às 17 horas, da 2ª Etapa do Curso Formação do Mediador da Leitura. Promovido pela Secretaria da Educação(Seduc), o evento acontecerá até a próxima sexta-feira, dia 5, no Centro de Referência do Professor, em Fortaleza, (rua Conde D' Eu s/n – bairro Centro).

Conforme Fabiana Skeff, responsável pelo Eixo, a idéia é criar a Comunidade de Relacionamentos on line dos Clubes de Leitura, visando à construção de um blog em cada município cearense. A iniciativa propiciará aos professores um espaço de encontro com o intuito de desenvolver a cultura da leitura dentro da sala de aula.

Com a meta de alfabetizar todas as crianças da rede pública de ensino até sete anos de idade, o Programa Alfabetização na Idade Certa(Paic) oferece materiais pedagógicos aos alunos do primeiro e segundo ano da rede municipal. Além disso, promove a formação dos profissionais em alfabetização, programa de incentivo à leitura e a implantação de sistemas que avaliem as séries iniciais do ensino fundamental e propiciem um diagnóstico da situação para que o município possa gerenciar o ensino que oferta à sociedade.

As ações do Programa são distribuídas em cinco eixos definidos como prioritários: Avaliação Externa; Gestão da Educação Municipal; Gestão Pedagógica; Educação Infantil e Formação do Leitor. A Secretaria da Educação do Estado (Seduc) assumiu o gerenciamento do Alfabetização na Idade Certa, mas conta com as parcerias da SECULT, APRECE, UNDIME-CE, APDMCE, Fórum de Educação Infantil e UNICEF.

Fonte: Portal SEDUC

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Capacitação vai incentivar a leitura entre os profissionais da educação

Com o objetivo de preparar os técnicos da educação para a implantação dos Clubes de Leitura nos 184 municípios do Estado do Ceará, a Secretaria da Educação(Seduc) realizará a partir desta segunda-feira, dia 27, das 8 às 17 horas, o curso Mediador da Leitura. A iniciativa integra o Eixo de Literatura Infantil e Formação do Leitor do Programa Alfabetização na Idade Certa(Paic). O evento seguirá até a próxima quinta-feira, 30, no Centro de Treinamento Prof. Antônio Albuquerque de Sousa Filho (rua Adolfo Moreira de Carvalho s/n – Água Fria).

A ação visa incentivar o prazer da leitura e estimular a diversidade cultural entre os participantes dos clubes: professores das séries iniciais e educação infantil. Ao todo serão 225 participantes entre formadores do Eixo de Literatura Infantil e Formação do Leitor que atuam na Secretaria da Educação (Seduc), na Superintendência das Escolas de Fortaleza (Sefor), nas 20 Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação (Crede) e nas 184 secretarias municipais de educação. Além destes, estarão presentes representantes das instituições parceiras do Paic (UNICEF, SECULT, Fórum de Educação Infantil, APRECE, UNDIME-CE e APDMCE).

Conforme Fabiana Skeff, responsável pelo Eixo de Literatura Infantil do Paic, a ideia é que o professor leitor seja um mediador para a construção do aluno leitor.
O Clube da Leitura é uma iniciativa do Programa Alfabetização na Idade Certa, implantado pelo Governo do Estado, por meio da Seduc, que propiciará aos professores um espaço de encontro com o intuito de desenvolver a cultura da leitura dentro da sala de aula. O projeto, que tem início em junho deste ano, será amplamente divulgado nos municípios cearenses. Cada um destes contará ainda com um blog na internet para facilitar o intercâmbio entre os Clubes de Leitura do Estado.

Veja as datas de cada participante:

Dias 27 e 28: Macro A (Credes 1, 2, 9) MABRO B (Credes 3, 4, 5, 6), Macro C (Credes 08, 12, 14), Seduc, Secult, Unicef, Fórum de Educação Infantil, Aprece, Undime-CE, APDMCE e Sefor

Dias 29 e 30: Macro D (Credes 10, 11, 16, 17), Macro E (Credes 07, 13, 15), Macro F (Credes 18, 19, 20), Macro G (Fortaleza), Seduc e Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Turismo sexual x Cluster de entretenimento

Os apelos do turismo sexual no Brasil encontram raízes históricas. A doentia civilização européia (que com o passar dos séculos só piorou), plena de taras sociais, inclusive o (falso) moralismo exacerbado, viu no “Novo Mundo” um “paraíso” para suas perversões (sociais, econômicas e carnais).

A tal civilização interpretou como uma afirmação libertina a frase portuguesa "não existe pecado do lado de baixo do Equador”, registrada a primeira vez por aqui pelo historiador da Companhia das Índias Ocidentais Gaspar Barleurs, autor de História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil.

Para mudar essa realidade precisa-se mais do que leis proibitivas. Fazer cumprir a lei e punir exemplarmente já seria um bom começo. Mas é pouco. Deve-se investir na geração de emprego e renda das pessoas locais. Proporcionar a oportunidade de elas serem gestoras do turismo, em vez de considerá-las entraves aos projetos da elite capitalista e de seus sócios internacionais, ou, pior ainda, em vez de utilizá-las como objetos de consumo, “vendendo-as” como parte do pacote turístico. Existem apelos inescrupulosos que envolvem até adolescentes e, pasmem, crianças.

Em outubro de 2005, o Rio de Janeiro foi palco do Fórum Mundial do Turismo, que discutiu, entre outros temas, a “Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”. Dados da CPI da exploração sexual infantil, propalados na ocasião, já constatam esse fato em outras regiões brasileiras. O Nordeste, por exemplo, está sendo o destino mais freqüente do prostiturismo. Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco estão entre os principais roteiros. A apresentação desse diagnóstico só demonstra a vontade brasileira de combater quadro tão desolador.

Talvez por conta disso, o Brasil não esteja mais só nessa luta. Quase toda a América do Sul, (Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname). Ao todo doze países firmaram compromisso de parceria na luta contra esse crime. Investem na prevenção como arma de combate ao turismo sexual e contra a prostituição infantil.

A luta, entretanto, se anuncia árdua, pois enfrenta todo um conglomerado lastreado em negócio vendido como “paraíso dos prazeres proibidos ao sul da linha do equador”, que gera muita riqueza aos investidores e miséria social ao local explorado. As empresas já andam até se mimetizando em algo saudável autodenominando a associação de suas ações mercantis de cluster de entretenimento, que, se levado a sério, não deixa de ser um conceito interessante; mas o problema é que quem está no comando são sempre os mesmos.

Um cluster de entretenimento consiste na integração de vários segmentos de lazer e cultura, música, esporte, gastronomia, por exemplo, à área de turismo. Requer parceria entre o setor público e o privado. Ambos cumprem papéis que devem ser bem-definidos. Uma das exigências, porém, é contar com empresas de competitividade e padrão internacionais. Este fato exclui a maioria das empresas nacionais, pois competitividade num mundo globalizado significa padrões internacionais. Sem regras claras que garantam vantagens sociais aos nativos, os paraísos podem acabar como está hoje o Rio de Janeiro, numa Guerra Civil, ou como Paris que atualmente sofre uma revolta dos excluídos.

Nesse novo tipo de organização de mercado, o papel do Estado é: definir as regras econômicas que garantam a estabilidade necessária aos investidores, e fiscalizar as ações dos investimentos quanto às garantias sociais do projeto, à valorização do nativo. Sempre a primeira parte é atendida em detrimento da segunda.

O Ceará é um exemplo eloqüente disso. Há alguns anos o Estado vem preparando infra-estrutura necessária aos investidores. Construiu excelentes autovias de ponta a ponta de seu extenso litoral. Mas os projetos sociais associados a essas vias turísticas para os cearenses dessa imensa orla, entretanto, quase inexistem. Os nativos de fato estão sendo é tangidos pelos “resorts”, cujos donos sequer falam bem o português; mas dominam o francês, o inglês, o espanhol e, sobretudo, o italiano.

Mais do que de acesso a pontos turísticos essas estradas, deveriam ser vias de ascensão social para os nativos. Mas o que ocorre é a descaracterização da fonte de renda tradicional e geram o subemprego que lhes é oferecido. Em vez de trabalhadores (de serviços gerais à gerência) ou donos do negócio os nativos, os donos do lugar, são transformados em serviçais, seja na cozinha, nos jardim ou nos serviços gerais. Alega-se, e com certa razão, que a maioria não tem formação especializada sequer para ser trabalhador, daí, serviçais. E o estado não apresenta política de educação para este fim.

Daí a pergunta: que projetos sociais beneficiam os nativos? Sem isso acaba restando-lhes a opção pelo fim da dignidade, pois como diria Zé Dantas, cantado por Luiz Gonzaga, "dar esmola a um homem que é são/ ou lhe mata de vergonha/ ou vicia o cidadão". Sem perspectivas os donos da terra vão vendendo as terrinhas e sendo tangidos para o sertão. Em pouco tempo o dinheiro se esvai. Daí voltam, sem eira nem beira, para o local de origem.

A cultura consumista do Mercado tangirino encanta os jovens e as jovens, que sonham com o fantástico mundo do estrangeiro. As meninas sonham em casamento com os “príncipes ” visitantes. Nada contra esse encatamento teríamos, se a maioria dos que aqui viessem fossem pessoas decentes. Infelizmente, os que aqui chegam vêm atraídos pela indecente promessa do sexo fácil e da interpretação de que ao sul do equador não existe pecado. E essa interpretação é motivada pela “promessa” das bundas estampadas nos postais.

Quem de fato faz tal promessa?! A quem ela interessa? Bem que poderia ser essa a polêmica do tema, a ser estimulada pelas televisões e pelas rádios brasileiras, maiores veículos de comunicação no país. Mas seria perigoso tocar no assunto de forma tão séria, pois estaria mexendo com uma gama de interesses e negócios de “clusters de entretenimento”.

Ora, pois, o turismo sexual e a prostituição infantil são produtos de um perverso “cluster de entretenimento” que se alastra em todos os países da América do Sul. O pior é que em cidades como Fortaleza, por exemplo, além do sexo e “rock’-n’-roll”, cada vez mais apartamentos com vidros à prova de bala e portas blindadas estão sendo vendidos aos ragazzi, “tutti buona gente” do mundo inteiro. Para que tanta proteção, de que e quem eles se defendem? O que estão querendo esconder?

E enquanto isso, vemos – por enquanto só vemos – as meninas e os meninos pôr as mãos nos joelhos, dar uma agachadinha e balançarem as bundinhas. Chega disso. Uma política séria de segurança (e saúde) pública deve ser urgentemente imposta ao setor de turismo e seus atores. Só há uma arte que supera a de bem receber, a de ser bem-vindo. O desrespeito à primeira é problema nosso. E para quem desrespeitar a segunda, que lhe seja, no mínimo, mostrada a porta de saída como serventia da casa.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Intertexto 3

Cluster de entretenimento


Para pôr fim ao turismo sexual no Brasil, precisa-se mais do que leis proibitivas. Fazer cumprir a lei e punir exemplarmente já seria um bom começo. Mas é pouco. Deve-se investir na geração de emprego e renda das pessoas locais. Proporcionar a oportunidade de elas serem gestoras do turismo, em vez de considerá-las entraves aos milionários projetos internacionais, ou, pior ainda, em vez de utilizá-las como objetos de consumo, “vendendo-as” como parte do pacote turístico. Falamos assim, porque com freqüência flagram-se apelos inescrupulosos que envolvem até adolescentes e, pasmem, crianças.

A questão é que os apelos desse tipo de turismo encontram raízes históricas. A parte doentia da civilização européia (que com o passar dos séculos só aumentou), plena de taras sociais, inclusive o (falso) moralismo exacerbado, viu no “Novo Mundo” um “paraíso” para suas perversões (sociais, econômicas e carnais). A tal representação daquela civilização interpretou como uma afirmação libertina a frase "não existe pecado do lado de baixo do Equador”, registrada a primeira vez por aqui pelo historiador da Companhia das Índias Ocidentais Gaspar Barleurs, autor de História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil.

Luz no tunel
Em outubro de 2005, o Rio de Janeiro foi palco do Fórum Mundial do Turismo, que discutiu, entre outros temas, a “Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”. Dados da CPI da exploração sexual infantil, propalados na ocasião, já constatam esse fato em outras regiões brasileiras. O Nordeste, por exemplo, está sendo o destino mais freqüente do prostiturismo. Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco estão entre os principais roteiros. A apresentação desse diagnóstico só demonstra a vontade brasileira de combater quadro tão desolador. Talvez por conta disso, o Brasil não esteja mais sozinho nessa luta. Quase toda a América do Sul, (Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname). Ao todo doze países firmaram compromisso de parceria na luta contra esse crime. Investem na prevenção como arma de combate ao turismo sexual e contra a prostituição infantil.

A luta, entretanto, se anuncia árdua, pois enfrenta todo um conglomerado lastreado em negócio vendido como “paraíso dos prazeres proibidos ao sul da linha do equador”, que gera muita riqueza aos investidores e miséria social ao local explorado. As empresas já andam até se mimetizando em algo saudável autodenominando a associação de suas ações mercantis de cluster de entretenimento, que, se levado a sério, não deixa de ser um conceito interessante; mas o problema é que quem está no comando são sempre os mesmos.

Cluster de entretenimento
Um cluster de entretenimento consiste na integração de vários segmentos de lazer e cultura, música, esporte, gastronomia, por exemplo, à área de turismo. Requer parceria entre o setor público e o privado. Ambos cumprem papéis que devem ser bem-definidos. Uma das exigências, porém, é contar com empresas de competitividade e padrão internacionais. Este fato exclui a maioria das empresas nacionais, pois competitividade num mundo globalizado significa padrões internacionais. Sem regras claras que garantam vantagens sociais aos nativos, os paraísos podem acabar como está hoje o Rio de Janeiro, numa Guerra Civil, ou como Paris que atualmente sofre uma revolta dos excluídos. Nesse novo tipo de organização de mercado, o papel do Estado é: definir as regras econômicas que garantam a estabilidade necessária aos investidores, e fiscalizar as ações dos investimentos quanto às garantias sociais do projeto, à valorização do nativo. Sempre a primeira parte é atendida em detrimento da segunda.

Ascensão e consolidação social nativa
O Ceará é um exemplo eloqüente disso. Há alguns anos o Estado vem preparando infra-estrutura necessária aos investidores. Construiu excelentes autovias de ponta a ponta de seu extenso litoral. Mas os projetos sociais associados a essas vias turísticas para os cearenses dessa imensa orla, entretanto, quase inexistem. Os nativos de fato estão sendo é tangidos pelos “resorts”, cujos donos sequer falam bem o português; mas dominam o francês, o inglês, o espanhol e o italiano. Mais do que de acesso a pontos turísticos essas estradas, deveriam ser vias de ascensão social para os nativos. Mas o que ocorre é a descaracterização da fonte de renda tradicional e geram o subemprego que lhes é oferecido. Em vez de trabalhadores (de serviços gerais à gerência) ou donos do negócio os nativos, os donos do lugar, são transformados em serviçais, seja na cozinha, nos jardim ou nos serviços gerais.

Educação
Alega-se, e com certa razão, que a maioria não tem formação especializada sequer para ser trabalhador, daí, serviçais. E o estado não apresenta política de educação para este fim. Daí a pergunta: que projetos sociais beneficiam os nativos? Sem isso acaba restando-lhes a opção pelo fim da dignidade, pois como diria Zé Dantas, cantado por Luiz Gonzaga, "dar esmola a um homem que é são/ ou lhe mata de vergonha/ ou vicia o cidadão".

Sem perspectivas os donos da terra vão vendendo as terrinhas e sendo tangidos para o sertão. Em pouco tempo o dinheiro se esvai. Daí voltam, sem eira nem beira, para o local de origem. A cultura consumista do Mercado tangirino encanta os jovens e as jovens, que sonham com o fantástico mundo do estrangeiro. As meninas sonham em casamento com os “príncipes ” visitantes. Nada contra esse encatamento teríamos, se a maioria dos que aqui viessem fossem pessoas decentes.

Infelizmente, os que aqui chegam vêm atraídos pela indecente promessa do sexo fácil e da interpretação de que ao sul do equador não existe pecado. E essa interpretação é motivada pela “promessa” das bundas brasileiras estampadas nas propagandas turísticas. Quem de fato faz tal promessa?! A quem ela interessa? Bem que poderia ser essa questão debatida pelas televisões. Mas, creio, seria perigoso tocar no assunto de forma tão séria, pois estaria mexendo com uma gama de interesses e negócios de milionários “clusters de entretenimento”.

Ora, pois, o turismo sexual e a prostituição infantil são produtos de um perverso “cluster de entretenimento” que se alastra em todos os países da América do Sul. O pior é que em cidades como Fortaleza, por exemplo, além do sexo e “rock’-n’-roll”, cada vez mais apartamentos com vidros à prova de bala e portas blindadas estão sendo vendidos aos ragazzi de todas as nações(sobretudo portugueses, espanhóis, italianos), “tutti buona gente” do mundo inteiro. Para que tanta proteção blindada, de que e de quem eles se defendem? O que estão querendo esconder?

Enquanto isso, vemos – por enquanto só vemos – as meninas e os meninos pôr as mãos nos joelhos, dar uma agachadinha e balançarem as bundinhas. Chega disso! Uma política séria de segurança (e saúde) pública deve ser urgentemente imposta ao setor de turismo e seus atores.

Só há uma arte que supera a de bem receber, a de ser bem-vindo. O desrespeito à primeira é problema nosso. E para quem desrespeitar a segunda, que lhe seja dada severa e exemplar punição, e que seja divulgada em todo mundo, para que saibam que no Brasil não toleramos desrespeito à nossa família, à nossa sociedade.