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segunda-feira, 20 de março de 2017

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

A Bienal Internacional do Livro do Ceará, ao longo de duas décadas, vem-se consolidando como um dos mais importantes eventos culturais do gênero no país e já tem lugar cativo na agenda literária estadual e nacional. Pode-se considerar o evento como um patrimônio cultural do estado.


Iniciativa do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), em parceria com o Instituto Dragão do Mar e apoio do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará será realizada em Fortaleza, de 14 a 23 de abril de 2017 no Centro de Eventos do Ceará, com o tema Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca. 

O tema “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca” traz em si infinitas possibilidades: a diversidade de expressões, a multiplicidade de vozes; incontáveis itinerários narrativos a proporcionar conexões transculturais, encontros de mundos, diálogos no espaço presencial e virtual, fazendo uma grande homenagem ao acervo literário universal, à cultura e à identidade brasileira como patrimônio da humanidade. Esse turbilhão de possibilidades pautou a definição da programação da Bienal.

A programação tem curadoria geral composta por Cleudene Aragão, Kelsen Bravos e Lira Neto. Além deles, complementam a equipe de curadoria os coordenadores de programação temática, cuja especificidade define-se segundo o público ou o conceito. O Espaço da Juventude tem a concepção e coordenação de Régis Freitas; a Praça do Cordel, de Klévisson Viana; o Salão do Professor, de Sarah Diva; o Café Literário, de Alan Mendonça; o Espaço Infantil, de Kelsen Bravos, Teddy Williams e Andrea Vasconcelos (Circo), Cláudio Ivo (Circo); Encontro de Mediadores, Tino Freitas, Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e Comunitárias do Ceará, Aparecida Lavor; Encontro Biblioteca Viva, Nixon Araújo; Festival de Ilustradores, Eduardo Azevedo e Rafael Limaverde, entre outros. Todos em articulação com a curadoria geral e coordenação executiva geral do evento, sob responsabilidade da coordenadora da Política do Livro e Acervo da Secult, Mileide Flores, e definição de Fabiano dos Santos Piúba, secretário da Cultura. 

Tendo sempre a participação de uma personalidade cearense, o conjunto das atrações de natureza artística e literária engloba palestras, mesas redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros entre outros eventos literários, além de apresentações lítero-musicais com artistas de reconhecimento local, nacional e internacional. Esse conjunto oferta uma programação ampla, democrática e de acesso gratuito, para um público plural - infantil, juvenil e adulto, com necessidades especiais e diversas expressões de gêneros e etnias,tudo resultado de demandas geradas nos tradicionais encontros com a participação da sociedade.

Essa mobilização e participação da sociedade se reflete no já característico envolvimento do público durante a realização da Bienal. É o que constatam as estatísticas, pois, quanto à frequência de público, o evento registrou, nas duas mais recentes edições, uma média de 55 mil visitantes/dia, seduzidos pelas atrações da abrangente programação temática adequada às diversas faixas etárias (Infantil - Juventude - Adulta) e pela feira de livros. Tanta concentração pessoas proporciona grande visibilidade e oportunidade de vendas de livros e negócios no âmbito da cadeia produtiva e criativa do livro, bem como de consulta de opinião sobre os caminhos da política para o livro e a leitura.

O evento caracteriza-se pela visibilidade na mídia e grande mobilização social, educacional e econômica. Daí por que, durante os dez dias da Bienal, promovem-se encontros para ouvir opinião da sociedade e entidades envolvidas com a implementação de políticas públicas para o livro, a leitura, a literatura e bibliotecas; articula-se o fomento e a democratização do acesso ao livro e à leitura com secretarias da Educação, estadual e municipais, e com escolas particulares e dialoga-se com o mercado, representado por editores, livreiros, distribuidores e autores independentes. Uma novidade da XII edição é a intensa parceria com a Secretaria de Ciências Tecnologia e Inovação que integra de forma muito harmônica a programação cultural do evento. Será surpreendente.

Esperamos todos no Centro de Eventos do Ceará, de 14 a 23 de abril de 2017, para a grande quizomba literária que será a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará. Evoé!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Fabiano dos Santos Piúba, subdiretor do Cerlalc-Unesco, fala sobre os desafios das bibliotecas


Confira a entrevista concedida ao canal de comunicação da Fundação Germán Sánchez Ruipérez por Fabiano dos Santos Piúba, subdiretor de Leitura, Escritura e Bibliotecas do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc-Unesco), durante sua estada em Madri. 

Em sua fala, Piúba explica que o grande desafio hoje para as bibliotecas é facilitar o acesso e destaca que para tanto pode-se aproveitar a "grande oportunidade" gerada pela advento da conectividade e da cultura digital.

sábado, 21 de abril de 2012

"A leitura tem que ser despertada como um prazer para a vida inteira"

(Foto de F Fontenele)  
"A formação do professor leitor é no meu ponto de vista uma das agendas mais estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. " - diz Fabiano dos Santos (foto), o escritor e doutor em literatura, que desde janeiro último assumiu a diretoria de Leitura, Escrita e Biblioteca do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe, um órgão ligado a Unesco e com sede em Bogotá. LEIA MAIS

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pontos de Leitura nas Fábricas

MinC e Prefeitura de Diadema (SP) lançam projeto nesta sexta-feira, dia 11 de junho

Trabalhadores de fábricas terão “minibibliotecas” em Diadema
Dez indústrias da cidade de Diadema, em São Paulo, recebem, a partir desta sexta-feira, dia 11 de junho, Pontos de Leitura nas Fábricas - espécie de minibibliotecas composta de um acervo de 650 livros, pufs, computadores e impressoras. O objetivo é incentivar o hábito da leitura, o acesso aos clássicos da literatura e fomentar novos pólos geradores de cultura entre os funcionários. O projeto é uma parceria inédita, entre o Ministério da Cultura e a Prefeitura da cidade.
A cerimônia do anúncio será no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - Subsede Diadema (Avenida Encarnação, 290, Piraporinha), às 10h, e contará com a presença do prefeito, Mário Wilson Pedreira Reali, e do diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piúba. “Os investimentos do Programa Mais Cultura potencializam as ações de acesso ao livro e a formação leitora na perspectiva da construção de uma cidade de leitores”, diz Piúba.
Foram investidos R$ 200 mil para a instalação dos Pontos de Leitura nas Fábricas. Outros R$ 1, 13 milhão serão destinados para a modernização de 11 bibliotecas, a criação de 11 Cines Mais Cultura e a seleção e formação de 50 Agentes de Leitura. Os investimentos fazem parte de convênios entre o Programa Mais Cultura - R$ 908 mil - e contrapartida do município, de R$ 227 mil.
É a primeira vez que os Pontos de Leitura - já são 514 em todo o país - chegam às fábricas. Cada um  é composto por um acervo de 650 obras - exemplares de literatura brasileira, estrangeira, infantil e juvenil, DVD’s, enciclopédias, entre outros - computador e impressora. A proposta é estimular os trabalhadores das indústrias a ler no ambiente de trabalho, proporcionando momentos de prazer, fruição e aprendizado. O projeto prevê ainda a formação de Agentes de Leitura incentivando o empregado a interagir com o livro e o mundo literário.
O projeto conta com o apoio dos sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, dos Químicos e Construção Civil. Dez indústrias já estão integradas ao projeto: Apis Delta, Delga, IGP, Autometal, Legas, Grupo Papaiz, Uniforja, TRW, Uniferco e Metalpart.
Fonte: Comunicação Social/MinC

terça-feira, 9 de março de 2010

Fabiano dos Santos: a festa do livro, leitura e literatura


Fabiano dos Santos, diretor do Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, destaca a importância dos clubes de leitura para a formação integral das pessoas.

domingo, 21 de outubro de 2007

Carta Aberta às famílias leitoras de Jardim-CE

Recebi, em meu e-mail, desta menina da foto (captada pelas lentes de Chico Gadelha), um convite muito especial:


Joélia Vieira, agente de leitura em Jardim, CE

Oi Kelsen, Agente de Leitura Joélia, há quanto tempo heim? Ei estou convidando-lhe para um encontro de sensibilização entre as famílias com que trabalho, será no dia 28 de outubro às 13:00 h em minha residência no Sítio Jardim, em Jardim - CE.

Conheci Joélia e mais 23 pessoas lindas, em maio de 2006, em Assaré, onde fui ministrar uma capacitação ("Sensibilização e Pedagogia da leitura") para os agentes de leitura de lá e de Jardim. Ambas ficam no Cariri, ao sul do Ceará. Os Agentes de Leitura são um bem-sucedido projeto idealizado naquele ano por Fabiano dos Santos, então coordenador de Políticas do Livro e Acervo da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, a coordenação do projeto coube a Geórgia Zaranza e contava ainda com a colaboração de Andréa Hávt Bindá ("um beijo, Dea, onde você esteja").
Financiado pelo Fundo de Combate a Pobreza - Fecop, o projeto desde o primeiro semestre de 2007, está meio esquecido pela gestão que assumiu o governo este ano. Sem receber, respectivamente, a bolsa e o pro labore, tanto os agentes como os coordenadores do projeto, que já virou política pública de estado, continuam trabalhando. O estranho é que a verba está disponível, mas não é repassada, e ninguém se digna a explicar a razão. (Veja o projeto).

Impossibilitado de ir ao encontro, por compromissos anteriormente assumidos, em resposta a seu convite, escrevi uma carta aberta às Famílias Leitoras de Jardim. E na intenção de estar bem pertinho, pedi que Joélia Vieira a lesse em meu nome. Seria emocionante chegar aos presentes saindo dela, como num parto poético. Eu me harmonizaria com todos e todas pela harmonia entre mim e ela. O coração deles e delas pulsaria pela emoção de seu coração ao ler o que o meu coração pulsa ao escrever para todos.


Eis a carta:


Famílias leitoras de Jardim,

Meu nome é Kelsen Bravos e além de escritor sou fã dessa pessoa que ora me lê para vocês. Desde que a vi ainda em maio de 2006, lá em Assaré, senti o quanto havia de intensidade poética, de beleza e compromisso social em seus sonhos. E hoje eu estar aqui, participando desta sensibilização junto a vocês assim sendo lido por ela é a maior prova de que o quanto senti a respeito de Joélia era verdadeiro, pois ela é uma GENTE de leitura que semeia livros no coração de cada um de nós com muita força poética, beleza e compromiso social.

Parabéns a vocês todos, dos mais pequeninhos aos mais grandões, dos mais velhos aos recém-nascidos, parabéns, por serem uma família de leitores que se emocionam, sonham e despertam com a fé transformadora do bem social. Quero abraçar a todos e dizer que os amo.

Amar é uma palavra muito importante. Vem da palavra amor. A palavra amor significa não deixar morrer. É por isso que quando uma pessoa muito querida morre, nos sentimos tão impotentes; porque temos a impressão de que junto a ela se foi também nossa capacidade de não deixar morrer, que o nosso amor faliu, acabou. Mas não é assim que nossa capacidade de amar acaba. Ela só acaba quando a gente desiste de amar. Se é que acaba...

Amar, como já lhes disse, é não deixar morrer. Não deixar morrer uma planta, um bichinho, uma idéia, um sonho bom, as pessoas, é não deixar morrer antes da vontade de Deus.

Amar é não deixar morrer a lembrança de quem nos é caro. É preservar as coisas, a natureza, a memória, a cultura, as pessoas.

Eu queria abraçar e dizer isso a todas as pessoas do mundo. Mas no mundo existem mais de seis bilhões de pessoas espalhadas por todos os lugares. É por isso que escrevo, para que, mesmo depois de eu ter-me ido prestar contas com o Além, continue "falando" com elas a partir do que deixei escrito.

Com meus livros quero afirmar o amor que sinto pelas pessoas, pelas coisas e seus lugares. São uma forma de eu dizer: vamos amar uns aos outros e amar nossos lugares, as coisas e todas as outras formas de vida, as plantas e os animais. Não podemos deixar morrer nossas idéias, nossas emoções, a natureza, as pessoas (ou a lembrança delas)... não podemos deixar morrer nossa cultura. Escrever é, portanto, um ato de amor.

Entretanto existe um gesto de amor mais importante do que o de escrever. Sabem qual é? Vou lhes dar uma dica:

Imaginem um livro numa estante, sem ninguém pegá-lo. Se ficar assim cem anos, ele ficará cem anos morto. Mas se você pegar esse livro e começar a lê-lo, você estará fazendo um gesto divino de amor; estará ressuscitando quem escreveu, e aumentando a própria capacidade de ler e entender o próximo e a si mesmo, estará ampliando a sua capacidade amar.

Portanto, leiam, leiam sozinhos e leiam em grupo, leiam sempre, porque ler é amar!

Um beijo azul,

Kelsen Bravos