Mostrando postagens com marcador SECULT-CE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SECULT-CE. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de março de 2018

A Literatura Infantil no Ceará - Kelsen Bravos


Um breve histórico da literatura infantil no Brasil e sua expressão no Ceará da qual apresentamos aspectos que a destacam no universo infantil. O cenário criativo-editorial da literatura para crianças e a formação de leitores no Ceará.

segunda-feira, 20 de março de 2017

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

A Bienal Internacional do Livro do Ceará, ao longo de duas décadas, vem-se consolidando como um dos mais importantes eventos culturais do gênero no país e já tem lugar cativo na agenda literária estadual e nacional. Pode-se considerar o evento como um patrimônio cultural do estado.


Iniciativa do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), em parceria com o Instituto Dragão do Mar e apoio do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará será realizada em Fortaleza, de 14 a 23 de abril de 2017 no Centro de Eventos do Ceará, com o tema Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca. 

O tema “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca” traz em si infinitas possibilidades: a diversidade de expressões, a multiplicidade de vozes; incontáveis itinerários narrativos a proporcionar conexões transculturais, encontros de mundos, diálogos no espaço presencial e virtual, fazendo uma grande homenagem ao acervo literário universal, à cultura e à identidade brasileira como patrimônio da humanidade. Esse turbilhão de possibilidades pautou a definição da programação da Bienal.

A programação tem curadoria geral composta por Cleudene Aragão, Kelsen Bravos e Lira Neto. Além deles, complementam a equipe de curadoria os coordenadores de programação temática, cuja especificidade define-se segundo o público ou o conceito. O Espaço da Juventude tem a concepção e coordenação de Régis Freitas; a Praça do Cordel, de Klévisson Viana; o Salão do Professor, de Sarah Diva; o Café Literário, de Alan Mendonça; o Espaço Infantil, de Kelsen Bravos, Teddy Williams e Andrea Vasconcelos (Circo), Cláudio Ivo (Circo); Encontro de Mediadores, Tino Freitas, Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e Comunitárias do Ceará, Aparecida Lavor; Encontro Biblioteca Viva, Nixon Araújo; Festival de Ilustradores, Eduardo Azevedo e Rafael Limaverde, entre outros. Todos em articulação com a curadoria geral e coordenação executiva geral do evento, sob responsabilidade da coordenadora da Política do Livro e Acervo da Secult, Mileide Flores, e definição de Fabiano dos Santos Piúba, secretário da Cultura. 

Tendo sempre a participação de uma personalidade cearense, o conjunto das atrações de natureza artística e literária engloba palestras, mesas redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros entre outros eventos literários, além de apresentações lítero-musicais com artistas de reconhecimento local, nacional e internacional. Esse conjunto oferta uma programação ampla, democrática e de acesso gratuito, para um público plural - infantil, juvenil e adulto, com necessidades especiais e diversas expressões de gêneros e etnias,tudo resultado de demandas geradas nos tradicionais encontros com a participação da sociedade.

Essa mobilização e participação da sociedade se reflete no já característico envolvimento do público durante a realização da Bienal. É o que constatam as estatísticas, pois, quanto à frequência de público, o evento registrou, nas duas mais recentes edições, uma média de 55 mil visitantes/dia, seduzidos pelas atrações da abrangente programação temática adequada às diversas faixas etárias (Infantil - Juventude - Adulta) e pela feira de livros. Tanta concentração pessoas proporciona grande visibilidade e oportunidade de vendas de livros e negócios no âmbito da cadeia produtiva e criativa do livro, bem como de consulta de opinião sobre os caminhos da política para o livro e a leitura.

O evento caracteriza-se pela visibilidade na mídia e grande mobilização social, educacional e econômica. Daí por que, durante os dez dias da Bienal, promovem-se encontros para ouvir opinião da sociedade e entidades envolvidas com a implementação de políticas públicas para o livro, a leitura, a literatura e bibliotecas; articula-se o fomento e a democratização do acesso ao livro e à leitura com secretarias da Educação, estadual e municipais, e com escolas particulares e dialoga-se com o mercado, representado por editores, livreiros, distribuidores e autores independentes. Uma novidade da XII edição é a intensa parceria com a Secretaria de Ciências Tecnologia e Inovação que integra de forma muito harmônica a programação cultural do evento. Será surpreendente.

Esperamos todos no Centro de Eventos do Ceará, de 14 a 23 de abril de 2017, para a grande quizomba literária que será a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará. Evoé!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Gestão da Cultura do Ceará pulsa razão-emoção amalgamadas!

Reproduzo aqui, à revelia dele, uma postagem de Fabiano dos Santos Piúba no FaceBook, em 15 de novembro de 2016. Vocês, ao ler, hão de saber por quê.


CENA CASARÃO E OUTROS MICRORGANISMOS CULTURAIS ATOMIZADOS NA CIDADE


A lua mais linda de ontem em Fortaleza foi a abertura de um novo lugar na cidade: Cena Casarão - um teatro de grupos que reúne Pavilhão da Magnólia, Grupo Expressões Humanas, Teatro de Caretas Caretas e Cia. Prisma de Artes. A casa é composta por ambientes diversos e, além das exposições que narram um pouco das histórias de cada grupo, fomos brindados com quatro apresentações magníficas: Yemonja a princesa negra com Edvaldo Batista, Clitemnestra com Juliana Veras, Devoração com Cia Da Arte Andanças e Intervenção com Silvia Moura. Ainda rolou uma festa no final.

Voltei pra casa tecendo em minha cabeça uma teia sobre a importância desses lugares e desses grupos na cidade, sobre a importância das pessoas que estavam lá. Cada uma delas. Quem foi para apresentar suas dramaturgias cênicas e quem foi para fruí-las. Quem foi porque estava de bobeira na véspera de um feriado de meio de semana e quem foi porque tinha consciência de que algum acontecimento na cidade estava começando ali, naquele lugar da Rua Floriano Peixoto, 1437 numa noite de lua grande.

Precisamos mobilizar as pessoas e animar as cidades. Animá-las no sentido de alma mesmo – ânima – e de espírito. E quem insufla as almas e espíritos de uma cidade? Respondo: as artes e a cultura com seus saberes, estéticas e experiências. Sem alma não há habitantes. Precisamos habitar de almas nossos habitantes com repertórios e percursos culturais. Arrepiar as pessoas por entre as veredas da cidade! E foi exatamente isso que senti na noite de ontem na Cena Casarão.

Desde a entrada com a narrativa e tambores da princesa Yemonja, passando pela Clitemnestra na voz e corpo rubro de Juliana Veras até ser completamente tomado pelo Devoração no grito de Wellington Gadelha, pelos passos arrodeados e olhar impávido de Samia Bittencourt, na respiração de corpo corrente de Aspásia Marianasob os olhares ternos de Andréa Bardawil. Arrepios capazes de mobilizar as pessoas e animar as cidades através das artes. Travessia. Porque, em primeira análise estamos falando mesmo é do direito à cidade como o direito de reinventá-la em outra cidade. Mais humanista e solidária. De reinventá-la por meio de movimentos de afetos, mas também de bravuras; de experiências de delicadezas, mas também de forças; de mobilidades de existências, mas também de resistências; de fluxos espontâneos, mas também de sustentabilidades. Dinâmicas necessárias para construção de novos convívios sociais e de novas zonas de contatos e tatos culturais que só as artes permitem movimentar em prol de uma cidade com convivências mais justas e bonitas.

Saí da Cena Casarão com essas tessituras em minha cabeça e quis compartilhar essas palavras e coisas. Pensando de como esses lugares-movimentos são de uma relevância orgânica no sentido de garantir a construção do direito de reinventar nossa cidade por meio de travessias artística-culturais potentes e mobilizadoras. Não estamos falando aqui exatamente de novidades, mas de reafirmação solidária e transformadora em rede com outros espaços e grupos de Fortaleza e do interior do Ceará em conexões com o mundo. Estamos conversando sobre redes e parcerias. A cultura, como disse Gilberto Gil é no mínimo dois, é no mínimo par. Por isso gosto de pensá-la como um direito humano e como solidariedade. Como um saber/fazer comum que roda como uma ciranda de mão em mãos, portanto um saber da experiência solidário. Parece-me que a Cena Casarão não é uma casa solitária e sim solidária, cujo mínimo é dois. Os eus e os outros que coabitam em nós e nas cidades.

Por fim e em última análise, o que estava querendo dizer desde o início – depois de uma conversa breve de calçada com Ivan Ferraro e Paulo Victor Gomes Feitosa que se prolongou em meu juízo – é que voltei pra casa na Maraponga pensando na Microfísica do Poder de Michel Foucault. De forma muita rasa, para Foucault o poder não se manifesta de uma única maneira nem tem uma única fonte. Muito pelo contrário, ele tem uma vasta e extensa gama de formas e discursos. Mas, muito além da noção do poder, fiquei imaginando nesse momento na ideia da microfísica, nas energias das pequenas partículas. Aí fui tomado por substantivos compostos do tipo micro-práticas, micro-feixes, micro-relações, micro-cruzamentos, micro-malhas, micro-redes, micro-teias, micro-zonas culturais que podemos gerar numa espécie de cultura bacteriana de artes que pode tomar conta das cidades. Microrganismos que para serem vistos não necessitam exatamente de microscópios privados ou estatais, mas, talvez, de caleidoscópios que podem gerar combinações a partir de luzes e olhares diversos numa cartografia poética da cidade.

A Cena Casarão, assim como vários outros espaços – a exemplo do Teatro das Marias, Grupo Garajal, Galpão da Cena, Lona da Maria, Casa de Teatro Dona Zefinha, Arte Jucá de Arneiróz, Cia Teatral Acontece, Nóis de Teatro... – são lugares-movimentos que atuam como microrganismos culturais e criativos, portanto, sociais e econômicos. Talvez, nos tempos sombrios de hoje, os mais potentes e necessários ambientes, capazes de atomizar e “bacterizar” a cidade dada pelo macro-poder, gerando novos sentidos e significados para outra cidade possível. E antes que perguntem, também estou falando de políticas públicas o tempo todo, desde as primeiras palavras deste artigo: A lua mais linda de ontem em Fortaleza foi a abertura de um novo lugar na cidade: Cena Casarão.

Por Fabiano dos Santos Piúba

domingo, 19 de junho de 2016

No Ceará tem disso sim - por Kelsen Bravos



Do Ceará para o mundo

Dia 17 de junho de 2016 estabelece um marco para economia do livro no Ceará. Foi inaugurada a Livraria da Câmara Cearense do Livro (CCL), no Aeroporto Pinto Martins. A loja oferta a excelente produção editorial do Ceará para o mundo. A estratégia foi uma iniciativa de Albanisa Dummar e Patricia Veloso, associadas da CCL, entidade de classe das editoras cearenses, e articulada por sua presidente (Lucinda Azevedo) junto ao Sebrae (na pessoa de seu presidente, Joaquim Cartaxo), à Secretaria da Cultura (com o Secretário Fabiano dos Santos Piúba), à Frente Parlamentar Mista do Livro e da Leitura, representada no evento inaugural pelo deputado federal Odorico Monteiro. A parceria viabiliza também acervos móveis que percorrerão toda região em Micro-Ônibus transformados em Livraria (KB).

Patricia Veloso, Albanisa Lúcia Dummar Pontes, Lucinda Marques,
Odorico Monteiro, ao microfone. Joaquim Cartaxo e Fabiano dos Santos

Quando o galo canta... 

Em 2015, no Armazém da Cultura, Albanisa Dummar me compartilha a ideia de instalar uma Livraria da Câmara Cearense do Livro no Aeroporto Internacional Pinto Martins. Na ocasião aventamos parceiros para tal empreendimento, quem sabe a Fecomércio ou o Sebrae ou ambos. Foi uma boa conversa. Depois lembro de ter tratado sobre o assunto com algumas pessoas. Uma delas, num cafezinho, foi Fabiano dos Santos Piuba​, que sabe como ninguém de Livro, Leitura e Literatura. Naquele momento, não era secretário da Cultura do Ceará. Avaliou bem a iniciativa.





Secretário Fabiano dos Santos Piúba destaca
iniciativa que fortalece a economia do livro

... quem trabalha se alevanta!

No seguir dos meses, soube da movimentação da Patricia Veloso​ e da Albanisa, junto ao Sebrae, com a articulação da CCL, na pessoa da presidente da entidade, Lucinda Azevedo. Esse doce trio - que é parada dura em determinação e empreendedorismo - já lastreado no consenso dos associados da Câmara Cearense do Livro, galvanizou apoio dos legislativos federal e estadual de forma muito competente.


A sorte dos ventos - Marco histórico

Dizem que quando se trabalha os ventos ajudam. Pois sim, eis que os ventos do Ceará enfunaram a vela dessa jangada de ideias, Fabiano agora é secretário da Cultura, o Sebrae é parceiro do empreendimento, a Frente Parlamentar do Livro - tanto a local quanto a nacional - assumiu o compromisso com a causa. O resultado foi que no 17 de junho deste 2016 testemunhamos um fato histórico: uma autônoma livraria foi inaugurada em local estratégico do Aeroporto Internacional Pinto Martins. Tudo está pronto para dar muito certo.


Kelsen Bravos, Fabiano Piúba, Cleudene Aragão, Patrícia Veloso
 - autores, gestores públicos e editores unidos por um Ceará leitor



Com a sina do vento aracati - navegar sertão adentro

A parceria do Sebrae, o compromisso de representantes dos legislativos federal e estatual e o apoio da Secult-CE, tudo isso promove uma ebulição e tanto. A prova é que a parceria já se ampliou para viabilizar livrarias itinerantes em Micro-Ônibus - BookTruck. São fatos tão estimulantes que, mesmo em meio à crise geral, a gente chega, de fato, a se animar.

Mais animado ainda ficaremos com a implementação desse projeto dos Micro-Ônibus Livraria. Que a participação itinerante deles em feiras regionais leve sertão adentro junto à livraria uma programação cultural que conste de dinamização do acervo da literatura cearense que leva, e, num segundo momento, quando de seu retorno, promova conversas entre os autores e seu público leitor.




Os ventos promovam bem mais que chuva no arado de leituras

A livraria ambulante será, espero, uma ação a mais na tarefa de semear, adubar, polinizar e ajudar a amadurecer a Política do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (LLLB). Será assim feito a ação da chuva. Quanto à colheita, ela será tarefa da sociedade. Tal chuva no arado só vigorará se estiver associada de forma mais parceira à estratégia de cada segmento do cluster LLLB e tiver acolhida também das gestões municipais.


Chuva de leitura - Mediação - Bibliotecas

 O projeto dos Micro-Ônibus Livraria, bem mais do que promover a venda, deve, em parceria, cumprir ações atinentes à Política de Leitura, ao convergir e agregar programação cultural com foco na mediação. Se o fizer ajudará na semeadura, na formação de leitores, na formação de acervo e no fortalecimento de bibliotecas públicas, escolares e comunitárias.


Chuva de Literatura - Criação

Melhor ainda será, se o projeto dos Micro-ônibus Livraria também convergir e agregar programação cultural com foco na criação, ou seja, se suas ações se estenderem ao elo Literatura e promoverem encontro de autores com o público leitor, com mediadores da leitura, com editores e entre si. Todo o potencial da presença dos criadores junto a seus leitores de modo geral será esplendido e gerará mais criação. 

Autores, mediadores e editores unidos por um Ceará mais leitor
Kelsen Bravos, Cleudene Aragão, Júlia Barros e Almir Mota

A professora e escritora Cleudene Aragão prestigiou o evento

Revolução silenciosa 

Que movimento lindo e socialmente relevante pode vir a ser o projeto dos Micro-Ônibus Livraria! O melhor de tudo é só depender em essência do diálogo transparente para começar a efetivá-lo.

E dialogar de forma transparente é parte essencial da atual gestão da Cultura do Estado do Ceará, tanto na pessoa do secretário Fabiano dos Santos Piúba, quanto na pessoa da coordenadora da Política do Livro e Acervo da Secult-CE, Mileide Flores.

As instituições Sebrae, Legislativo, Câmara Cearense do Livro, Secretaria da Cultura e Autores também estão dispostas ao diálogo, aliás, já dialogam. Que venham as gestões municipais, a Secretaria da Educação. Que acolham a implementação de uma agenda positiva para o Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas que ora proponho. Fortalecerá a silenciosa revolução de promover leitores. Viva a Leitura! (KB)

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Solidariedade: Campanha “Inventores de Invenções – Contando com você”, em favor da luta contra o câncer

Desenho de Eduardo Azevedo durante o evento em 9/1/2016 
A campanha solidária Inventores de Invenções Contando com você objetiva chamar atenção para a dificuldade que as pessoas em tratamento de câncer enfrentam, seja para conseguir medicamentos mais caros, seja para receberem doações de medula óssea, plaquetas de sangue, próteses ou outras necessidades.

Para tanto, escritores, mediadores da leitura, bibliotecários, músicos, ilustradores e produtores culturais do Ceará planejaram uma série de eventos e apresentações para o público infantil.

A programação traz conversas com o autor, leitura e contação de histórias, apresentações lítero-musicais, oficinas de ilustração e gravuras, exposições, feira de livros e outros artigos de arte, em apoio a pessoas em tratamento de câncer.

Como colaborar:
Junte tampinhas de garrafas PET e leve para o local do evento. Elas serão doadas para a Associação Peter Pan.

Apoiamos:No dia 23 de janeiro de 2016 estaremos apoiando:

Associação Peter Pan
Mobilize sua família e amigos! Tampinhas de garrafas PET são revertidas em ajuda financeira para ajudar no tratamento de milhares de crianças e adolescentes da Associação Peter Pan. Doe! Mais informações sobre como doar: clique em Associação Peter Pan
Desenho de Daniel Diaz,  no evento de 9/01/16

Parceria
A Biblioteca Pública do Estado do Ceará acolheu a campanha incluindo a ação Inventores de Invenções – Contando com você na programação do Espaço Estação, que fica na Praça da Estação, pela Rua 24 de Maio, n° 60, no Centro de Fortaleza.

Quando e onde
Na Biblioteca:

Todos os sábados de janeiro, no Espaço Verde da Biblioteca, de 9 às 11 horas a campanha Inventores de Invenções: Contando com você apresenta: Conversa com autor, leitura e contação de histórias; shows musicais e apresentações lítero-musicais; oficinas de desenhos; exposição.

Apoiam a Campanha:
Biblioteca Pública do Estado do Ceará; Fórum da Literatura, Livro e Leitura do Estado do Ceará - FLLLEC; Instituto Tony Ítalo - InsTI; Instituto Travessias, Livraria Feira do Livro; Mambembe - comida e outras artes; Mini-Museu Firmeza.

Integrantes:
Em ordem alfabética, integram o Inventores de Invenções: Ana Paula Sancho, Cássia Barroso, Cleudene Aragão, Daiane Carneiro, Daniel Diaz, Dione Morais, Eduardo Azevedo, Paulo Jorge, Fabiana Guimarães, Isa Fernandes, Ítalo Castelar, Joyce Custódio, Júlia Barros, Kelsen Bravos, Linda Dias, Luciano Albuquerque, Mara Monteiro, Mileide Fores, Nathália Forte, Rachel Gadelha, Sérgio Araujo, Teddy Williams. (Esperamos por você...)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

I Feira do Livro de Crateús - I FLIC

Com uma programação de acesso gratuito plena em contação de histórias, lançamentos de livros, oficinas, palestras e muito mais, a I Feira do Livro de Crateús – FLIC, que homenageia o poeta Bento Raimundo Dias, demarca o calendário cultural brasileiro da promoção do livro, da leitura, Literatura e das artes em geral. A FLIC congrega artistas do Distrito Federal, Fortaleza, Tauá e Crateús numa enriquecedora troca de saberes e fazeres entre artistas, estudantes e o público em geral. Confira:
Convite Flic.cdr

I Feira de Livros de Crateús – FLICHomenageado: Bento RaimundoDias 18 a 21 de novembro de 2015Local: Praça Gentil Cardoso09:00 às 22:00h


Programação

Dia 18/11/2015 – Organização Geral da I FLIC

Dia 19/11/2015

19:00 às 22:00

Palco

Voz e Violão – Ernesto Teixeira

Cerimônia de Abertura da I FLIC

Show com Dideus Sales e Toni Moraes

Dia 20/11/2015

09:00 às 12:00

Palco

Dança: Uz Inovadores/Black Citi (09:30 às 10:00)
Recital: Paulo de Tarso (10:00 às 10:30)
Circo: Palhaço Geleia (10:30 às 12:00)

Teatro

Show Quem quer brincar comigo? Com Tino Freitas (09:00 às 09:40)
Histórias do Coração com Teddy Williams (10:00 às 10:30)

11:00 às 12:00

Teatro

Leitura dramatizada do Romance do Vaqueiro Voador– João Bosco Bezerra Bonfim

14:00 às 16:00

Palco

Dança: New Dance/Príncipes do Gueto (14:30 às 15:00)
Recital: Paulo de Tarso (15:00 às 15:30)
Circo: Palhaço Geleia (15:30 às 17:00)

Teatro

Show Quem quer brincar comigo? Com Tino Freitas (14:00 às 14:40)
Show Quem quer brincar comigo? Com Tino Freitas (15:00 às 15:40)

16:00 às 17:00

Teatro

Poesia em voz alta: arte, reflexão e emoção – João Bosco Bezerra Bonfim

19:00 às 20:00

Teatro

Grupo de Flauta CAIC
Debate: Mediação de leitura e letramento literário – João Bosco Bezerra Bonfim e Tino Freitas

19:00 às 22:00

Palco

Roda de Capoeira Raízes do Brasil (19:00 às 19:40)
Palhaço Geleia (19:40 às 20:00)
The Madrugas / Take me Out (20:00 às 22:00)

Dia 21/11/2015

09:00 às 12:00

Palco

Contação de Histórias: Márcio Elias (09:00 às 09:40)
Circo: Impacto Show Cirque (09:40 às 10:20)
Show Quem quer brincar comigo? Com Tino Freitas (10:20 às 11:00)
Lançamento de Livro: João Bosco e Tino Freitas (11:00 às 12:00)

Teatro

Conversa com escritor: Elias de França e Éricson Fabrício (09:00 às 10:00)
Encontro do projeto Ciranda das Coisas do Coração (10:00 às 12:00)
Contadores de Histórias de Hidrolândia-CE

14:00 às 17:00

Teatro

Encontro com Escritores
Recital: Paulo de Tarso e Lucas Evangelista
Lançamento de Livros: Zacarias Bezerra
Palestra: A importância da literatura no contexto atual – Júnior Bonfim

Palco

Contação de Histórias: Márcio Elias (14:00 às 14:40)
Circo: Retalho Show Circus traz a Cia. Circense Harlley Dance (14:40 às 16:00)
Palco: Associação Arte Ceará Capoeira (16:00 às 17:00)

19:00 às 22:00

Cerimônia de Encerramento da I FLIC

Homenagem ao Bento Raimundo
Show com Igor e Edvânio

19, 20 e 21 de novembro

Stands com vendas, troca e exposição de livros!

Participação de editoras e livrarias!


Participe!

Traga sua família!

Entrada gratuita!


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

X Bienal Internacional do Livro do Ceará atraiu 610 mil pessoas e movimentou R$ 8,5 milhões

Da esquerda para direita, Kelsen Bravos e Mileide Flores,
responsáveis pelo conteúdo da programação da bienal,
Secret. Prof. Pinheiro e Eduardo Fideles, secretário adjunto

A X Bienal Internacional do Livro do Ceará, realizada de 8 a 18 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE), registrou durante os dias de evento um público circulante de 610 mil pessoas. Do público presente, 74% eram de Fortaleza, 16% da Região Metropolitana de Fortaleza, 9% do interior do Estado e outros 1% de outros estados. O programa de Visitação Escolar levou à Bienal do Livro um público de mais de 80 mil alunos de escolas públicas municipais e estaduais de 153 municípios cearenses. A organização do evento contabilizou cerca de R$ 8,5 milhões em negócios diretos e indiretos gerados pela comercialização de livros durante a Bienal. Ao todo, a Bienal contou com 165 estandes representando 450 editoras de todo o país.

Para garantir o atendimento à população e o bom andamento das 463 atividades realizadas – espetáculos artístico-musicais, lançamentos de livros, bate-papos com autores, oficinas de leitura, congressos, seminários, entre outras –, a Bienal Internacional do Livro do Ceará contou com cerca de 4.500 postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. “É com muita satisfação que encerramos a décima edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará com números tão positivos, com o público tendo aproveitado a programação diversificada e que consolidou a Bienal como um dos maiores eventos literários do cenário nacional. Isso nos dá ainda mais estímulo para fazermos uma Bienal ainda melhor em 2014, em pleno ano de Copa do Mundo no Brasil”, afirma o secretário de Cultura, Francisco Pinheiro.

Entre os momentos marcantes, destacam-se a primeira participação de um Nobel de Literatura no evento, sendo tal fato iniciado com a presença do nigeriano Wole Soyinka, ganhador do prêmio em 1986; as homenagens a importantes personagens da literatura brasileira, como Sânzio de Azevedo, José Cortez e Francisca Clotilde (post mortem); a presença de renomados nomes da cena literária local, nacional e internacional, como Márcia Tiburi, Luiz Tatit, Thalita Rebouças, Ignácio de Loyola, Ana Miranda, Lira Neto, Ronaldo Correia de Brito, Ricardo Kelmer, Flávio Paiva, Cleudene Aragão, Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Eduardo Quive (Moçambique), Odete Semedo (Guiné-Bissau), Felinto Elísio (Cabo Verde), dentre outros.

Durante a programação grandes encontros ajudaram a fazer desta edição um sucesso, por exemplo o V Encontro Agentes de Leitura que contou com a presença de 203 agentes de 37 municípios cearenses. Na programação palestras, aula sobre espetáculo de cordel, mesas redondas e encontros com os autores Kelsen Bravos e Gonçalo Ferreira.
A música ganhou ainda mais espaço com os shows com grandes nomes da música brasileira, como Gal Costa, Humberto Gessinger, Zeca Baleiro, Teatro Mágico e Palavra Cantada. Além do resgate da Padaria Espiritual e da Semana de Arte Moderna de 1922, marcos da arte e da literatura no Brasil; o aumento em 40% da área de estandes e de 100% na área de circulação e acessos em relação à edição anterior, o que foi possível graças à mudança da Bienal para o Centro de Eventos do Ceará. O estande da Estação Pinacoteca do Estado do Ceará recebeu um público de 4.717 visitantes, que descobriram ainda os espaços Café Java, espaço Infantil, Jovem.
Outro espaço que também obteve resultado muito positivo foi “A Praça do Cordel”, onde aconteceram 35 lançamentos e 102 show e espetáculos durante os dez dias de Bienal. A praça também contou com 495 livros comercializados e 13.200 folhetos vendidos. Fizeram parte do espaço várias instituições entre elas a Academia dos Cordelistas do Crato e a Associação dos Cantadores do Nordeste- ACN.
Fonte: Reproduzido do site da Secult-CE

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Cultura em debate 5: a questão da Secult-CE - Porque navegar, mais do que viver, é preciso!


Dando seguimento ao debate sobre a Questão da Cultura no Ceará, apresento minha opinião.  Lembro que este espaço está aberto para quem, de forma educada, queira se pronunciar e assuma toda a responsabilidade e consequências do que afirma. Dentro desses critérios sua opinião será aqui publicada. Colabore. 

Do comitê executivo do FLLLEC
Para se navegar, é necessário precisão.
No dia 25 de junho de 2012, vários artistas cearenses se uniram para manifestar seus anseios "por mais seriedade, respeito e efetividade no tratamento da Pasta da SECULT-CE." Desde então vêm realizando ações, abaixo-assinado e manifestações públicas, em favor do acesso à Cultura como direito não só da classe artística, mas de todos os cidadãos.
Bem divulgado, o movimento cresceu e parlamentares, gestores da Cultura e representantes de várias instâncias têm mostrado interesse ou se pronunciado de forma muito eloquente sobre a questão. Todo apoio à Arte, à Cultura  deve ser muito bem-vindo; mas entendo que as pessoas, sejam parlamentares ou não, precisam saber o que estão apoiando, por isso avalio ser extremamente  necessária a redação de um documento bem esclarecedor que apresente pautas reivindicatórias exequíveis, pois para seguir pelo mar singrando horizontes é necessário entender o quanto navegar, mais do que viver, é preciso.
O Fórum da Literatura, Livro e Leitura do Estado do Ceará, por exemplo, vem, de há muito, manifestando-se, com precisão, em prol de uma gestão que transforme em políticas públicas de estado importantes projetos e programas culturais. É o que se pode conferir  na publicação "Unidos por um Ceará de Leitores - Breve histórico das Políticas Públicas para o Livro, Leitura e Literatura no Ceará" , redigido por Cleudene Aragão, Mileide Flores e por mim. (Confira)
Ressalto que todas as reivindicações expressas na publicação resultaram de vários encontros, audiências públicas e assembleias promovidas desde 2003. Importante também é esclarecer que  todas essas nossas reuniões contaram com a maciça participação de representantes de todos os segmentos do Livro, Leitura e Literatura - categorizadas pelas cadeias: criativa (escritores, ilustradores...), produtiva (gráficos, editores, designers, gráficas, editoras, produtoras, livrarias...), mediadora (autores, professores, contadores de histórias, ONG, bibliotecas e biblioteconomistas, livreiros, produtores culturais...) e reguladora (gestores públicos, gestores da iniciativa privada, representações sindicais, parlamentares, representantes de instituições, ONGs...). Destaco aqui a parte 3 do documento intitulada "Propostas de Encaminhamento para Ações Futuras no Estado",  confira abaixo:
"PARTE 3: PROPOSTAS DE ENCAMINHAMENTO PARA AÇÕES FUTURAS NO ESTADO
1. A institucionalização das políticas
● Criação de um grupo de trabalho para discussão das políticas públicas e encaminhamento dos debates, com a participação de entidades da área e afins e de representantes da sociedade civil;
● Regulamentação da Lei do Livro do Ceará;
● Criação por lei do Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura - PELLL (construção com a participação da sociedade civil);
● Criação por lei do Instituto Estadual de Livro e Leitura do Ceará (órgão vinculado ao Governo Estadual com dotação orçamentária / sendo um órgão da SECULT e/ou SEDUC);
● Criação de um fundo setorial ao FEC ou FECOP.
2. Política intersetorial entre Educação e Cultura / SEDUC e SECULT
● Construir uma agenda comum a partir do PELLL.
3. Plano Estadual e Planos Municipais de Livro e Leitura
● Fórum Mais Livro, Mais Leitura do PNLL – MinC / MEC (audiências);
● Oficinas e capacitação do Portal Mais Livro, Mais Leitura do PNLL – MinC / MEC;
● Parceria com APRECE, UNDIME, DICULTURA, APDMCE, UNICEF, Assembléia Legislativa, Câmaras Municipais, FLLLEC, SINDILIVROS, Câmara Cearense do Livro, organizações não governamentais que atuam com leitura, educação e cultura.
4. Avaliação das políticas, com impactos de resultados, novos desafios e metas em consonância com as políticas federais de Livro e Leitura
- Construção de um grande programa estadual que integre a articule os 4 eixos do PNLL/PELLL:
1. Democratização do Acesso;
2. Fomento à Leitura e à Formação de Mediadores;
3. Valorização Institucional da Leitura e Incremento de seu Valor Simbólico;
4. Desenvolvimento da Economia do Livro como política intersetorial de estado com a sociedade.
- Discussão da relação entre os programas atuais do MINC sobre Livro e Leitura e sua repercussão no Ceará.
1. Livro Popular;
2. Circuito Nacional de Feiras;
3. Caravana de Escritores;
4. Feira de Frankfurt 2013; entre outras." (In Unidos por um Ceará de leitores, FLLLEC, 2011)
Essas pautas, a despeito de amplas, são específicas da linguagem Literatura, Livro e Leitura, área em que atuo. Por isso, sinto-me na obrigação e no direito de colaborar na construção de um documento esclarecedor que apresente propostas exequíveis para a gestão da Cultura como um todo no Estado do Ceará.  E o faço com base no que li sobre o atual contexto da secretaria da Cultura do Ceará e no que ora avalio como importante para a gestão. Eis a colaboração:
Proposta de diretrizes para a gestão da Cultura no Estado do Ceará

1. Considerar a Cultura como um direito essencial, fundamental, à vida.

2. Incluir a Cultura na prioridade da política de desenvolvimento econômico e social do Estado do Ceará, articulando-a (a Cultura) com as políticas de:
2.1 infraestrutura,
2.2. ação social,
2.3. saúde,
2.4. educação
2.5 esportes.

3. Definir um plano e uma agenda estratégica para a Cultura com:
3.1. programas,
3.2. metas,
3.3. investimentos,
3.4. diagnósticos e
3.5. avaliação de resultados bem definidos.

4. Articular agenda estratégica para a política cultural do Ceará com:
4.1 o Plano Nacional de Cultura.
4.2 os programas federativos do MinC (tais como Pontos de Cultura, Agentes de Leitura...)

5. Articular a agenda estratégica para a política Cultural do Ceará com as agendas das secretarias municipais da Cultura de todos os 184 municípios do estado, adensando assim o Sistema Estadual de Cultura.

6. Fazer uma gestão participativa com a colaboração direta da sociedade civil.

7. Reestruturar, ampliar e fortalecer o Conselho Estadual de Cultura, dando-lhe caráter normativo, proponente, consultivo, deliberativo e fiscalizatório.

8. Dotar a Secretaria de Cultura de equipe técnica especializada para cada linguagem.

Espero que  esses conjuntos de propostas, que têm a anuência do comitê gestor do FLLLEC, sejam acatados tanto pelos ativistas quanto pela atual gestão estadual, e que contribuam de fato na definição de um azimute para nossa sempre afoita Cultura; agora, e toda vez que um vento feliz enfunar seu pano; e, mesmo que nos digam que somos um nada na imensidão, sigamos intimoratos, pois, além de termos a precisão necessária para navegar, não esqueçamos jamais, nossa jangada é o Ceará, a quem amamos, em aventuras e mágoas!

Kelsen Bravos

terça-feira, 17 de julho de 2012

Cultura em Debate 4: O MAR - Movimento de Arte e Resistência e a SECULT-CE


Vários setores sociais têm se pronunciado em favor do MAR - Movimento de Arte e Resistência. Uma frente organizada pelo Fórum das Linguagens, no dia 25 de junho de 2012, para dar vazão às reivindicações dos artistas cearenses que, segundo seu manifesto: "anseiam por mais seriedade, respeito e efetividade no tratamento da Pasta da SECULT-CE." Desde então o MAR vem realizando ações, abaixo-assinado e manifestações públicas em favor do acesso à Cultura, direito não só da classe artística, mas de todos os cidadãos.

Parlamentares, gestores da Cultura têm mostrado interesse ou se pronunciado de forma muito eloquente em favor do movimento.
 Todo apoio ao MAR deve ser muito bem-vindo; mas as pessoas, sejam parlamentares ou não, precisam saber o que estão apoiando, por isso é tão necessária a redação de um documento bem esclarecedor que mostre a identidade do MAR, apresente suas pautas reivindicatórias.

Em face do que li e ora avalio como importante anuncio aqui minha colaboração de pauta reivindicatória do Movimento de Arte e Resistência:


1. Considerar a Cultura como um direito essencial, fundamental, à vida.,
 2. incluir a Cultura na prioridade da política de desenvolvimento econômico e social do Estado do Ceará, articulando-a (a Cultura) com as políticas de:
   2.1 infraestrutura,
   2.2. ação social,
   2.3. saúde,
   2.4. educação
   2.5 esportes.

3. Definir um plano e uma agenda estratégica para a Cultura com:
   3.1. programas,
   3.2. metas,
   3.3. investimentos,
   3.4. diagnósticos e
   3.5. avaliação de resultados bem definidos.

4. Articular agenda estratégica para a política cultural do Ceará com:
  4.1 o Plano Nacional de Cultura.
  4.2 Com os programas federativos do MinC (tais como Pontos de Cultura, Agentes de Leitura...)

5. Articular a agenda estratégica para a política do Ceará com as agendas das secretarias municipais da Cultura de todos os 184 municípios do estado, adensando assim o Sistema Estadual de Cultura.

6. Dotar a Secretaria de Cultura de equipe técnica especializada para cada linguagem.

7. Reestruturar, ampliar e fortalecer o Conselho Estadual de Cultura, dando-lhe caráter normativo, proponente, consultivo, deliberativo e fiscalizatório.



8. Fazer uma gestão participativa com a colaboração direta da sociedade civil.

É isso, por enquanto. Gostaria, entretanto, de fazer uma importante ressalva: O respeito é a premissa básica para o diálogo. Devemos devotá-lo a todos que fazem o MAR e a todos os seus dialogadores externos.

Respeito profundamente o professor Pinheiro, atual secretário de Cultura, e o governador Cid Gomes, da mesma forma respeito o deputado estadual Lula Morais, que já promoveu, em consórcio com o deputado Ferreira Aragão, várias audiências públicas em prol da Cultura na Assembleia Legislativa do Ceará; o vereador Guilherme Sampaio, assim como a vereadora Eliana Gomes, que têm feito o mesmo na esfera municipal da capital.

Profundo respeito à luta em prol da Cultura do Senador Inácio Arruda, coordenador da Frente Parlamentar Mista em prol da Cultura no Congresso Nacional, que junto ao deputado federal Chico Lopes e ao o deputado federal Arthur Bruno têm histórico sempre adido às causas da cultura, há muito tempo, ressalte-se; portanto, acho muito legítima e oportuna a articulação com todos eles, e com Fabiano dos Santos (diretor de Leitura, Escrita e Bibliotecas do Cerlalc-Unesco - Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe, com sede em Bogotá, Colômbia) que mesmo de longe tanto contribui com nossa pauta.

E respeito e admiração pelos que, mesmo que neguem, encabeçam o MAR. Contem comigo e saibam que Lamento mesmo estar enfrentando delicado momento de saúde que me tem afastado de reuniões presenciais do movimento; mas não me furto de opinar e nem me inibirei por quaisquer insinuações de falta de legitimidade deste espaço e demais fóruns virtuais gerados pelo MAR.

E vamos em frente com este espírito:

II. HORIZONTE

Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
'Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da longínqua costa —
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstrata linha

O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte —
Os beijos merecidos da Verdade.

(Fernando Pessoa - Mensagem)

sábado, 7 de julho de 2012

Cultura em Debate: A questão da SECULT-CE 3


Mais uma opinião sobre a Questão da Cultura no Ceará. Desta feita uma opinião de peso internacional. Fabiano dos Santos Piúba responde pela direção de Leitura, Escrita e Bibliotecas do Cerlalc-Unesco - Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe, com sede em Bogotá, Colômbia. Além disso, Fabiano dedicou muitos anos à gestão da Cultura na SECULT-CE, quando nos legou, entre outros brilhantes projetos, o revolucionário Programa Agentes de Leitura, tão bom que virou um projeto nacional, quando Piúba foi convidado para assumir uma cadeira no Ministério da Cultura para tanto, e o programa Agentes de Leitura já é reconhecido internacionalmente, assim como o seu autor. O texto a seguir foi publicado no Jornal OPOVO.

Fabiano dos Santos
ESPECIAL PARA O POVO
Fabiano dos Santos

Tínhamos boas notícias de quando o governador Cid Gomes era prefeito de Sobral e Clodoveu Arruda seu secretário de cultura. Uma política cultural se fazia na cidade, sobretudo voltada para a criação e qualificação dos equipamentos públicos. As construções de uma biblioteca e de um museu nas margens do Rio Acaraú viraram símbolo de sua gestão. Talvez, venha daí a expectativa criada pelo setor cultural e as suas mais variadas linguagens e vertentes, quando Cid Gomes assumiu o governo em 2007. Mas até aqui, o resultado em torno da política cultural para o estado tem ficado muito abaixo das expectativas. Não vou falar da gestão no campo da cultura nos seus primeiros quatro anos. Isso valeria um ensaio à parte. O fato é que desde então, o Estado carece de uma política pública para essa área. Não existe com clareza um plano nem uma agenda estratégica com programas, metas, investimentos, diagnósticos e avaliação de resultados definidos. Afinal, o que esperam o governador e a sociedade cearense como resultados e impactos no campo da cultura depois de oitos anos de governo?

Ao contrário do que aconteceu no primeiro mandato, onde os criadores, produtores e mediadores culturais permaneceram apáticos e sem qualquer coragem de fazer as críticas necessárias à Secult (dentre elas o controle descabido em torno do FEC), dessa vez se mobilizam em torno dessa agenda tão estratégica para o desenvolvimento do estado. Pois cultura é sinônimo de desenvolvimento sim. Cultura é capital social e uma política construída nessa perspectiva implica em impactos diretos nos indicadores de desenvolvimento humano e de inclusão social. Daí a importância

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Cultura em debate: a questão da Secult-CE (2)


Replico aqui mais uma opinião sobre a gestão da Cultura no Ceará. Trata-se da Carta Aberta ao Secretário da Cultura do Ceará, publicada pelo escritor Ruy Câmara em seu "Câmara no Blog". No texto Câmara tatua o atual secretário com a mácula dos quem ele chama de "coveiros do mecenato", avalia a política de editais como "sub-cultura de engessamento da criação", fruto de gestores "míopes e rastaqueras", e solicita do governo do Ceará, sob a gestão de Cid Gomes, o 
"o mínimo de respeito ... para com os autores, produtores e realizadores".


Carta Aberta 
Ao Secretário de Cultura do Ceará, Francisco Pinheiro (PT): 

Tudo o que diz respeito à Cultura também me diz respeito, Sr. Pinheiro. Ao longo das suas experimentações e indecisões entre assumir-se deputado estadual de num parlamento cooptado pelo governo ou tornar-se secretário de cultura de um governo completamente descomprometido com a Cultura, mantive-me silente, em respeito ao seu direito de fazer escolhas pessoais. 

Mas as suas flutuações, idas e vindas, abandonos e posses, ultrapassaram o limite da minha tolerância, o limite do aceitável, o limite do bom senso e da razão, chegando mesmo a se configurar ridícula e prejudicial as suas indecisões e enfatuações. Por esse motivo decidi me manifestar de forma franca e direta, para dizer ao governo e à sociedade que lamento profundamente o seu retorno à pasta da Cultura. 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cultura em debate - A questão da SECULT-CE


Abrimos aqui espaço para o debate sobre a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará – Secult-CE, que vem enfrentando uma crise política, uma vez que o setor está excluído da lista de prioridades da gestão Cid Gomes. Inaugurando o tema, contamos com a colaboração do historiador e pesquisador Ednardo Honório de Lima. Boa leitura. (KB)


 Prof. Pinheiro reassume a Secult-CE (Foto: Jornal OPOVO)
Secult – Uma renovação urgente
Ednardo Honório de Lima[1]
        O Estado do Ceará possui a mais antiga Secretaria de Cultura do Brasil, sua fundação foi resultante de uma cobrança feita por intelectuais, ainda na década de 40, quando no então Congresso de Escritores do Ceará no ano de 1946, o historiador Raimundo Girão expôs que era necessário agrupar todas as manifestações culturais dentro de um departamento, para salva guardar tão precioso patrimônio, vinte anos depois na década de 60, precisamente ano de 1966, no dia 09 de dezembro era este órgão instituído pelo governador Plácido Aderaldo Castelo - lembrando que teve sua origem ainda no governo Virgilio Távora, chamado I veterado (1963-1966) - seu primeiro secretário o mesmo que alertou da necessidade de sua criação. Hoje a Secretaria de Cultura do Ceará que teve relevante presença na estrutura do governo estadual, passa atualmente por uma situação de abandono, que se agravou nas últimas décadas, pela negligência de governos que prometeram mudanças, mas não cumpriram.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Gestão da Cultura do Ceará em pauta

Já chega! 
Em cinco anos e meio de gestão,
a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará,
teve três gestores e nenhum projeto de consolidado.
Agora está acéfala.

Será segunda, dia 25, às 17h, na Casa Juvenal Galeno,
rua General Sampaio, ao lado do Theatro José de Alencar.