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domingo, 6 de janeiro de 2013

Amigos da Leitura/Eu sou cidadão na X Bienal Internacional do Livro do Ceará


O jornal O Povo publicou relatos sobre a X Bienal Internacional do Livro do Ceará. Todos traduzem a imensa satisfação do público em relação a esta edição do evento. Entre os registros encontrei um em que fui referido. Muito bacana.
Presença ilustre dos Amigos da Leitura na X Bienal Internacional do Livro do Ceará
(Foto: Jornal OPOVO)
"Estou adorando participar dessa Bienal. Ganhei até um livro novo. Eu estava lá na tenda da contação de história, aí eu encontrei o Kelsen Bravos, o autor, a gente começou a conversar e ele resolveu me dar o livro que tava lançando aqui na Bienal. Ele autografou e tudo. Eu ainda não tive tempo de ler a história, mas já sei que é sobre as drogas, conscientizando as pessoas a não usarem o crack. (Enaile – Sobral-CE)"
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domingo, 2 de dezembro de 2012

Outras línguas, outros eus, Fernando Leão

De 13 a 17 de novembro de 2012, ocorreram os "Encontros Lusófonos", na X Bienal Internacional do Livro do Ceará.. O programação foi organizada por Fernando Leão, coordenador de Arte e Cultura da Unilab, e proporcionou encontros entre escritores dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e do Ceará, em especial os da região do Maciço de Baturité, onde está situada a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB. Os escritores africanos participantes foram Conceição Lima, de São Tomé e Príncipe; Eduardo Quive, de Moçambique; Filinto Elísio, de Cabo Verde; e Odete Semedo, de Guiné-Bissau. Os brasileiros foram Dona Zilda Eduardo, de Guaramiranga; Sebastião Chicute, de Capistrano; Alan Mendonça, de Russas; Ari Bandeira, de Barreira; e Ana Nascimento, de Aracoiaba. Pedi a Fernando Leão um registro em forma de crônica, ele me respondeu com a memória da emoção. Ficou lindo!




Outras línguas, outros eus


“Em que língua escrever
As declarações de amor?
Em que língua cantar
As histórias que ouvi contar?” (Odete Semedo)

Em que língua falar de experiências tão vívidas junto a criadores de idiomas poéticos em nossa X Bienal Internacional do Livro do Ceará? Fiando histórias como quem desenreda o mundo, fui encontrando São Lima em sua “Casa Útero”, a nos convidar às entranhas de sua Ilha; junto dela, a linda Zilda cantou Guaramiranga; o Xiguiana Quive de Maputo contou suas “Noites d’alma”; Chicute do Capistrano trouxe ecos do reisado; Alan recriou o Gil Vicente do passado; Filinto crioulizou nossa emoção; Ari trouxe seu cordel; Odete... Ah, Odete... que língua é esta em que falas que faz saltar o poema que nunca havíamos escrito? Ana mostrou as trovas como as provas de seu canto...  É verdade, são línguas em português, como falou o Saramago! Poetas de ouvir por horas e sentir um “querer bem”. Nunca sentiste esse tal? Poemas de justiça e beleza vieram do continente de Agostinho Neto e tu perdeste? 

Do Maciço, o viço das vozes se fez ouvir em Fortaleza, e onde tu estavas? Encontros de povos e línguas... sem limites, sem fronteiras e sem armas, “Mamãe Velha” cobriu a Bienal de esp’rança, fez nascer o desejo de um outro olhar para povos que falam nossa língua, a utopia. Mestres da expressão do Ceará cunharam o tom – quase profético – de um mundo sem protocolos, onde a espontaneidade cria os sons do poema. Só estou a “falar de algumas coisas que me fazem mim, me fazem nós”! Não é, São?

Ainda há espaço para quintais nesse mundo tão hi-tech - como o fez lembrar nossa Mileide (nossa Milady!) – e pensar mesmo que tudo aquilo “que se encontra em ninho de joão-ferreira: caco de vidro, grampos, retratos de formatura, servem demais para poesia”. 

A poesia dos gestos do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português, do Mindelo. Movimentos nem tão leves, nem tão lisos, nem limpos... com o tema pesado do abuso a nos querer enfrentar. Mas pra cima de nós? Por um lado, fomos educados pela pedra, resistentes. Por outro, ensinados por Cabral, o Amilcar, com seu grito que parecia trovão e fez vibrar os peitos de todos os homens e mulheres e transformou a vida! Ah, que belos momentos que transformaram nosso cotidiano tão prosaico! 

Agora... é retomar a vida sem toda essa poesia? 

O Kelsen ainda pediu esse texto – o agradeço por isso! – e posso reter um pouco mais as sensações de ter encontrado familiares de tão diferentes lugares. Quintana nos alertou pra isso: que poetas devemos gostar? Simplesmente, aqueles que nos entendem, que são de nossa família! E esses o são! Frutos dessa irmandade? 

Aguardamos novas inspirações, outras leituras, literaturas interculturais, diálogos renovados, encontros de almas... Por hora, vai um pouco do que pude dizer!

A você que lê, kanimambo!

Fernando Antônio Fontenele Leão
Coordenador de Arte e Cultura da UNILAB

sábado, 24 de novembro de 2012

As instigantes cicatrizes da alma "Em compasso de espera", de Chico Araujo


Na X Bienal Internacional do Livro do Ceará durante o
lançamento de Em compasso de espera, no Café Java
(Fotos Arquivo pessoal de Chico Araujo)
Chico Araujo, apesar de seu aparente jeitão casmurro, é uma pessoa divertidíssima e inquieta. Poeta, compositor, intérprete, contista, cronista, graduado em Letras, com especialização em descrição da língua portuguesa, mestre em Literatura, professor universitário, consultor pedagógico, pai de cinco filhos e avô. O primeiro livro dele que li foi O Menino e Outro Menino (1998), depois Chico me deu o prazer de editar Aziul: uma história de sombras e de Luz (2007), ambos voltados para o público infanto-juvenil. Entre a edição de um e outro, publicou O relógio de parede (2000), seu primeiro livro em prosa para adultos, para o qual escrevi uma apresentação em que destaco o olhar atento do autor. Ele vê nos fatos mais corriqueiros o incomum e nos socializa em um texto de esmerado apuro formal a condição humana neles contida. Em Versos de setembro (2010), deixa fluir o seu lado lírico em poemas confessionais nos quais transborda a intensidade de seu amor e carinho. Agora o meu caro amigo Chico Araujo me instiga a escrever sobre este Em compasso de espera. Um livro de contos surpreendente.
O conto é o soneto da prosa. Esse é o critério que estabeleço ao ler um conto, uma, digamos, perfeita fusão de forma e conteúdo tal qual se vê em um soneto, daí a minha assertiva de ser o conto o soneto da prosa. É, pois, nessa premissa a base desta apresentação.
Recebi Chico Araujo em talk-show de lançamento
do livro Em compasso de espera, no Café Java, durante
a X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Em compasso de espera surpreende não no apuro formal, embora o esmero no trato das palavras, construções frasais e demais recursos estilísticos, como a utilização do discurso indireto livre, sobejem em muito o dos livros anteriores. Com certeza esse tipo de apuro formal não me surpreendeu, porque lhe era previsível tal evolução. A surpresa formal, melhor usar o plural, as surpresas estão por conta da resignificação que Chico dá a textos clássicos como Vidas Secas, de Graciliano Ramos, Aves de Arribação, de Antônio Sales, O Quinze, de Rachel de Queirós, As formigas, de Lygia Fagundes Teles, Os Sertões, de Euclides da Cunha, entre outros que vale o leitor tentar descobrir. Com tais intertextualidades, de forma sutil, Araujo aproveita cenários ou situações desses clássicos e os incorpora ao enredo de narrativas de cunho psicológico, centradas no mundo interior das personagens dos contos carregados de subjetividade deste Em compasso de espera.
Chico (Sérgio) Araujo fala sobre a escrita de seus livros
Essa reverente homenagem que Chico Araujo rende aos clássicos da literatura nacional por meio das referidas intertextualidades não restringe a leitura dos contos de Em compasso de espera a um público de maior repertório literário; mas ganham os leitores mais experientes com a explosão de sentidos causada pela polifonia desse sutil recurso estilístico que potencializa a temática das quinze narrativas focadas no universo subjetivo das personagens. Entretanto, este não é um livro para qualquer leitor ou para um leitor apressado. Passou longe de Chico Araujo a intenção de escrever um best-seller. O seu movimento argumentativo impulsiona o afastamento de uma realidade inútil para provocar a criação de uma outra melhor, sobressalta-se a intenção de fazer uma transgressão estética da realidade.  Cada conto, portanto, deve ser lido pausadamente. Ler e refletir e reler, pois o leitor (como faz o personagem Rafael no conto “Sentidos”) vai imergir em uma nova realidade mais verdadeira do que a real, vai imegir no mais absoluto de si mesmo e quando de lá emergir o fará como transgressão de si mesmo.
São das cicatrizes da alma de que tratam os quinze contos de Em compasso de espera.  Seja ela causada pelo corte lancinante do fútil pedestal da fama, como em “Dondinha”, ou pela progressão do pensamento propenso ao pânico, como em “Pela Madrugada”, seja pela seca marcando destinos e identidades, como em “O silêncio de cada um” (mesmo neste conto de cenário mais aberto, o foco é o interior, o “silêncio” de cada um).
De um modo geral, o grande tema de Em compasso de espera são as sendas do medo, que deve ser entendido como um sentido fundamental para vida. O medo, vértice de vários caminhos, o da coragem, o da prevenção, o da covardia, o do pânico. O medo urbano. A escuridão, o nadir, o desencontro de duas pessoas entre quatro paredes. O medo da solidão. O medo de uma classe, a visão da classe média urbana.
Chico Araujo registra a sociedade urbana adoentada pelo medo, a fim imergi-la em si mesma para, quem sabe, reagir ao ponto de se autotransgredir. Surpreendente e instigador, Em compasso de espera é um livro para ser lido sozinho e depois discutido em família ou em grupo, a dois, a três, a mais pessoas. Uma leitura para quem quer saber pela arte dos meandros psicológicos da classe média urbana do início do século XXI. Espero você, leitor, para uma conversa sobre cada um desses quinzes contos.

Kelsen Bravos
Escritor

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

X Bienal Internacional do Livro do Ceará atraiu 610 mil pessoas e movimentou R$ 8,5 milhões

Da esquerda para direita, Kelsen Bravos e Mileide Flores,
responsáveis pelo conteúdo da programação da bienal,
Secret. Prof. Pinheiro e Eduardo Fideles, secretário adjunto

A X Bienal Internacional do Livro do Ceará, realizada de 8 a 18 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE), registrou durante os dias de evento um público circulante de 610 mil pessoas. Do público presente, 74% eram de Fortaleza, 16% da Região Metropolitana de Fortaleza, 9% do interior do Estado e outros 1% de outros estados. O programa de Visitação Escolar levou à Bienal do Livro um público de mais de 80 mil alunos de escolas públicas municipais e estaduais de 153 municípios cearenses. A organização do evento contabilizou cerca de R$ 8,5 milhões em negócios diretos e indiretos gerados pela comercialização de livros durante a Bienal. Ao todo, a Bienal contou com 165 estandes representando 450 editoras de todo o país.

Para garantir o atendimento à população e o bom andamento das 463 atividades realizadas – espetáculos artístico-musicais, lançamentos de livros, bate-papos com autores, oficinas de leitura, congressos, seminários, entre outras –, a Bienal Internacional do Livro do Ceará contou com cerca de 4.500 postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. “É com muita satisfação que encerramos a décima edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará com números tão positivos, com o público tendo aproveitado a programação diversificada e que consolidou a Bienal como um dos maiores eventos literários do cenário nacional. Isso nos dá ainda mais estímulo para fazermos uma Bienal ainda melhor em 2014, em pleno ano de Copa do Mundo no Brasil”, afirma o secretário de Cultura, Francisco Pinheiro.

Entre os momentos marcantes, destacam-se a primeira participação de um Nobel de Literatura no evento, sendo tal fato iniciado com a presença do nigeriano Wole Soyinka, ganhador do prêmio em 1986; as homenagens a importantes personagens da literatura brasileira, como Sânzio de Azevedo, José Cortez e Francisca Clotilde (post mortem); a presença de renomados nomes da cena literária local, nacional e internacional, como Márcia Tiburi, Luiz Tatit, Thalita Rebouças, Ignácio de Loyola, Ana Miranda, Lira Neto, Ronaldo Correia de Brito, Ricardo Kelmer, Flávio Paiva, Cleudene Aragão, Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Eduardo Quive (Moçambique), Odete Semedo (Guiné-Bissau), Felinto Elísio (Cabo Verde), dentre outros.

Durante a programação grandes encontros ajudaram a fazer desta edição um sucesso, por exemplo o V Encontro Agentes de Leitura que contou com a presença de 203 agentes de 37 municípios cearenses. Na programação palestras, aula sobre espetáculo de cordel, mesas redondas e encontros com os autores Kelsen Bravos e Gonçalo Ferreira.
A música ganhou ainda mais espaço com os shows com grandes nomes da música brasileira, como Gal Costa, Humberto Gessinger, Zeca Baleiro, Teatro Mágico e Palavra Cantada. Além do resgate da Padaria Espiritual e da Semana de Arte Moderna de 1922, marcos da arte e da literatura no Brasil; o aumento em 40% da área de estandes e de 100% na área de circulação e acessos em relação à edição anterior, o que foi possível graças à mudança da Bienal para o Centro de Eventos do Ceará. O estande da Estação Pinacoteca do Estado do Ceará recebeu um público de 4.717 visitantes, que descobriram ainda os espaços Café Java, espaço Infantil, Jovem.
Outro espaço que também obteve resultado muito positivo foi “A Praça do Cordel”, onde aconteceram 35 lançamentos e 102 show e espetáculos durante os dez dias de Bienal. A praça também contou com 495 livros comercializados e 13.200 folhetos vendidos. Fizeram parte do espaço várias instituições entre elas a Academia dos Cordelistas do Crato e a Associação dos Cantadores do Nordeste- ACN.
Fonte: Reproduzido do site da Secult-CE

O desafiador romance "Era meu esse rosto", de Márcia Tiburi

Kelsen Bravos

Com um discurso fácil, fluente, amparado em reflexões filosóficas sobre o cotidiano, que tanto encantam uma comunidade enorme de fãs leitores de seus programas de televisão, inclusive, Márcia Tiburi foi das mais excitantes presenças na X Bienal Internacional do Livro do Ceará.

Sobre o livro "Era meu esse rosto" preferiu não falar muito, pois a plateia se compunha de fervorosos fãs da filósofa e não da literata. Quando se referiu à literatura, destacou o cenário cruel do mercado que achata os direitos autorais. Finalista do Prêmio Jabuti em 2006, com o romance "Magnólia", Tiburi afirmou que um prêmio aqui outro ali ainda alenta o autor, mas é uma raridade. Nesse sentido, escrever não é, portanto, um bom negócio; sobretudo se for literatura, gênero que, segundo afirmou, não tem tanta importância assim para ela, que o fazia mesmo era como exercício de estética e sem maiores intenções de leitura, bem diferente dos livros de filosofia a que dedica especial apreço porque entende ser mais desafiador.


Márcia Tiburi expressa seu estar no mundo para os fãs.  (foto de Alex de Alencastro)
Modéstia dela, pois "Era meu esse rosto", seu novo romance, é bem desafiador. Traz uma proposta de renovação estética bastante consistente. O narrador-personagem (o livro é escrito em primeira pessoa), mesmo ao remontar o seu passado, desconhece até o porvir mais imediato. Essa perspectiva leva o leitor ao labirinto reflexivo do fluxo de memória por que passa o narrador e daí às descobertas sobre sua história e revelações de angústias reminiscentes. Tal movimento pode provocar um ir e vir reflexivo no leitor sobre os detalhes da própria existência. Afora essa ambiência subjetiva, os refentes físicos são o cemitério, a casa e a cidade V. Que a autora revelou ser uma referência à Vacaria, sua cidade natal, e à Verona, cidade de origem de seus ascendentes. Referi Veneza para Márcia Tiburi durante sua fala e ela disse que fora lá que finalizara a escrita do romance.

O V sem essas revelações, para o leitor mais afeito a efeitos de adornos estéticos, pode ser interpretado como um signo bastante expressivo. É o que faz Regina Zilberman na apresentação do livro, em que diz ver no V os sentidos do enredo da narrativa. O vértice do V e dois caminhos, o do passado e o do presente. Ou o contrário, dois caminhos que levam a um só ponto: o narrador. Ambas as perspectivas muito válidas. Vejo também o vértice como a origem da vida, e o enredo, um grande movimento à posição fetal. Nessa perspectiva as inúmeras expressões de origem italiana ao longo do texto sinalizam um caminho expressivo especial, que chega ao "acgua alta", um fluxo de maré que inunda Veneza, na Itália. No final do livro, esse fenômeno em V inunda, lava e renova o cemitério das memórias e revela outros caminhos quem sabe a serem tratados em novos livros.
Esses detalhes, entre tantos, conferem sim ao livro "Era meu esse rosto" indícios de renovação ao gênero. Márcia Tiburi inova com sua originalidade. A conversa na X Bienal Internacional do Livro do Ceará poderia ter adentrado essa vereda, mas o encanto que é Márcia Tiburi, filósofa loquaz (inova até nisso!), o frenesi deslumbrado de seu fãs e meu apreço ao talk-show cederam a vez dessa pauta ao papo fluente dela com o público. Foi muito bom, todos ganhamos com a generosidade e o afeto caloroso da autora ao responder às inteligentes perguntas da plateia.

sábado, 10 de novembro de 2012

Cineclube da Bienal - de 8 a 18 de novembro

A professora Inês Pinheiro organizou um roteiro de filmes para o Cineclube X Bienal Internacional do Livro do Ceará. A exibição de cada filme será seguida de debate sempre com um especialista trazido pela Inês que também media o encontro. 

"Abraçando o tema âncora do evento, como de costume – neste ano, a homenagem à Padaria Espiritual e seus integrantes – , o Cineclube Bienal apresenta filmes sobre a vida de escritores consagrados. Neles, além da vida íntima de personagens ilustres da literatura mundial, tem-se uma janela aberta para os seus tempos. A mostra lança um olhar sobre as inter-relações entre esses artistas das palavras e seus contemporâneos, as confrarias e os grupos de que participaram, os movimentos culturais que vivenciaram e que promoveram. De William Shakespeare e Lope de Vega a Federico Garcia Lorca, passando por Emile Zola, George Sand e Dorothy Parker, épocas e cenários distintos deixam à mostra uma plêiade de criadores geniais. Após a exibição, Maria Inês P. Cardoso media um bate-papo entre o público espectador e debatedores convidados, especialistas da área de literatura. A lista de filmes está afixada na sala onde o cineclube acontece e demais espaços do Centro de Convenções." - diz Inês Pinheiro.

Imperdível. Confira a programação do Cineclube que começa na segunda-feria dia 12:


12.11.2012 (Segunda-Feira)

|18h00 – 22h00| Cine-Clube |
Filme: George e Frederic
Diretor: James Lapine
Elenco: Judy Davis, Hugh Grant, Mandy Patinkin, Bernadette Peterss, Julian Sands, Emma Thompson.
Produção: Jean Nachbaur, Stuart Oken, Daniel A. Sherkow
Roteiro: Sarah Kernochan
País: EUA / França

Gênero: Ação

terça-feira, 23 de outubro de 2012

X Bienal Internacional do Livro do Ceará



Uma ampla e diversificada programação está sendo montada para a X Bienal Internacional do Livro contemplar o maior número possível de interfaces com a literatura. Para tanto, serão promovidas mais de 500 atividades entre palestras, mesas-redondas, lançamentos de livros, exposições, shows literomusicais, cineclubes, colóquios, convenções e debates.

As atividades serão realizadas nos diversos espaços montados, entre eles o Espaço Cordel, o Café Java, o Espaço Jovem, o Espaço Infantil, entre outros.

Ainda dentro da homenagem à Padaria Espiritual, os estandes, salas, salões, auditórios e cafés receberão nomes alusivos aos “padeiros”, como eram chamados os membros do grupo, que serão ainda homenageados serão representados por atores e bonecos, que se juntarão aos visitantes. Uma exposição no Memorial da Padaria Espiritual, montada com acervo do Museu do Ceará, Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel e Instituto Histórico e Geográfico do Ceará levará livros, roupas e artigos pessoais dos padeiros e atas recém-encontradas da Padaria. O setor será acompanhado por estagiários e instrutores dos núcleos educativos do Museu do Ceará e Arquivo Público e por alunos das escolas profissionalizantes do Estado.

Evento democrático

Com visitação gratuita diária das 9 horas às 22 horas, a Bienal Internacional do Livro do Ceará fará uma forte ação de aproximação com os alunos da rede pública de ensino. Está prevista a presença de cerca de 20 mil alunos da capital e do interior em projetos de visitação escolar, o dobro da última edição da Bienal, além de professores e agentes de leitura. Para estimular ainda mais o interesse do público infanto-juvenil pela leitura e facilitar o acesso ao livro, a Secretaria da Cultura irá promover a distribuição da Notinha Legal, no valor de R$ 10,00 (dez reais), com a qual as crianças das escolas públicas e comunitárias poderão comprar livros no evento. No total serão 20 mil notinhas, totalizando R$ 200 mil em incentivo a 20 mil alunos da rede pública de ensino, que concorrerão às notinhas por meio de edital ainda a ser lançado e que terá a Bienal como tema. Já os professores das escolas públicas e os alunos de escolas profissionalizantes serão beneficiados com o CardLivro, cartão de crédito para aquisição de livros.

A X Bienal Internacional do Livro do Ceará é uma realização do Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria de Cultura, em parceria com o Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC) com incentivo da Coelce por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Data: 8 a 18 de novembro de 2012
Local: Centro de Eventos do Ceará – Fortaleza (CE)
Horário de Visitação: das 9 horas às 22 horas
Entrada gratuita:
Mais informações para a Imprensa sobre o assunto, falar com a AD2M Engenharia de Comunicação, assessoria de imprensa da X Bienal Internacional do Livro do Ceará. Falar com Mauro Costa (85) 3258.1001; maurocosta@ad2m.com.br
Jornalista responsável: Mauro Costa (CE 01035 JP)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

X Bienal Internacional do Livro do Ceará


O Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria da Cultura  realizam o lançamento da X Bienal Internacional do Livro do Ceará, nesta terça-feira,15, às 18 horas, no Palácio da Abolição (av. Barão de Studart, 505), . O Lançamento contará com as presenças do Governador Cid Ferreira Gomes e do Secretário da Cultura, professor Francisco Pinheiro.
Na ocasião, serão apresentados o conceito, o tema e as efemérides da Bienal, aspectos da programação e da infraestrutura do evento, os patrocinadores e apoiadores, bem como as atrações já confirmadas.
A X Bienal Internacional do Livro do Ceará será realizada de 8 a 18 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará.

ASCOM/Secult