terça-feira, 14 de maio de 2019

Radicalidade na Coleção Mais Paic Mais Literatura - Kelsen Bravos



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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Coleção Mais Paic Mais Literatura - Só um dedo de Prosa - Efigênia Alves e Suzana Paz



Damos continuidade à série de vídeos sobre as duas Coleções Mais Paic Mais Literatura, falamos hoje sobre o título "Só um dedo de prosa", escrito por Efigênia Alves e ilustrado por Suzana Paz. 

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terça-feira, 30 de abril de 2019

Coleção Mais Paic, Mais Literatura - Krenac e o Neto de José

O tema geral dos livros O neto de José e Krenac - o ET em Contatos Culturais em Fortaleza é o patrimônio cultural material e imaterial, respectivamente escritos por Samanta Lena Souza e Célia Perdigão. Ambas as narrativas foram ilustradas por Beto Skeff. Os livros integram a Coleção Mais Paic Mais Literatura, composta de crônicas, contos, novelas, romances, cordéis e poesias, escritos e ilustrados por autores do Ceará, traz aventuras desafiadoras, existenciais, em cenários da cultura e da história local. Sua temática constitui estímulo a mais para se ler e dialogar nos Clubes de Leitura dos sextos aos nonos anos do ensino fundamental.


O NETO DE JOSÉ


KRENAC - O ET em contatos culturais em Fortaleza


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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Mais Paic Mais Literatura: A invenção da Meia-Noite - Partes 1 e 2

A Coleção Mais Paic Mais Literatura é uma publicação da Secretaria da Educação do Ceará. O título "A invenção da meia-noite" compõe o acervo para leitores do 8° ao 9° ano do ensino fundamental. Escrito por Lourival Veras e ilustrado por Rafael Limaverde, o livro conta uma história marcada pelo realismo mágico, inspira-se no Mito da Caverna, de Platão, e faz sutil reverência ao personagem Melquíades de Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Marques. Uma história de esperança, persistência, resiliência, memória e preservação da cultura.



A INVENÇÃO DA MEIA-NOITE Parte 1 - Ilustração






A INVENÇÃO DA MEIA-NOITE PARTE 2 - Texto



O papo sobre o próximo livro da Coleção Mais Paic Mais Literatura será publicado no dia 28 de abril de 2019.

Alguém adivinha qual será o livro da vez?





terça-feira, 23 de abril de 2019

Assunto de hoje: Coleção MaisPaicMaisLiteratura




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Iniciamos hoje uma série de vídeo sobre as duas Coleções Mais Paic Mais  Literatura, que terá pelo menos 35 vídeos, trinta dos quais sobre os livros das coleções 1 e 2, cada uma com quinze títulos. É isso. Evoé!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Morreu o Nego, vem cá meu nego! - Antônio Edísio*

Olá, Povo do Meu Bem-querer! Tenho um amigo muito querido, um excelente profissional que tive o prazer de conhecer no trabalho depois de ter sido apresentado a ele por Vessillo Monte. Falo do Mestre Antônio Edísio de quem tenho a honra de publicar aqui um necrológio escrito para um amigo seu vizinho de bairro. Foi em 30 de agosto de 2017, a publicação original que Mestre Edísio fez no FaceBook. Li e me emocionei. Salvei o texto para publicá-lo aqui no Evoé! - à revelia do autor - em boa hora, para convidá-lo a escrever crônicas aqui. Uma homenagem à beleza do meu amigo, Antônio Edísio, à importância da amizade e ao Nego - que se encantou. Evoé! Boa leitura! (Kelsen Bravos)


MORREU O NEGO, VEM CÁ, MEU NEGO! - Antônio Edísio



"Acredito no homem que pelo trabalho constrói o seu futuro" - Autor desconhecido


O Conjunto Ceará, em especial a 4a. Etapa, a UV10-Unidade de Vizinhança 10 está de luto, pois morreu uma figura lendária.

No sábado, dia 26 de agosto, morreu um morador da comunidade, o Zezeu ou Nego, apelido que era mais conhecido entre os amigos.

Este maranguapense, conterrâneo do famoso humorista Chico Anysio, era um homem simples e alegre. Mesmo na sua luta pela sobrevivência e com problemas de saúde não se queixava, tratava bem a todos e os recebia na sua humilde quitanda com um bom humor, à sua maneira, sem apelar para piadas, só rindo e chamando todos de nego, por isso o seu apelido.

A sua morte causou muita tristeza aos seus amigos e àqueles que lhe conheceram.

É muito cômodo se reverenciar uma pessoa importante, de prestígio, mas um alcoólatra do bem, pobre e que vivia no seu recôndito, um pequeno quarto, solitário, onde se localizava a sua quitanda humilde, mas acolhedora, pois ele era gentil e prestativo, por ser generoso.

Passou um período no Centro, na rua Senador Pompeu, com sua venda de coco, sucos e tapiocas, atendendo a todos com o seu estilo brincalhão e usando do seu jargão, no cumprimento de nego.

Devido a problemas de saúde e com saudade dos amigos veio para o bairro e montou o seu comércio. Alugou um quarto, onde dormia e instalou a sua citada quitanda. Agora com outras opções de venda.

Sempre quando passava por lá o seu assunto preferido era futebol, pois além de ser boleiro era torcedor autêntico do Ceará. Ia ao seu comércio e ele sempre sorrindo dizia brincadeiras ao falar de futebol que deixavam os que estavam ali alegres e revigorados no espírito.

Assim era esse personagem benquisto e que tinha um humor espontâneo. Senti muito a sua partida e esse relato é um testemunho real e fiel.
Sou daqueles que acham uma pessoa dessas merecedora de honras, contrariando àqueles que estigmatizam pessoas, de forma preconceitosa e não conhecem as suas patologias.. Essas pessoas são de bom gênio, dóceis, de alma boa, solidárias e decentes, que não plantam o mal no coração. Muitos que já passaram assim dessa vida e ficaram esquecidos no anonimato dos simples confiem na justiça divina.

Nego, presto-lhe essa homenagem póstuma e rogo a Deus para lhe perdoar, pois a mim, todos os seus amigos e a sua família nos restam a certeza de que você tenha um repouso eterno e feliz.

_____________
*Antônio Edísio - é pedagogo, revisor, cronista cearense de Senador Pompeu. Integra o Conselho Comunitário o Conjunto Ceará.

domingo, 9 de dezembro de 2018


UMA MENSAGEM DE NATAL, POR DIANA BARBOSA GOMES BRAGA

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Prometo te amar e te respeitar. Te prometo ser fiel na alegria na tristeza, na saúde e na doença...
Os votos de matrimônio deveriam ser votos de vida, mais do que ritos de uma cerimônia, essa promessa feita, em via de regra, no altar, deveria ser um compromisso assumido ao longo da vida para com aqueles que estão conosco, nossos familiares, com quem decidimos construir uma família, com as amizades.
Fidelidade e lealdade são coisas diferentes. A primeira atribuída ao compromisso assumido com alguém; a segunda para mim tem um sentido mais amplo e mais profundo, porque além de abranger a fidelidade, também trata do caráter, da honestidade. Se a primeira parece uma obrigação, o que não é, a segunda é o princípio de qualquer relacionamento.
Certa vez, ao me afastar de uma amiga e me reaproximar depois, ela me falou que temera que eu contasse à mãe dela assuntos que havia me confidenciado. Embora jamais isso tivesse passado pela minha cabeça, ou seja, trair sua confiança, entendera que a palavra que damos a alguém não pode ser quebrada. Com certeza muitas vezes passamos por situações em que nosso caráter é posto à prova, nem sempre conseguimos, decepcionamos não apenas o outro, mas a nós mesmos, porque carregar a culpa é uma conta cara. Ainda mais se nos lembram do ocorrido, esse perdão que nunca vem da expectativa que o outro tem de nós, da relação. Essa frustração mal resolvida é razão de muitos rompimentos.
A quem você estende a mão quando precisam? Se somente aos amigos e aqueles que você convive, ainda que seja uma atitude esperada para com os pares não exige de você desdobramentos e nem outras reconfigurações sobre relacionamentos. Conviver com pessoas difíceis não é simples, ainda mais quando te dão motivos pra desistires delas quase diariamente. Dirás, talvez, rompa! Os temperamentais são bons nisso, descartam, bloqueiam, abandonam. Corações ingratos. Não vale a pena ser inquilino de moradas assim, não era residência fixa, moravas de aluguel e não sabias. Eles não sabem o valor da inutilidade e perdem o significado de estar com alguém quando o interesse é a companhia e a convivência.
Corações generosos, ainda que falhos, põem flores na janela, arrumam a casa para o Natal, colocam piscas-piscas em plantas, insistem no amigo secreto, no almoço de Natal, compram presentes e mimos por haver consideração. Consegui me libertar de presentear pessoas que nunca se deram ao trabalho de retribuir gentilezas. Não o fazia por convenção, mas porque além de querer agradar eu não achava uma atitude legal deixar a pessoa de fora. Hoje, não mais! Naquele jogo de tabuleiro devo ter andado algumas casas de autoestima por mim e por quem sou.
Prometi-me a me dar e doar-me na medida em que recebo. Já chega de relações de pires na mão ou de fazer o jogo de Poliana contente. Sei o quanto me esforço e ajudo, mas escutei de uma pessoa próxima que era mesquinha porque não concordava com determinada postura. Na verdade, não gosto de gente folgada, espaçosa e invasiva. Ficar adulta requer mais que mudar de idade. Uma casa tem regras. E para bem conviver as pessoas sabem como A ou B reagem a determinadas situações. Então, evitar conflitos também é respeito. Não é nada elegante impor ao vizinho e aos que moram em casa meu repertório musical em último volume. Não basta ser fino com os de fora se não és com quem moras.
Não gosta dos barulhos de louças e panelas que vêm da cozinha? Acorda cedo e vem ajudar a pôr a mesa do café. Muito cômodo reclamar quando acordas tarde e não ajuda. É a mesma coisa quando ficas doente em casa. Observa! É justo e coerente seres tratado assim? Com quem você pode contar? Ao redor de uma mesa de bar e se patrocinas o lazer, é como mel para as abelhas. A sabedoria com o passar do tempo te mostra que amigos não são esses dos bons momentos. Os que te situam e te mostram teus erros e te criticam na tua frente são os melhores. Às vezes podes relutar, mas acatar aqueles que te aparam as arestas, que te podam, que te fazem enxergar o exagero ou que estás errada sem dúvida, te aprimoram. Não é preciso ser orgulhoso. E a teimosia também tem limites.
Então, dos votos de vida, a quem você prometeu amar, respeitar, ser fiel na alegria na tristeza, na saúde e na doença, tens conseguido cumprir? E com você? Com sua vida e felicidade? Com sua saúde física, mental e emocional? Qual desses presentes você vai ser dar? Qual deles você gostaria de encontrar na árvore de Natal? Quem sabe a mesa recheada de filhos superadas as diferenças e as vaidades. Quem sabe acompanhar alguém num momento difícil da vida, doença, desemprego, “aquele tô aqui, não estás só”. De quem esperar receber o cartão de boas festas e pra quem os vai mandar? Pra quem vais telefonar ao invés de ficar esperando o telefone tocar? Quem vai saber que você se importa e que ela é importante. Se a gente não se perdoa não consegue fazê-lo com o outro. Porque reconciliar é um processo, um caminho, amorosidade por nós mesmos, sem maiores julgamentos, porque ciclos precisam terminar para que outros, com mais leveza, comecem.  

Diana Barbosa Gomes Braga. Belém do Pará, Brasil. Dezembro de 2018.

domingo, 2 de dezembro de 2018


COROA DE NATAL, ADVENTO, PRESENÇA QUE É PRESENTE.

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Dos enfeites natalinos que mais tenho afeto, a coroa de natal tem significado especial, que para mim, é mais que tradição. Ela fica na sala de estar, na mesa de centro em destaque, todos a veem quando entram e quando me perguntam o que é, pois alguns a confundem com guirlanda, falo do seu significado e de que espero uma visita especial, que chegará em quatro semanas, representadas por cada vela. A chegada do Menino Jesus.
O ciclo da coroa de natal te mostra o eterno amor de Deus e que deve ser concretizado nas relações que temos. Utopia? Talvez seja! Não desisto fácil de ninguém, busco relações sólidas mesmo no ambiente de trabalho, mas constato que tempos difíceis são esses para manter amizades e amores, sem falar dos vínculos familiares pós eleição e não cito isso por acaso.
Enquanto retiro a coroa de natal guardada na caixa, tiro uma réstia de pó e a ponho na mesa, lembro deste ano que ainda não acabou, e que pôs à prova casamento, relações com enteados, amizades desfeitas, situações delicadas no trabalho, saúde. Quem de nós viveu o paraíso? Quem de nós viveu martírio? Quem enxugou lágrimas enquanto dirigia, no silêncio do quarto, na frente do computador ou no banheiro?  Não é fácil!
A vela acendida a cada domingo, aponta um caminho, um sentido religioso e cristão. A Luz que não se apaga não está na chama e nem vai aquecer ou te dar ânimo, se sua fé não existir. Enquanto as encaixo na coroa, lembro do compromisso de vida que fiz comigo, ser feliz! Nunca fico melancólica com a proximidade do Natal, ao contrário, talvez pela minha formação católica, vivo esse período com introspecção, porém festiva, literalmente gosto de colorir a casa e preparar listas de presentes e comilanças. Rabanadas a la Berenice não faltam! Ah, minha eterna avó!
Dou me conta que embora conviva diariamente com vários nem sempre fui presente. Essa tal internet que ora aproxima, sem dúvida, também cria muros. Levanta a mão quem não foi bloqueado ou quem, por ímpeto, não descartou alguém da sua vida. Perdemos pessoas, memórias e futuras histórias porque somos mal resolvidos e não sabemos lidar com problemas.
Já que moro longe dos meus, vê-los por chamada de vídeo é se fazer presença, mas sei deles realmente? Suas necessidades e anseios? Divido sonhos? Ainda sou da geração da carta e telefones fixo, à ficha e cartões telefônicos colecionáveis. E nessa época do ano, comprar cartão de boas festas para escrever algo era do mais alto apreço. Sem falar na frase por fora do envelope ao carteiro “vai com Deus”, “leva com carinho”, marcas de beijinhos e envelopes perfumados. O que trabalha no bairro é nosso amigo, Seu Reinaldo, testemunha de um amor à distância em tempos de telegramas, cartas e Embratel. O recebo em casa e mais que panetone e suco, a gente divide a memória e emoções. Falo especialmente com aqueles que viveram isso, dá saudade, né?! Veio a vontade de comprar cartões ou fazê-los, se fazer presente para tanta gente querida de forma gentil e delicada. Burlar a preguiça e a praticidade dos aplicativos de mensagens.
Há muito o que fazer nesse tempo de espera pelo Menino. Há reconciliações com a vida. Há diálogos e batalhas que precisamos realizar. Há ressignificações sobre quem somos e nossas relações... respiro fundo! Encontro porta retratos de natais antigos, os risos ecoam e enchem meus ouvidos. Meu coração também se aperta com a imagem daqueles que já não estão ao mesmo tempo que é afagado pelos que chegaram. 
Olho para o lado... há uma caixa de enfeites e uma árvore para organizar, quem sabe ao pendurar cada enfeite a gente arrume a vida. Quem sabe aprendamos no decorrer do advento e com a chegada D’Ele, que a presença é o melhor presente.

Diana Barbosa Gomes Braga, poeta, esposa e amiga fiel.


sábado, 1 de dezembro de 2018


A PRIMEIRA ESCADA ROLANTE DE FORTALEZA - OU ROLETA RUSSA CEARENSE
A escada rolante foi inventada em 1893, por Jesse Reno, em Nova IorqueEstados UnidosCharles Seeberger desenvolveu ainda mais as ideias de Wheeler, que então, juntamente com a Otis Elevator Company, usaram as melhores ideias de Reno e de Seeberger. O resultado foi a criação da escada rolante moderna.
Quando você está voltando cansado do trabalho e precisa pegar o metrô ou após aquelas compras prolongadas no shopping, nada melhor do que poder transitar entre andares no conforto de uma escada rolante. O que pouca gente sabe é que ela foi inventada e colocada em operação pela primeira vez na história há exatamente 125 anos, na cidade de Nova York. As coisas nessa época, porém, eram bem diferentes.
Conhecida como “elevador inclinado”, a primeira escada rolante foi instalada no dia 16 de janeiro de 1893 no Old Iron Pier, em Coney Island, Nova York. Neste local, a escada rolante ficou em operação por duas semanas, antes de ser deslocada para a Ponte do Brooklyn. Durante este período, estima-se que tenha transportado cerca de 75 mil pessoas.
A tecnologia desenvolvida há mais de 100 anos foi aperfeiçoada ao longo do tempo e hoje as soluções desenvolvidas pela indústria estão instaladas em todo o mundo em grande escala. Hoje, nos Estados Unidos, mais de 100 bilhões de pessoas/ano são transportadas por escadas rolantes. Na Europa são mais de 136 mil escadas rolantes instaladas.
No Brasil, o equipamento começou a ser produzido em 1947 e era mais habitual em lojas de departamentos. Com o surgimento de shopping centers e a construção de estações subterrâneas de metrô, as escadas rolantes foram se popularizando por aqui e hoje integram diferentes projetos.
É justamente no Metrô de São Paulo que está em operação a maior escada rolante do Brasil. Para vencer 12 metros de altura e cruzar dois níveis da estação República, na interligação da Linha 4 – Amarela com a Linha 3 – Vermelha do Metrô, ela possui quase 32 metros de comprimento.
Já no Ceará, ais precisamente em Fortaleza, a novidade das escadas rolantes desembarcou no final de 1957. E foi mais precisamente nas Lojas Brasileira – Lobrás, localizadas no térreo do Edifício Jereissati, que a Lobrás foi inaugurada no dia 09 de novembro de 1957, na esquina da Rua Major Facundo com Travessa Pará. A loja trouxe também a primeira escada rolante de Fortaleza, que despertou grande curiosidade da população. Em épocas natalinas, era comum as pessoas irem ao centro à noite (apesar das lojas estarem fechadas), somente para apreciar as vitrines.

Os mais aventureiros, no entanto, como todo moleque do Ceará que vaiou o Sol em plena Praça do Ferreira, se aventuravam com a mania nada salutar de descer a escada no sentido contrário, o que causava furor e quase sempre tombos espetaculares. Riu-se?! Pois vejam a presepada quando o assunto foi a chegada da primeira escada rolante em Sobral, a terceira maior cidade do Ceará, que até hoje carrega a pecha de ter buscado um dia ser a capital do Estado isso porque como Brasília – a capital do País – fica localizada no centro do Brasil, os sobralenses sempre metidos a bestas achavam que pelo fato da cidade em si estar localizada no centro do Ceará, merecia ser capital. Pode um negócio desses? Mas vamos à Sobral deste início de século 20, mais precisamente ao dia 24 de dezembro de 2012:
Um fato curioso aplacou-se sobre as terras de Ciro Gomes e abalou as redes sociais. Onde a primeira escada rolante da cidade causou estupor e tumulto generalizado na população local, tida como super antenada e altamente evoluída. Nos vídeos e fotos as pessoas se mostram curiosas, com medo e intrigadas com semelhante novidade até então desconhecida, ciscavam que nem pintos em lixo para experimentarem o progresso que chegava. Entre quedas relatadas e confirmadas as compras de Natal naquele final de ano lotaram a loja do Ponto da Moda, deixando as concorrentes a ver navios.
Verdade ou mentira, o fato é que a primeira escada rolante de Sobral virou motivo de chacota e muitos se perguntam como será a inauguração do primeiro shopping center de Sobral. O desenvolvimento da cidade é um fato concreto e, em breve, novas piadinhas serão deferidas aos acontecimentos em Sobral. É o preço que se paga pela cegada das novidades do novo milênio. Por essa nem Einstein que mandou uma comissão para comprovar a sua Teoria da Relatividade em Sobral aos 29 de maio de 1918, esperava.

Desavenças e rivalidades à parte, espero ter contado aos meus ledores mais uma engraçada página desse nosso Ceará de causos tão ímpares.
Para o amigo Eugênio Luiz, menino da Aldeota que adotou Sobral com seu novo lugar de habitação.
Túlio Monteiro, escritor e pesquisador metido a historiador. Fortaleza, novembro de 2018.




















quarta-feira, 28 de novembro de 2018


CAMELOS EM TERRAS ALENCARINAS? NO CEARÁ TEVE DISSO, SIM!



Certa vez o pintor francês François Biard em viagem pelo Brasil, escreveu em seus relatos que observara vários camelos a andar preguiçosamente pelas praias cearenses.
Um inveterado viajante, François Auguste Biard (1798 / 1882) chegou ao Rio de Janeiro em 1858 e logo cativou o ambiente da Corte, ingressando em sua intimidade. Contador de suas aventuras pelo mundo afora, cabia de ser excelente companhia, apesar de extremamente satírico e impiedoso crítico de tudo o que via. Percebia-se que estes artistas que chegavam, passavam a constituir atrativo cultural para uma elite social que vivia carente de estímulos que lhes ampliassem os horizontes intelectuais. E para isto os franceses possuíam condições de sobra, já que traziam as lições de Paris e, particularmente, dos recintos cortesãos. No caso de Biard, o exemplo é perfeito. Fora, na Corte do Rei Luís Felipe, retratista de grande prestígio e por esta razão obteve sempre os melhores favores de Dom Pedro II, que chegou a facilitar-lhe a instalação de seu ateliê numa sala do Palácio Imperial.
Foi censurado por infidelidade na descrição, posto que, no Ceará, não haviam camelos. Mas os animais de fato existiam naquelas plagas. Sim! Pasme o notável leitor que hora me prestigia. No Ceará imperial veio para cá uma leva de quatorze camelos pelos idos de 1859.
Comprados pelo governo imperial e vindos da Argélia como solução para o problema dos transportes no sertão, era pensamento das autoridades que, no Nordeste, o animal resistente à escassez de água e comida poderia ser boa pedida para tração e carga.
Foi então que o presidente da província José Martiniano de Alencar, pai do escritor José de Alencar, já pensando na aclimatação de camelos para aquele fim, incorporou em 1859 que a iniciativa do Barão de Capanema, importando do Norte da África quatorze deles, entre machos e fêmeas. Adaptaram-se e reproduziram-se facilmente no novo habitat, chegando ao número de vinte.
Porém, o pequeno rebanho sofreu com a falta de criadores especializados, apesar de terem vindo como tratadores dos mesmos quatro argelinos, mouros de turbantes que foram recebidos com certa reserva pela população, isso pelo fato de serem ferrenhos censores da religião cristã. A longa gestação das fêmeas, que dura cerca de um ano, ultrapassava os prazos pretendidos para a formação de criações maiores. Foi o fim do empreendimento.
Os animais que conseguiram se aclimatar foram utilizados, primeiro nas passeatas ou préstitos carnavalesco, depois viraram atração turística até suas mortes os alcançarem.

Sim, amigo, o Brasil, mais precisamente nosso Ceará Moleque, já chegou a importar até mesmo camelos da África na ação contra a seca no Nordeste. No dia 24 de julho de 1859, um barco francês que vinha de Argel desembarcou em Fortaleza 14 camelos e quatro argelinos, contratados para tratar os animais e ensiná-los a trabalhar na região.
Responsáveis pela ideia, o botânico Freire-alemão, o barão de Capanema e o poeta Gonçalves Dias tinham sido encarregados por d. Pedro II de encontrar soluções para a seca. Criaram, então, aquela que ficou conhecida como Comissão das Borboletas (1859/1861) Naquela época acreditava-se que o solo do Ceará escondia riquíssimas jazidas de pedras preciosas. Como o território era inexplorado, o desconhecimento dava margem a devaneios e fantasias, e não faltaram homens de notório saber a acreditar nos rumores.
O imperador D. Pedro II tinha um alto apreço pela ciência e pela pesquisa científica e motivado por algo mais do que a curiosidade de homem culto, o governante decidiu investir na exploração.

Entretanto, a expedição centrou fogo na circulação de mercadorias no Nordeste, que era feita em lombo de burro ou em carros de boi. Com a seca, os animais morriam, e o comércio parava.
Mais do que o comércio, a morte dos animais interrompia toda a ligação entre o sertão e o litoral. Foi então que Freire-Alemão, Capanema e Dias convenceram o governo imperial a substituir o boi e o cavalo por camelos, animais de carga mais resistentes à fome e à sede. Mas os camelos não resistiram à seca do Nordeste.
"História da Comissão Científica de Exploração", livro escrito por Renato Braga, não narra o fim dos camelos. Há registros de 1855 de discussão sobre a transposição das águas do rio São Francisco, onde o Deputado pela Província do Ceará, Marcos Antonio de Macedo escreveu relatório contestando geógrafos que achavam a obra inviável.

Prova irrefutável de que o Ceará é o estado brasileiro com mais esquisitices, essa dos camelos fica como mais uma dos homens e mulheres que um dia vaiaram o Sol em plena Praça do Ferreira e chacoteavam com os quimoeiros, carpideiras e gatos pingados da Fortaleza do século 19. Um grande abraço e até a próxima.
Túlio Monteiro, escritor, pesquisador e metido a historiador, novembro de 2018.