Mostrando postagens com marcador Cid Gomes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cid Gomes. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de julho de 2012

Cultura em Debate: A questão da SECULT-CE 3


Mais uma opinião sobre a Questão da Cultura no Ceará. Desta feita uma opinião de peso internacional. Fabiano dos Santos Piúba responde pela direção de Leitura, Escrita e Bibliotecas do Cerlalc-Unesco - Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe, com sede em Bogotá, Colômbia. Além disso, Fabiano dedicou muitos anos à gestão da Cultura na SECULT-CE, quando nos legou, entre outros brilhantes projetos, o revolucionário Programa Agentes de Leitura, tão bom que virou um projeto nacional, quando Piúba foi convidado para assumir uma cadeira no Ministério da Cultura para tanto, e o programa Agentes de Leitura já é reconhecido internacionalmente, assim como o seu autor. O texto a seguir foi publicado no Jornal OPOVO.

Fabiano dos Santos
ESPECIAL PARA O POVO
Fabiano dos Santos

Tínhamos boas notícias de quando o governador Cid Gomes era prefeito de Sobral e Clodoveu Arruda seu secretário de cultura. Uma política cultural se fazia na cidade, sobretudo voltada para a criação e qualificação dos equipamentos públicos. As construções de uma biblioteca e de um museu nas margens do Rio Acaraú viraram símbolo de sua gestão. Talvez, venha daí a expectativa criada pelo setor cultural e as suas mais variadas linguagens e vertentes, quando Cid Gomes assumiu o governo em 2007. Mas até aqui, o resultado em torno da política cultural para o estado tem ficado muito abaixo das expectativas. Não vou falar da gestão no campo da cultura nos seus primeiros quatro anos. Isso valeria um ensaio à parte. O fato é que desde então, o Estado carece de uma política pública para essa área. Não existe com clareza um plano nem uma agenda estratégica com programas, metas, investimentos, diagnósticos e avaliação de resultados definidos. Afinal, o que esperam o governador e a sociedade cearense como resultados e impactos no campo da cultura depois de oitos anos de governo?

Ao contrário do que aconteceu no primeiro mandato, onde os criadores, produtores e mediadores culturais permaneceram apáticos e sem qualquer coragem de fazer as críticas necessárias à Secult (dentre elas o controle descabido em torno do FEC), dessa vez se mobilizam em torno dessa agenda tão estratégica para o desenvolvimento do estado. Pois cultura é sinônimo de desenvolvimento sim. Cultura é capital social e uma política construída nessa perspectiva implica em impactos diretos nos indicadores de desenvolvimento humano e de inclusão social. Daí a importância

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Balança... mas não cai?


Reproduzo aqui crônica política de Ricardo Alcântara, uma leitura sempre a nos pôr em boa reflexão.

Balança… mas não cai?

A “faca de dois Gomes”, assim definida por um habituè do clã, continua afiada: enquanto Cid se movimenta sem contrariar a tese de que seu partido pretende apoiar um petista na disputa municipal de Fortaleza, o irmão mais velho, Ciro, livre das conveniências impostas pelo lugar que ocupa o irmão mais novo, continua produzindo tensões deliberadas.
Por mais que se dê procedência ao argumento pragmático de que (continue lendo)...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pauta Livre: Com amor se paga?

Reproduzo aqui a coluna Pauta Livre, do publicitário Ricardo Alcântara, por sua ponderada análise da importância do ato de dizer.



Com amor se paga?


Há palavras vulgares e há palavras comuns. Coincidem, às vezes. “Porra”, por exemplo, não se diz na missa, mas é inevitável quando cai pela terceira vez aquela ligação 0800 após uma longa espera para ser atendido.

Há outras que, embora de uso corrente, têm sentido sublime e, porque são sublimes, vulgarizam-se facilmente pelo uso comum. Preciosas, mereciam ser mais poupadas, como fazem com elas os mais sensatos.

A palavra “Amor” talvez seja a mais castigada de todas elas. Fácil de pronunciar, muita responsabilidade atribui a quem o sente. Tão distante está de ser compreendida, embora nos habite tão intimamente o seu mistério.

Outro dia, ouvi o governador Cid Gomes falar de amor. Chamou minha atenção porque é raro observar esta palavra na fala de um político. Muito raramente mesmo encontram lugar para ela em seu discurso.

Por mais elástica sua capacidade de adulterar o sentido das coisas quando falam, os políticos parecem tomados de um inusitado pudor quando a evitam, o que é sensato: não parece mesmo verossímil na boca deles.

A palavra “amor”, o governador usou da pior maneira: para humilhar as pessoas – educadores, no caso. Nada mais paradoxal do que o esforço de conciliar humilhação e amor na mesma oração.

Para justificar as compensações precárias que seu governo está podendo oferecer no momento aos professores em greve – eis o contexto – ele disse que quem entra no serviço público não o faz por dinheiro, mas por amor.

Ora, homem, nos poupe do seu evangelho de ocasião! É evidente que nenhum professor desprovido de vocação, amor pela missão que abraçou, pode mesmo formar uma geração de bons cidadãos.

Mas é imprescindível à verdade mais rasa acrescentar ao que você falou um detalhe que muda de tal maneira a qualidade do que disse que melhor seria se tivesse evitado se expor assim, pilhado numa sandice.

É que, para servir com a devoção que você cobra, os educadores, além de amor, precisam ir às salas de aula com a tranquilidade de ter deixado em casa os filhos alimentados e bem vestidos. Afinal, isso também é amor.

Os educadores não estão exigindo viajar em jatinhos particulares com a família para servir ao Estado como devem. Querem apenas ser remunerados de modo compatível com a relevância do serviço que prestam.

Não se pode exigir, em nome do amor, que as pessoas abdiquem do necessário. A mais generosa impressão que se pode ter do que você disse é que a sua experiência pessoal com este sentimento é imatura e superficial.

Por que não te calas? Há quem colabore mais com outros recursos, que não a palavra. Pelo visto, seu ramo é outro. Faça o melhor que sabe nas condições que pode, mas evite expor em demasia a natureza confusa dos seus valores.









Pauta Livre. Também na TV União, de segunda a quinta, às 7:50. 

sábado, 3 de setembro de 2011

O governo Cid Gomes e a Educação

A sociedade cearense e a de todo o país vê estarrecida a inabilidade do governo do Ceará em resolver a questão da greve dos professores do estado. Por várias vezes, a situação pareceu caminhar para o entendimento, mas frases e atitudes negativas por parte do governador arruinaram a negociação. O que surpreende é que Cid Gomes, bem diferente da postura intempestiva, por vezes tresloucada, que tanto prejudicou o seu irmão Ciro Gomes em eleição para presidente da República, tem a marca de excelente negociador e fama de ser um grande republicano, um verdadeiro democrata, além de excelente gestor.

De fato, competência técnica na gestação e gestão de projetos estratégicos em todos os setores tem sido a marca do governo de Cid Gomes. Na Educação, por exemplo, tem demonstrado para todo o Brasil excelentes caminhos a seguir. Ressalte-se as experiências do ensino profissional e o Programa Alfabetização na Idade Certa (PAIC). Para ficar perfeito precisa manter essa postura em relação aos profissionais da educação.

Habilitação técnica, cidadania e protagonismo juvenil
No que se refere a educação profissional, a meta é, até 2014, entregar para a sociedade cearense uma  rede de Escolas Estaduais de Educação Profissional composta de 130 unidades.
Fonte: Portal do Governo do Estado do Ceará
De janeiro de 2008 a agosto de 2011, já foram inauguradas 77 unidades onde os estudantes permanecem das 7h às 17 horas, em dupla jornada durante as quais faz três refeições diárias, recebe livros didáticos e técnicos, e apoio permanente à aprendizagem e à formação.O turno da primeira jornada contempla o currículo tradicional. O período da segunda desenvolve um curso profissionalizante. O total de matrículas efetivas já é de 28 mil jovens estudantes conquistando uma habilitação profissional técnica e uma vivência de cidadania, por meio da promoção do protagonismo juvenil.

A negociação do PAIC 
Erradicar o analfabetismo escolar nas primeiras séries do Ensino Fundamental em todo o Estado do Ceará. Eis a meta do Programa Alfabetização na Idade Certa. Para tanto, fez-se, graças a habilidade de negociador do governador Cid Gomes, uma inédita parceria, acima de qualquer matiz ideológico, mas de extrema importância política (no sentido mais saudável do termo).  Todos os 184 municípios cearenses aderiram ao programa e se beneficiaram com as pesquisas, fornecimento de material didático, consultoria e incentivos para as escolas, professores e alunos, oferecidas pela Secretaria Estadual de Educação do Ceará - SEDUC-CE.

A revolução silenciosa
Os números já impressionam. Com diagnósticos, índices e indicadores tecnicamente definidos, o quadro das primeiras séries do ensino fundamental cearense, em 2007, era aterrador; entretanto, em vez de se queixar e ter medo de enfrentar os desafios, os profissionais da Educação do Ceará (estado e municípios), com espírito público e compromisso social, fizeram uma revolução silenciosa: em 2007 apenas 14 municípios apresentavam índices satisfatórios de alfabetização nas primeiras séries do Ensino Fundamental; em 2010, foram 141 com resultados satisfatórios e a parcial de 2011 aponta que essa conquista já é dos 184 municípios.

Reconhecimento e respeito
Ponto para os gestores e profissionais da Educação do Ceará. Nenhuma dessas metas, ressalte-se, seria atingida sem a participação dos professores, que merecem o reconhecimento e o respeito de todos. Do mesmo modo merecem aplausos todos os gestores municipais e técnicos da educação que apoiam e acompanham de perto as ações do PAIC.

Reeleição
Esses resultados foram determinantes para a reeleição de Cid Gomes ao governo. A Educação pesou muito. Foi o carro chefe de sua campanha. Os professores de todo o Ceará confiaram-lhe o voto, porque acreditam no seu projeto de governo. E havia a promessa de valorização profissional da categoria.

A valorização do profissional
Mas devido a inúmeras recusas de negociação, desde o início de agosto, os professores do estado estão em greve para reivindicar o cumprimento da determinação do Supremo Tribunal Federal que é o pagamento do piso profissional do Magistério Público da Educação Básica, conforme a Lei Federal nº 11.738. A categoria quer simplesmente a adequação das leis estaduais Nº 12.066 (que trata do Plano de Carreira do Magistério da Educação Básica) e Nº 10.884 (que trata do Estatuto do Magistério Oficial do Estado) à referida Lei Federal.

Privatização
Talvez a razão para o desconforto da atual gestão em acatar a reivindicação da categoria seja o fato de que, para atendê-la, tenha de fazer uma mudança radical no que parece ser um processo de privatização do ensino púbico, pois as escolas profissionalizantes têm em seus quadros cerca de 75% de professores com vínculo empregatício regido pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Do mesmo modo é também muito grande o número de contratos temporários na educação. Esta é uma situação incompatível à atual legislação. Precisa-se, urgente, promover concurso público e imediatamente efetivar os aprovados.

Voto no entendimento pelo amor ao Ceará
Acredito no bom senso. Nenhuma carreira política sobrevive ao desrespeitar os profissionais da educação. O Ceará não merece o enfraquecimento de seu melhor gestor nos últimos 30 anos, e nem merece um gestor que enfraqueça a mais estratégica das áreas sociais que é a educação. Creio que o clamor que está nas ruas, nas escolas e nos lares não seja ignorado pelo Palácio da Abolição, que deve ter suas razões para tanta negativa; mas elas precisam ser ditas, e ditas com respeito a pais e mães de família, que trabalham e trabalham sério. Os argumentos do governo têm de ser apresentados para avaliação dos profissionais da educação e da sociedade cearense. Afinal todos amamos o Ceará.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Corruptos disfarçados de democratas, peguem o beco!

Quem fala desvirtuando fatos não merece credibilidade. Quem manipula informações para enganar a opinião pública pratica desonestidade. A Revista Veja, useira e veseira dessa prática, sempre a favor da direita, tenta reverter os resultados das pesquisas de intenção de votos pró-Dilma, para presidente do Brasil, e pró-Cid Gomes, para governador do Ceará.

Essa prática desonesta associou, às vésperas da eleição de 1989, o PT de Lula ao sequestro de Abílio Diniz (uma mentira). Agora tenta fazer o mesmo contra Dilma, para presidente, e contra Cid Gomes, para governador do Ceará.

A quem favorecem essas notícias desvirtuadas? Sempre os candidatos de direita são os beneficiados, são a eles a quem $ideologicamente$ a Revista Veja está associada.

Esse golpe da direita é um tiro que vai sair pela culatra. Desesperados, desvirtuam os fatos na tentativa de enganar a opinião pública. Se antes da eleição agem assim imaginem só essa corja no poder.

Nada tão perigoso para democracia quanto a prática do denuncismo vazio contra quem trabalha sério. Se quem faz esse tipo de denúncia, chega ao poder, teremos de volta a corrupta ditadura que levou o Brasil à miséria e a elite econômica brasileira a representar uma das maiores riquezas do mundo em paraísos fiscais.

O que a Veja faz é corrupção disfarçada de democracia. Ela é igual a quem se beneficia de suas mentiras. Estamos de olho.  Eles (Veja e seus $"associados"$), numa expressão bem cearense, VÃO PEGAR O BECO!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Educação

Cid discute com ministro da Educação projeto para capacitação de professores

O governador Cid Gomes (PSB) tem agenda, nesta terça-feira, 20, em Brasília. Ele será recebido em audiência pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, tendo ao lado a secretária da educação do estado, Izolda Cela. O encontro é para discutir um projeto de parceria entre MEC, UFC e Governo do Estado voltado para a capacitação de professores. A secretária Izolda Cela não deu muitos detalhes, mas disse que o Estado quer reforçar o investimento, em todos os sentidos, para melhorar o nível do ensino fundamental e médio.  Leia mais no Blog do Eliomar de Lima

sábado, 26 de junho de 2010

O que é o novo?

1. Marcos Cals entrou na política por herança do curral eleitoral do pai, aliás, como muitos deputados atuais o fizeram (de norte a sul do Ceará). A prática política (má prática, na quase totalidade deles) é a mesma de seus pais representantes dos interesses de uma elite econômica parasita que se mimetiza entre os bons. Cals, vejam que ironia, ora é apresentado por Tasso Jereissati como novo, como o fim dele mesmo (o próprio Tasso). O senhor Jereissati estará cometendo suicídio político ou apenas utilizando um "amigo" como boi de piranha a fim de que lhe possa tornar amena a passagem para o senado, mantendo-se assim no poder?

2. Lúcio Alcântara durante a ditadura militar foi prefeito biônico e deu canetadas imperdoáveis. Para atender anseios de poder, traiu o PDT (que o elegera senador) e se aliou a Tasso Jereissati indo ao PSDB, legenda pela qual se candidatou ao governo do estado. Uma vez eleito, assumiu um estado falido, agiu de modo assaz subserviente. Submeteu-se às draconianas diretrizes impostas a sua gestão por Jereissati e seus capatazes, Maia Jr e Pontes. Alcântara pecou gravemente pela omissão. Quando não mais serviu aos interesses de Tasso, foi abandonado por ele. Governador, conseguiu redimir-se das canetadas do jovem prefeito que fora. Sério e de confiança, quer se candidatar agora de forma independente, para isso tem de se provar líder com peso político para deliberar com isenção as diretrizes de seu projeto de governo.

3. Cid Gomes destacou-se de vez na política por sua gestão na Prefeitura Municipal de Sobral. Aproveitou as circunstâncias favoráveis do cenário político e as transformou em conquistas econômicas e sociais para o município sob sua administração. Com isso ganhou expressão política de peso, inaugurando uma liderança expressiva no cenário estadual. Essa liderança o credenciou ao governo do estado. Aglutinou forças políticas importantes para uma gestão com foco no social e no crescimento econômico geral do Ceará. Com Cid, pela primeira vez o estado tem um projeto com participação direta da esquerda, implementou projetos de infraestrutura econômica com prioridade para a maioria dos cearenses. Sua atual gestão se coloca entre as melhores, senão a melhor da história do Ceará e é uma referência nacional. O racha com as forças mais reacionárias  do estado é natural e estabelece de vez o nome de Cid Gomes, sobretudo pela gestão de coalizão de centroesquerda, como o que há de mais novo na política cearense.