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sábado, 7 de dezembro de 2013

Alunos da E.E.M. Dragão do Mar conquistam prêmio nacional do MEC. "Batam palmas pra eles, batam palmas pra eles, que eles merecem!" (Leci Brandão)



Vídeo produzido pelos alunos da E.E.M. Dragão do Mar.
Grupo: Beto Silva, Luiz Fernando, Victor Apoliano, Matheus Moraes, Gislane Silva.

O vídeo "A Lenda de Oxumaré"  produzido por um grupo de alunos da Escola de Ensino Médio Dragão do Mar, de Fortaleza, foi o vencedor pelo voto popular da 1ª Edição do Prêmio Curta Estórias, promovido pelo Ministério da Educação (MEC) para alunos de escolas da educação básica. Lei mais em G1.

domingo, 14 de julho de 2013

Por uma leitura cada vez mais contemporânea.


Em entrevista ao Globo em Paraty, durante a FLIP, José Castilho Marques Neto, de volta ao comando do Plano Nacional do Livro e Leitura - PNLL, destaca que a parceria do Ministério da Cultura entre os Ministérios da Educação e das Ciências e Tecnologias é fundamental para transformar
o Brasil em um país de leitores.

 

 Confira a íntegra da  "ENTREVISTA a José Castilho Marques Neto"

"De volta ao comando do Plano Nacional do Livro e Leitura, José Castilho Marques Neto diz que interpretações de recentes manifestações populares indicam baixa qualidade de leitura no país e que eventos como a Flip evidenciam a distância entre leitores e não leitores.

José Castilho, diretor executivo do PNLL.
Foram dois anos longe, um tempo que serviu para o professor José Castilho Marques Neto avaliar à distância as políticas públicas do governo federal para o incentivo à leitura no país. Castilho deixou em 2011 a secretaria executiva do Plano
Nacional do Livro e Leitura (PNLL), cargo que ocupava desde 2006, por discordar do direcionamento dado para a área pela então ministra da Cultura, Ana de Hollanda, sobretudo na associação do PNLL à estrutura da Fundação Biblioteca Nacional. Sua recondução ao cargo ocorreu apenas em abril deste ano, a convite da ministra da Cultura, Marta Suplicy, justamente quando o plano voltou a funcionar separado da Biblioteca.

Presidente da Editora Unesp, Castilho agora pretende retomar os planejamentos de longo prazo que defendia no período em que ficou no PNLL. Seu primeiro passo, como ele explicou em entrevista ao GLOBO, durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), foi acabar com o Programa do Livro Popular, criado pelo então presidente da Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, para a venda de livros a R$ 10, em edições mais simples - o programa foi lançado pela própria presidente Dilma Rousseff, num discurso em 2011, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Castilho também falou sobre a baixa qualidade de leitura no Brasil, exemplificada nas interpretações das manifestações populares das últimas semanas, e sobre a distância involuntária criada entre leitores e não leitores em eventos como a Flip, no qual ele participou ontem de uma mesa sobre políticas de incentivo à leitura."

Como o senhor enxerga o que foi feito nestes dois anos afastado do PNLL?
Como eu já havia me posicionado publicamente quanto a isso, não vai ser agora que vou minimizar só pelo fato de estar de novo dentro do governo. Fui contra as diretrizes que a primeira gestão do Ministério colocou. Achei e continuo achando equivocada, por exemplo, a proposta do Livro Popular. Uma coisa é termos livros a R$ 5 ou R$ 10, outra é termos essa ação como central dentro de uma política pública. A maior parte dos recursos foi canalizada para esse programa. Temos que pensar a longo prazo, não há possibilidade de revertermos a questão da não leitura ou do iletramento do país se não pensarmos a longo prazo e com envolvimento de toda a sociedade.

O senhor então vai interromper o Programa do Livro Popular?
Ele já está interrompido.
O quão longe estamos de uma situação ideal de leitura no país?
Ainda nos baseamos na última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2010, que mostrava que o índice é muito baixo. Já temos outra pesquisa em curso e teremos o resultado no ano que vem. Mas eu tenho dados do Inaf (Indicador de Analfabetismo Funcional), de 2012, mostrando que apenas 26% dos brasileiros alfabetizados são leitores plenos, capazes de entender perfeitamente o que está contido no texto de uma página.

Mas o que falta para revertemos essa situação?
As dificuldades são imensas e cada vez mais urgentes. Passados dois anos da minha saída, o que estamos vendo? Cada vez mais a necessidade de o país entender e começar a colocar plenamente, não apenas o Ministério da Cultura ou da Educação, a ideia de que, se não tivermos um país de leitores, não teremos um país desenvolvido. Se pegarmos as manifestações que vêm ocorrendo no Brasil e analisarmos os diálogos e a leitura que se faz dos discursos políticos, vamos entender a dificuldade de interpretação. As declarações da presidente, por exemplo, e eu não falo do ponto de vista ideológico ou político, mas se você for ver olhar o que apareceu no Facebook, você tem diversas interpretações do que estava contido ali.

Então o problema é a falta de capacitação dos brasileiros?
Mais do que simplesmente capacitação, precisamos ter um direcionamento político que leve a essa capacitação. Não queremos que as pessoas apenas consigam decifrar os caracteres, mas que possam construir os sentidos. A nossa concepção de leitura é de maneira ampla, é também pictórica, uma linguagem corporal do outro. É a leitura do cordel e também de Thomas Mann ou do nosso Graciliano Ramos, homenageado na Flip. Estamos falando hoje aqui sobre uma determinada linguagem, presente em livros de papel e nos eletrônicos. Mas e as outras formas que estão surgindo de leitura? E a linguagem que está surgindo nas redes, nos Facebooks e Twitters? Que linguagem é essa? Será que alguém daqui a cinco anos vai entender ou teremos mais uma linguagem exclusiva que apenas uma parte da juventude vai entender e a outra não? Temos que estimular uma leitura que seja cada vez mais contemporânea.

Então o Ministério da Educação (MEC) precisa se envolver?
Uma das primeiras coisas que estamos fazendo é retomar a relação com o MEC, que foi praticamente interrompida. Em todos os programas que vinham sendo desenvolvidos pela diretoria do PNLL quando ela estava concentrada na Biblioteca Nacional, o MEC está ausente. Eu já tenho na semana que vem uma primeira reunião com o secretário-executivo do MEC para retomarmos essas discussão. Mas não é só o MEC. Precisamos partir para o Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação, para outros ministérios.

O senhor veio a Paraty para participar da Flip, um evento que tenta aproximar dois mundos, de leitores e não leitores. Mas, olhando para os preços das mesas no palco principal, a R$ 46, ainda fica claro um distanciamento. Como o avalia a importância desses eventos para a construção da leitura?
Essa questão que você coloca é real, tanto aqui, quanto na Bienal e também em vários outros eventos em que fazemos promoções exclusivamente voltada aos leitores. Os dois mundos permanecem, apesar da boa vontade dos realizadores. Quando criticamos a Bienal, criticamos porque a família, antes de entrar, deixa quase R$ 100. Paga, em média, R$ 30 de estacionamento e R$ 10 por pessoa. Eles alegam que o evento não se realiza sem esses preços, mas é um impeditivo. Temos que quebrar isso. Mas não vamos quebrar se pararmos de ter esses eventos. O problema é que estamos falando de um atraso histórico de 200 anos no país.
(Fonte: André Miranda - O GLOBO - RJ Fonte: 05-JUL-2013)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Plano Nacional de Educação


O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, deputado Roberto Cláudio, atendendo ao requerimento da presidente da Comissão de Educação, deputada Rachel Marques,em parceria com o Fórum Estadual de Educação do Ceará, convida para participar da Audiência Pública e solenidade de:

Lançamento do Fórum Estadual de Educação do Ceará e para a palestra sobre o Plano Nacional de Educação (PL nº 8035/2010), proferida pelos senhores Francisco das Chagas Fernandes, Secretário Executivo Adjunto do MEC, e Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação .

Na ocasião, contaremos com a presença do senhor Cesar Callegari, secretário de Educação Básica do MEC .


Data: 28 de maio de 2012 (segunda-feira)
Hora: 14h
Local: Auditório João Frederico Ferreira Gomes - Anexo II
Edifício Deputado José Euclides Ferreira Gomes

Atenciosamente,

Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará

sábado, 21 de abril de 2012

"A leitura tem que ser despertada como um prazer para a vida inteira"

(Foto de F Fontenele)  
"A formação do professor leitor é no meu ponto de vista uma das agendas mais estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. " - diz Fabiano dos Santos (foto), o escritor e doutor em literatura, que desde janeiro último assumiu a diretoria de Leitura, Escrita e Biblioteca do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe, um órgão ligado a Unesco e com sede em Bogotá. LEIA MAIS

domingo, 22 de maio de 2011

Linguagem sem preconceito

NOTA OFICIAL DA ABRALIN — ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINGUÍSTICA
| GLOBAL | PNLD | EJA | FNDE | MEC | Planeta Universitário

Associação Brasileira de Linguística - Diretoria biênio 2009-2011

Língua e Ignorância - O Brasil tem acompanhado a polêmica a respeito do livro Por uma vida melhor, distribuído pelo PNLD do MEC. Diante de posicionamentos virulentos e alguns até histéricos, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINGUÍSTICA, ABRALIN, vem a público manifestar-se a respeito. O fato que chamou a atenção foi que os críticos não tiveram sequer o cuidado de analisar o livro mais atentamente. Pautaram-se sempre nas cinco ou seis linhas citadas. O livro acata orientações dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) já em andamento há mais de uma década. Outros livros didáticos também englobam a discussão da variação linguística para ressaltar o papel e a importância da norma culta no mundo letrado.

Portanto, nunca houve a defesa de que a norma culta não deva ser ensinada. Ao contrário, entende-se que esse é o papel da escola, garantir o domínio da norma para o acesso efetivo aos bens culturais e para o pleno exercício da cidadania. Esta é a única razão que justifica a existência da disciplina de Língua Portuguesa para falantes nativos de português.

A linguística surgiu como ciência há mais de um século. Como qualquer outra ciência, não trabalha com a dicotomia certo/errado. Esse é o posicionamento científico, que permitiu aos linguistas elaborar outras constatações que constituem hoje material essencial para a descrição e explicação de qualquer língua humana.

Uma constatação é o fato de que as línguas mudam no tempo, independentemente do nível de letramento de seus falantes, do avanço econômico e tecnológico ou do poder mais ou menos repressivo das Instituições. Formas linguísticas podem surgir, desaparecer, perder ou ganhar prestígio. Isso sempre foi assim. Muitos dos usos hoje tão cultuados pelos puristas originaram-se do modo de falar de uma forma alegadamente inferior do latim.

Outra constatação é o fato de que as línguas variam num mesmo tempo: qualquer língua apresenta variedades deflagradas por fatores, como diferenças geográficas, sociais, etárias, dentre outras. Por manter um posicionamento científico, a linguística não faz juízos de valor acerca dessas variedades, simplesmente as descreve. No entanto, os lingüistas constatam que essas variedades podem ter maior ou menor prestígio, que está sempre relacionado ao prestígio que têm seus falantes no meio social. Por esse motivo, o desconhecimento da norma de prestígio pode limitar a ascensão social e isso fundamenta o posicionamento da linguística sobre o ensino da língua.

Não há caos linguístico, nenhuma língua já foi ou pode ser corrompida ou assassinada, ou fica ameaçada quando faz empréstimos. Independentemente da variedade que usa, o falante fala segundo regras gramaticais estritas. Os falantes do português brasileiro fazem o plural de "o livro" de duas maneiras: uma formal: os livros; outra informal: os livro. Mas certamente não se ouve "o livros". Assim também, não se pronuncia mais o "r" final de verbos no infinitivo, mas não se deixa de pronunciar (não de forma generalizada, pelo menos) o "r" final de substantivos. Qualquer falante, culto ou não, pode dizer (e diz) "comprá" para "comprar", mas apenas algumas variedades diriam "dô" para "dor". Estas últimas são estigmatizadas socialmente, porque remetem a falantes de baixa extração social. Falamos obedecendo a regras. E a escola precisa ensinar que, apesar de falarmos "comprá" precisamos escrever "comprar". Assim, o trabalho da linguística tem repercussão no ensino.

Por outro lado, entendemos que o ensino de língua materna não tem sido bem sucedido, mas isso não se deve às questões apontadas. Esse tópico demandaria discussão mais profunda, que não cabe aqui.

Por fim, é importante esclarecer que o uso de formas linguísticas de menor prestígio não é indício de ignorância ou de outro atributo que queiramos impingir aos que falam desse ou daquele modo. A ignorância não está ligada às formas de falar ou ao nível de letramento. Aliás, pudemos comprovar isso por meio desse debate que se instaurou em relação ao ensino de língua e à variedade linguística.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

MinC vai apoiar leitura em presídios

Criado grupo de trabalho para implantar novo projeto, que levará oito Pontos de Leitura a quatro instituições federais
Especialistas em ações de estímulo à leitura em presídios foram debatidas no estande do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), durante a 21ª Bienal do Livro de São Paulo, no dia 18 de agosto de 2010.  No encontro foi proposta a criação de um Grupo de Trabalho para discutir a implantação do projeto da Unesco: “Uma janela para o mundo”, em parceria com os ministérios da Cultura, Justiça, Educação e do Desenvolvimento Agrário.
Recentemente, o Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura, doou oito Pontos de Leitura a quatro penitenciárias federais.
As quatro penitenciárias federais – Porto Velho (RO), Mossoró (RN), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR) – começaram o trabalho de incentivo à leitura a partir da doação de acervo bibliográfico pelo projeto Arca das Letras, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Agora, a proposta é integrar os acervos doados pelo MinC e pelo MDA e, junto com os ministérios da Educação e da Justiça, desenvolver uma ação voltada para a formação de agentes de leitura nos presídios, ampliando os projetos hoje desenvolvidos nestes espaços. Juntos, os quatro presídios atendem a aproximadamente 500 apenados.
Cada ponto de leitura doado pelo MinC é composto por um acervo de 650 obras – exemplares de literatura brasileira, estrangeira, infantil e juvenil, DVDs, enciclopédias, entre outros – computador e impressora. Cada penitenciária recebeu dois pontos de leitura – um para uso dos apenados e outro para uso dos familiares, que poderão levar os livros para casa.
“O espaço do presídio tem de ser de busca de recuperação”, diz Thimoty Irleand, representante da Unesco no Brasil. Segundo ele, a ação conjunta dos ministérios, nas penitenciárias federais, pode ser um piloto a ser replicado em outras instituições prisionais e países.
Fontes: Mais Cultura  e PNLL
Informações para a imprensa: Neila Baldi – (11) 7669.3922 / (61) 9104.3514

terça-feira, 20 de julho de 2010

Educação

Cid discute com ministro da Educação projeto para capacitação de professores

O governador Cid Gomes (PSB) tem agenda, nesta terça-feira, 20, em Brasília. Ele será recebido em audiência pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, tendo ao lado a secretária da educação do estado, Izolda Cela. O encontro é para discutir um projeto de parceria entre MEC, UFC e Governo do Estado voltado para a capacitação de professores. A secretária Izolda Cela não deu muitos detalhes, mas disse que o Estado quer reforçar o investimento, em todos os sentidos, para melhorar o nível do ensino fundamental e médio.  Leia mais no Blog do Eliomar de Lima