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sábado, 7 de dezembro de 2013

Literatura, Livro, leitura e Bibliotecas são agora prioridade nacional decide a III Conferência Nacional de Cultura

A III Conferência Nacional de Cultura (III CNC), ocorrida em Brasília, de 27/11 e 01/12/2013, contou com uma participação recorde: 1.745 pessoas, sendo 953 delas delegados dos 26 estados e do Distrito Federal. Uma conquista da democracia brasileira. 
Parte da equipe do CSLLL e DLLLB
Representantes do Colegiado Setorial da Literatura, Livro e Leitura (CSLLL)
Institucionalização da Cultura como política pública de Estado
Objetivo da III CNC era eleger 64 diretrizes para atingir a meta de consolidar a institucionalização da Cultura como política pública de Estado e, entre essas diretrizes, definir as 20 prioridades nacionais.
Articulação do Colegiado Setorial da Literatura, Livro e LeituraArticulaçãoEm sintonia com a meta da III CNC, o Colegiado Setorial da Literatura, Livro e Leitura (CSLLL), bem como os representantes da secretaria executiva do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) e da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB), trabalhamos intensamente na articulação para aprovar a institucionalização do PNLL como política pública de Estado.
Para tanto, formulamos a  diretriz 3.10 que traz a seguinte redação:
“Aprovar, sancionar e regulamentar o Plano Nacional do Livro e Leitura, garantindo a leitura como direito social através do fortalecimento do Sistema de Bibliotecas Públicas municipais, estaduais, distritais e comunitárias, assegurando o acesso ao livro, à leitura e à literatura.”
Graças a competente articulação de todos os delegados do CSLLL e da DLLLB, com destaque a Mileide Flores, Márcia Cavalcante, Carlos Gonçalves, Rosineide, Izaura Franco, João Carneiro, Shirlene Alvares, Isis, Taíza Rauen, Edgar Borges, Fabiano dos Santos, Nilton Bobato e o sempre apoio de José Castilho, a diretriz 3.10 ficou entre as 20 prioridades da III CNC. Além da diretriz 3.10, foi importante também a plenária aprovar:
  • o pedido de aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 150, por unanimidade;
  • a proposta que pede o fortalecimento das cadeias dos setores criativos, com intercâmbios;
  • a proposição para a inclusão nos planos orçamentários da União, estados, DF e municípios de programas para desapropriação de imóveis ociosos para que sejam aproveitados como equipamentos culturais;
  • a utilização dos dados do SNIIC para criar indicadores culturais capazes de contribuir com a variável de educação no IDH.
  • Aprovar a Cultura como Direito Social na Constituição Federal (PEC 49/2007 e PEC 236/2008).
Para conferir as 20 diretrizes prioritárias e o conjunto das 64 propostas aprovadas clique em propostas aprovadas na IIICNC .
Um destaque especialíssimo
Mileide Flores compõe a mesa de encerramento da III CNC
Mileide Flores compõe a mesa de encerramento da III CNC
Mileide Flores, representante do CSLLL no Conselho Nacional de Política Cultural, compôs a mesa de encerramento da III CNC e em sua fala destacou a importância da representatividade dos conselheiros e cobrou de todos mais articulação com os Colegiados Setoriais e com o CNPC eleitos democraticamente pelos protagonistas da cultura de todo o país, a fim de fortalecer a participação da sociedade civil e consolidar a democratização da Cultura no Brasil.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Pontos de reivindicação da Cadeia Criativa da Literatura, Livro e Leitura

Na reunião do Colegiado Setorial da Literatura, Livro e Leitura (CSLLL), ocorrida nos dias 17 e 18 de setembro, em Brasília, apresentei - com a anuência dos demais representantes da Cadeia Criativa, (Edgar Borges (RR), Lurdiana Araújo (DF), Eduardo Vasconcellos (PA) - os seguintes pontos de reivindicação ao Plenário do CSLLL.

Eis o teor do nosso pronunciamento:


A figura do criador na política do livro tem estado relegada a um segundo plano. Precisa de apoio para desenvolver seu trabalho de pesquisa e escrita e necessita de aparato legal para ter atendidas suas prerrogativas de direitos autorais, que devem ser abrigadas em contratos que melhor contemplem o criador.


Também necessário se faz criar dispositivos que protejam os direitos autorais das obras que circulam em novas mídias e plataformas. Devem ser previstas também as relações de adaptação de obras e utilização das mesmas por mediadores da leitura que trabalham para além da divulgação das obras em seus repertórios de apresentação.


Além disto, devem ser retomadas e implementadas políticas de incentivo ao papel do criador literário, seja o textual, o visual ou o oral.


Nestes termos solicitamos:


  1. Considerar os dados dos indicadores culturais dos municípios, notadamente os de LEITURA, como um fator determinante para o IDH.


  1. Promover discussão, por meio da Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI), sobre a relação estabelecida entre autores e editoras pelos contratos de cessão de direitos autorais, com destaque sobre a necessidade de reformulação dos contratos em face ao atual cenário composto pelas novas mídias.


  1. Promover por meio da (DDI) debates/seminários a fim de definir uma melhor fiscalização sobre a utilização pública da obra literária - no todo ou em parte - que não represente só a divulgação da obra literária.


  1. Determinar que nos projetos culturais apoiados pelo Poder Público que envolvam contação de histórias, declamações etc, constem o repertório a  ser trabalhado, definindo o percentual cabível de direitos autorais a serem transferidos diretamente aos autores.
  1. Propor nos editais de compra de livro e formação de acervo um percentual mínimo de 30% de livros de autores de todas as regiões, contemplando assim a diversidade cultural brasileira, condicionando a compra à participação de um percentual mínimo de 20% de autores locais em lançamentos, palestras e na solenidade de entrega do acervo.


  1. Propor nos editais de compra de livro para formação de acervo para bibliotecas públicas e bibliotecas escolares a presença física de autores da região para rodas de conversa com os leitores, estimulando o contato dos agentes da cadeia criativa com o seu público.


  1. Estimular a criação de espaços como Clubes de Leitura (espaços de convivência e formação de leitores, com a participação de mediadores da leitura e, sobretudo, autores) e Clubes da Literatura (espaços de convivência literária onde os criadores possam se encontrar, trocar ideias, leituras, performances e gerar políticas.


  1. Estimular a formação e manutenção de fóruns locais de leitura, livro, literatura e bibliotecas, como um espaço de debates e construção de políticas públicas para o setor.


  1. Lançar editais para promover ações em espaços como Clubes de Leitura (espaços de convivência e formação de leitores, com a participação de mediadores da leitura e, sobretudo, autores) e Clubes da Literatura (espaços de convivência literária onde os criadores possam se encontrar, trocar ideias, leituras, performances e gerar políticas).


  1. Promover a ampliação do programa de bolsas de pesquisa, produção e criação, tanto em quantidade como em valores. As bolsas são fundamentais para atender às necessidades de  pesquisa e locomoção, pois muitas vezes é necessário fazer viagens, a fim de ir, in  loco, levantar minúcias sobre o assunto. A produção literária (seja ela de romances históricos, textos historiográficos, biografias e até ficção) exige pesquisa a fontes diversas - primárias, inclusive -, entrevistas etc. Os escritores precisam, portanto, de ações que forneçam as condições para pesquisar e produzir os livros - que na maioria das vezes se constituem em fontes primárias e se consolidam como expressão cultural de seu tempo.


  1. Criar e estimular políticas de formação de escritores pertencentes aos povos de terreiro, de origem africana, indígenas, ribeirinhos, ciganos e outras minorias sociais. ___________________________________
  
É isso, por enquanto.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Caderno do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL)

Atenção Povo da Literatura, Livro e Leitura,
Clique no  link Caderno do PNLL para ler e depois sugerir alterações no Plano Nacional do Livro e da Leitura, o Colegiado Setorial da Literatura, Livro e Leitura (CSLLL) do Ministério da Cultura, sob a coordenação da Diretoria da Literatura, Livro, Leitura e Bibliotecas (DLLLB) está fazendo a revisão do referido plano. Colabore. Juntos somos mais fortes!

Kelsen Bravos
Conselheiro do CSLLL/Cadeia Criativa

domingo, 14 de julho de 2013

Por uma leitura cada vez mais contemporânea.


Em entrevista ao Globo em Paraty, durante a FLIP, José Castilho Marques Neto, de volta ao comando do Plano Nacional do Livro e Leitura - PNLL, destaca que a parceria do Ministério da Cultura entre os Ministérios da Educação e das Ciências e Tecnologias é fundamental para transformar
o Brasil em um país de leitores.

 

 Confira a íntegra da  "ENTREVISTA a José Castilho Marques Neto"

"De volta ao comando do Plano Nacional do Livro e Leitura, José Castilho Marques Neto diz que interpretações de recentes manifestações populares indicam baixa qualidade de leitura no país e que eventos como a Flip evidenciam a distância entre leitores e não leitores.

José Castilho, diretor executivo do PNLL.
Foram dois anos longe, um tempo que serviu para o professor José Castilho Marques Neto avaliar à distância as políticas públicas do governo federal para o incentivo à leitura no país. Castilho deixou em 2011 a secretaria executiva do Plano
Nacional do Livro e Leitura (PNLL), cargo que ocupava desde 2006, por discordar do direcionamento dado para a área pela então ministra da Cultura, Ana de Hollanda, sobretudo na associação do PNLL à estrutura da Fundação Biblioteca Nacional. Sua recondução ao cargo ocorreu apenas em abril deste ano, a convite da ministra da Cultura, Marta Suplicy, justamente quando o plano voltou a funcionar separado da Biblioteca.

Presidente da Editora Unesp, Castilho agora pretende retomar os planejamentos de longo prazo que defendia no período em que ficou no PNLL. Seu primeiro passo, como ele explicou em entrevista ao GLOBO, durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), foi acabar com o Programa do Livro Popular, criado pelo então presidente da Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, para a venda de livros a R$ 10, em edições mais simples - o programa foi lançado pela própria presidente Dilma Rousseff, num discurso em 2011, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Castilho também falou sobre a baixa qualidade de leitura no Brasil, exemplificada nas interpretações das manifestações populares das últimas semanas, e sobre a distância involuntária criada entre leitores e não leitores em eventos como a Flip, no qual ele participou ontem de uma mesa sobre políticas de incentivo à leitura."

Como o senhor enxerga o que foi feito nestes dois anos afastado do PNLL?
Como eu já havia me posicionado publicamente quanto a isso, não vai ser agora que vou minimizar só pelo fato de estar de novo dentro do governo. Fui contra as diretrizes que a primeira gestão do Ministério colocou. Achei e continuo achando equivocada, por exemplo, a proposta do Livro Popular. Uma coisa é termos livros a R$ 5 ou R$ 10, outra é termos essa ação como central dentro de uma política pública. A maior parte dos recursos foi canalizada para esse programa. Temos que pensar a longo prazo, não há possibilidade de revertermos a questão da não leitura ou do iletramento do país se não pensarmos a longo prazo e com envolvimento de toda a sociedade.

O senhor então vai interromper o Programa do Livro Popular?
Ele já está interrompido.
O quão longe estamos de uma situação ideal de leitura no país?
Ainda nos baseamos na última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2010, que mostrava que o índice é muito baixo. Já temos outra pesquisa em curso e teremos o resultado no ano que vem. Mas eu tenho dados do Inaf (Indicador de Analfabetismo Funcional), de 2012, mostrando que apenas 26% dos brasileiros alfabetizados são leitores plenos, capazes de entender perfeitamente o que está contido no texto de uma página.

Mas o que falta para revertemos essa situação?
As dificuldades são imensas e cada vez mais urgentes. Passados dois anos da minha saída, o que estamos vendo? Cada vez mais a necessidade de o país entender e começar a colocar plenamente, não apenas o Ministério da Cultura ou da Educação, a ideia de que, se não tivermos um país de leitores, não teremos um país desenvolvido. Se pegarmos as manifestações que vêm ocorrendo no Brasil e analisarmos os diálogos e a leitura que se faz dos discursos políticos, vamos entender a dificuldade de interpretação. As declarações da presidente, por exemplo, e eu não falo do ponto de vista ideológico ou político, mas se você for ver olhar o que apareceu no Facebook, você tem diversas interpretações do que estava contido ali.

Então o problema é a falta de capacitação dos brasileiros?
Mais do que simplesmente capacitação, precisamos ter um direcionamento político que leve a essa capacitação. Não queremos que as pessoas apenas consigam decifrar os caracteres, mas que possam construir os sentidos. A nossa concepção de leitura é de maneira ampla, é também pictórica, uma linguagem corporal do outro. É a leitura do cordel e também de Thomas Mann ou do nosso Graciliano Ramos, homenageado na Flip. Estamos falando hoje aqui sobre uma determinada linguagem, presente em livros de papel e nos eletrônicos. Mas e as outras formas que estão surgindo de leitura? E a linguagem que está surgindo nas redes, nos Facebooks e Twitters? Que linguagem é essa? Será que alguém daqui a cinco anos vai entender ou teremos mais uma linguagem exclusiva que apenas uma parte da juventude vai entender e a outra não? Temos que estimular uma leitura que seja cada vez mais contemporânea.

Então o Ministério da Educação (MEC) precisa se envolver?
Uma das primeiras coisas que estamos fazendo é retomar a relação com o MEC, que foi praticamente interrompida. Em todos os programas que vinham sendo desenvolvidos pela diretoria do PNLL quando ela estava concentrada na Biblioteca Nacional, o MEC está ausente. Eu já tenho na semana que vem uma primeira reunião com o secretário-executivo do MEC para retomarmos essas discussão. Mas não é só o MEC. Precisamos partir para o Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação, para outros ministérios.

O senhor veio a Paraty para participar da Flip, um evento que tenta aproximar dois mundos, de leitores e não leitores. Mas, olhando para os preços das mesas no palco principal, a R$ 46, ainda fica claro um distanciamento. Como o avalia a importância desses eventos para a construção da leitura?
Essa questão que você coloca é real, tanto aqui, quanto na Bienal e também em vários outros eventos em que fazemos promoções exclusivamente voltada aos leitores. Os dois mundos permanecem, apesar da boa vontade dos realizadores. Quando criticamos a Bienal, criticamos porque a família, antes de entrar, deixa quase R$ 100. Paga, em média, R$ 30 de estacionamento e R$ 10 por pessoa. Eles alegam que o evento não se realiza sem esses preços, mas é um impeditivo. Temos que quebrar isso. Mas não vamos quebrar se pararmos de ter esses eventos. O problema é que estamos falando de um atraso histórico de 200 anos no país.
(Fonte: André Miranda - O GLOBO - RJ Fonte: 05-JUL-2013)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Ciclo de Conversas: Culturas Possíveis irá debater ações e demandas das linguagens artísticas


Projeto acontece em julho e agosto e visa alinhar projetos com as demandas de cada segmento
Quais as demandas e quais as perspectivas para as diversas linguagens artísticas? Pensando em promover um diálogo entre quem produz, consome e gere a cultura na cidade, a Secretaria de Cultura de Fortaleza, por meio da Coordenação de Criação e Fomento, realiza, nos meses de julho e agosto, o projeto Ciclo de Conversas: Culturas Possíveis. O bate-papo está previsto para acontecer às terças e sextas-feiras, das 14 às 16 horas, no Teatro Antonieta Noronha, com entrada gratuita.
No centro do debate estão ações para as linguagens de artes visuais, audiovisual, circo, cultura digital, dança, design, fotografia, gastronomia, humor, literatura, moda, música e teatro. A cada encontro, uma linguagem será destaque. O objetivo é conhecer as necessidade e alinhar projetos e ações, bem como potencializar a apropriação dos equipamentos culturais por artistas, grupos culturais e público.
“O Ciclo é uma importante iniciativa no sentido de aproximar a Secretaria de Cultura de Fortaleza dos segmentos artísticos da cidade, estabelecendo assim um canal constante de diálogo entre o poder público e as demandas da sociedade civil”, acredita o coordenador de Criação e Fomento da Secultfor, Lenildo Gomes.
Em sua primeira rodada, o Ciclo de Conversas, que é aberto ao público, será mediado por Lenildo e pela equipe da Coordenação de Criação e Fomento.

Serviço:
Ciclo de Conversas: Culturas Possíveis
Onde: Teatro Antonieta Noronha (Rua Pereira Filgueiras, 4 - Centro)
Quando: Terças e sextas-feiras de julho e agosto, das 14h às 16h

Fonte: SECULTFOR

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Prioridades nacionais para a Política do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas

Em face às mudanças recentes na gestão nacional da política do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, os atores do setor temos discutido a construção de uma agenda positiva aos encaminhamentos das políticas para o nosso segmento cultural. A ideia é propor, para o ano e meio de mandato que lhes resta, uma pauta prioritária aos novos gestores da Fundação Biblioteca Nacional, do Plano Nacional do Livro e da Leitura, e da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, visando à retomada e ao fortalecimento de diversas ações fundamentais para o setor. Abaixo listo as prioridades até aqui levantadas. Leiam atentamente e comentem.
  1. Desenvolvimento de ações que visem atingir às metas previstas para o setor no Plano Nacional de Cultura, redigido inclusive com a colaboração dos representantes do colegiado 2010/2012. As referidas metas são as de número 06, 07, 08, 09, 11, 14, 18, 20, 22, 24, 25, 26, 29, 31, 32, 34, 35, 38, 39, 41, 46, 47 e 48.
  1. Valorização do papel institucional do Colegiado do Livro, Leitura e Literatura, com agenda de reuniões e pautas previamente definidas.
  1. Institucionalização do Instituto Nacional do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas; do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL), e do Fundo Setorial do Livro.
  1. Valorização da interlocução com o Colegiado do Livro, Leitura e Literatura, voltando a ser feita via Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas.
  1. Adoção de redobrado esforço para a efetiva implementação da Lei 12.244, que visa à universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País.
  1. Efetivação do retorno para Brasília da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas.
  1. Vinculação do Conselho Nacional de Cultura à Secretaria Executiva do Ministério da Cultura, saindo da esfera da Secretaria de Articulação Institucional.
Aguardamos comentários, sugestões e apoio até o dia 10 de julho, pois a reunião do Colegiado Setorial Literatura, Livro e Leitura (do qual faço parte) será realizada nos dias 15 e 16 de julho de 2013 e terá como um dos pontos de pauta essa lista de prioridades.Contamos com a participação de todos. 



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Memória: ATA 5ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO COLEGIADO SETORIAL DE LIVRO E LEITURA - CNPC


Em novembro de 2010, minha participação no V Encontro do Conselho Nacional de Política Cultural foi proponente e premonitório, confira os trechos da Ata:

"O Sr. Kelsen Bravos da Silva (Área de Mediação)  Ressaltou um programa de  educação do Ceará  chamado Alfabetização  na  Idade  Certa,  que  era  um  programa  que contemplava, na idade certa de alfabetização infantil até os primeiros e  segundos  anos,  que  os  alunos  tinham  uma  eficiência  leitora fantástica;  Citou  também  o  projeto  dos  Clubes  de  leitura,  que funcionava  nos  184  municípios  do  Ceará  e  que  tinha  também a ferramenta  www.clubesdeleitura.com.br,  aonde  promovia  encontros de  leitura,  onde  o  professor  disseminava  a  leitura  para  a
comunidade, no site tinha as informações dos 184 Clubes de Leitura espalhados  pelo Ceará;  Sugeriu que utilizassem esse exemplo para disseminar em todo o país, pois ia ao encontro dos documentos do Colegiado e já tinha a sensibilidade do MEC."

RESULTADO: Em novembro de 2012, o PAIC (Programa Alfabetização na Idade Certa) foi nacionalizado, virou PNAIC.

Outro trecho, diz:

"O  Sr. Kelsen  Bravos  da  Silva (Área  de  Mediação)  reiterou  que  ao  se pensar  na  arquitetura  escolar,  existia  a  escola  padrão  MEC,  onde tudo dentro da escola seguiria aquelas definições, então a biblioteca teria  que estar dentro disso, do planejamento  educativo da escola, ter  um  espaço  maior,  pois  a  biblioteca  deveria  ser  um  espaço  de convivência cultural e isso deveria ser definido pelo MEC. "

TRADUZINDO: Chamava atenção para a necessidade de incluir a Biblioteca Escolar no planejamento das aulas de todas as disciplinas (da Educação física à Matemática), bem como ser um local de integração entre escola e comunidade.

Outra participação:
"O  Sr.  Kelsen  Bravos  da  Silva (Área  de  Mediação)
reforçou a relação dos agentes de cultura com a educação, o acesso dos  agentes  de  leitura  às  escolas  para  reforçar  a  questão  da metodologia do exemplo, e que as escolas tivessem, além da pessoa responsável  pela  biblioteca,  uma  equipe  itinerante  das  secretarias municipais que formem mediadores de leitura para que eles possam atender  a  demanda  de  cada  sala  de  aula,  na  sala  de  aula  e  não apenas  na  biblioteca."

FATO: No Ceará, alguns municípios já adotam a "Pedagogia do Exemplo". Mantêm uma equipe mediadores da leitura itinerante e têm a parceria dos Agentes de Leitura entre outros programas como o Eu sou cidadão.

Sobre o tema livro de Literatura e livro didático, assim me pronunciei:

"O Sr. Kelsen  Bravos  da  Silva (Área  de  Mediação)  explicou  que  seriam dois  pontos,  o  primeiro  seria  o  espaço  que  a  literatura  teria  em relação  ao  livro  didático,  pois  existia  um  fortalecimento  grande  do livro didático nas escolas e isso era um ponto que deveria ser levado em  consideração  em  detrimento  dos  títulos  de  literatura,  pois consideravam a literatura, como formação humana e a arte como um todo,  era  fundamental;  Ressaltou  que  o  segundo  ponto  seria  uma análise do material didático de acordo com cultura local para que os alunos  se  identifiquem  com  o  material  e  assimilassem  o  conteúdo
mais  fácil,  bem  como  pensar  na  atualização  das  edições,
procurassem  novos  autores,  então  a  questão  da  diversidade  e  da renovação dos títulos e da regionalização para que ampliassem bem esse  leque  e  todas  as  regiões  fossem  contempladas  de  forma paritária."

FATO: Essa é uma boa causa. A regionalização, a edição e adoção de livros com a cultura local tem sido uma marca do PAIC no Ceará.

Por fim me pronunciei sobre a polêmica em torno do livro "As caçadas de Pedrinho" de Monteiro Lobato:

"O  Sr.  Kelsen  Bravos  da  Silva (Área  de Mediação) esclareceu que a melhor forma de encarar o preconceito que  estava  colocado  no  livro  era  justamente  lendo,  enfrentando  a questão."

ATUALIZANDO: Quanto ao tema Lobato, recentemente publiquei artigo em meu blog, clique e LEIA.

Veja a íntegra da ATA, clicando AQUI.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Mineira é a nova secretária-executiva do PNLL

O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) tem nova secretária-executiva. Maria Antonieta Cunha, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e ex-secretária municipal de Cultura de Belo Horizonte, foi anunciada pelo Ministério da Cultura e pelo Ministério da Educação na sexta-feira como a nova líder do órgão responsável por um conjunto de projetos, programas, atividades e eventos na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas em desenvolvimento no país. Desde 2006, quem comandava o PNLL era José Castilho Marques Neto. Ele entregou o cargo no início de abril deste ano.
Fonte:PublishNews - 08/06/2011 - Por Redação

domingo, 29 de maio de 2011

Pauta da reunião do Setorial Livro, Leitura e Literatura do Conselho Nacional de Política Cultural

1) Metas do PNC (pauta comum a todos os colegiados)

2) Documentos Norteadores:
               - prioridades da pré-conferência de livro, leitura e literatura, II CNC;
               - documento do Encontro Nacional de Livro, Leitura e Literatura - 11/2010;
               - parecer do colegiado sobre a parceria MinC/MEC.

3) Decreto do PNLL e institucionalização das políticas;

4) Nova gestão da FBN;

5) Programa Livros populares.

sábado, 9 de abril de 2011

Sociedade e MinC. "Temos que avançar e radicalizar esta relação." (N.B.)

O representante da linguagem Literatura no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), Nilton Bobato, entregou um documento assinado pelo colegiado da câmara setorial do Livro, Leitura e Literatura, ao presidente da Fundação Biblioteca Nacional, durante a reunião do CNPC, ocorrida no Rio de Janeiro, no dia 8 de abril de 2011. Entre outros pontos, Bobato defendeu a institucionalização da relação entre a sociedade Civil e o Ministério da Cultura - MINC: "Temos que avançar e radicalizar esta relação," afirmou. 
Ao microfone, Nilton Bobato, representante da linguagem Literatura, no CNPC.

Na íntegra o discurso de Bobato referiu estes sete tópicos:

1) O que é o Conselho Setorial do Livro, Leitura e Literatura - CSLLL, quem e como foram escolhidos os membros. Qual a sua finalidade.
2) Informar a ministra sobre a entrega do documento com as preocupações do CSLLL ao Presidente da Fundação Biblioteca Nacional (ver documento, na íntegra, abaixo).
3) A defesa da institucionalização da relação com a sociedade civil. "Temos que avançar e radicalizar esta relação", conforme Bobato.
4) A importância do debate sobre a lei dos direitos autorais. ... "é fundamental, defendemos o debate, mas temos que ampliar para novos aspectos que envolvem a literatura, como os reflexos do livro eletrônico e a invasão da literatura comercial estrangeira no país"(...) "O que isso significa para o desenvolvimento de nossa literatura e de nossa cultura?", afirmou Bobato..
5) A defesa dos avanços do PNLL, sua manutenção e enraizamento em cada rincão deste país, sua institucionalização como Lei.
6) A cobrança da regulamentação da Lei do Livro, a apresentação da Lei do Fundo Setorial e a definição da criação (recriação) do Instituto do Livro, Leitura e Literatura. (estes três tópicos foram direcionados à ministra).
 7) Votos de que haja uma relação profícua e produtiva entre o CSLLL e a gestão da ministra.



Carta ao Ministério da Cultura

Exma. Sra.
Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

Ilmo. Sr.
Galeno Amorim
Presidente da Fundação Biblioteca Nacional

Ilmo. Sr.
Fabiano Santos
Diretor do Livro, Leitura e Literatura do MinC

ASSUNTO: Reivindicações do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura

                               Senhora, Senhores:

                Nós, integrantes do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, ao final assinados, fomos surpreendidos por notícias dando conta de que mudanças de rumo nas políticas do livro, leitura e literatura estavam sendo executadas, bem como alterações administrativas na estrutura da DLLL – Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, soluções de encaminhamento na condução do Plano Nacional do Livro e Leitura e alterações em estratégias de institucionalização propostas e debatidas anteriormente pela Pré-Conferência Setorial, por este Colegiado e reafirmadas no Encontro do Livro e Leitura.
                São estes os principais fatos que preocupam: