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sábado, 28 de outubro de 2017

Por uma sociedade mais democrática e leitora - Kelsen Bravos

Convido a todos e todas a vir ter comigo junto ao Fórum de Literatura, Livro, Leitura e Bibliotecas do Estado do Ceará para tratarmos de participação social na construção de uma sociedade mais democrática e leitora!



sábado, 18 de outubro de 2014

CONVERSA DE BOTEQUIM: Aécio fala em vão o sagrado nome de Minas

Seria impossível chegar a casa antes do início do debate entre presidenciáveis, ligo, então, para o poeta Vessillo Monte e o convido para um encontro extraordinário no Botequim. O destino conjurou mesmo para que fosse assim excepcional o 16 de outubro de 2014, pois o poeta não só aquiesceu como anunciou a vinda também do doce gigante Flávio San. Ele iria ter conosco depois de sair do trabalho. Chegara o dia de conhecê-lo pessoalmente. Grato encontro.

A conversa fluía divertida, quando vimos na televisão as imagens iniciais do tal debate. Pedimos para altear o som. Bem diferente de nossa conversa, a pugna entre Dilma e Neves começou tensa e foi gradativamente ficando irritante. Surpreso, constatei estar o poeta deveras interessado pelo contexto político eleitoral, ao ponto de tomar partido e indignar-se com a demagogia de Aécio Neves. San, o doce gigante, quedou sossegado ao perceber as mesas vizinhas, segundo ele, todas dilmadas - garantia de nenhum contratempo. Melhor assim - disse.

Apesar de tenso, o debate foi quase irrelevante em apresentação de programas e propostas da canditadura de cada um. Dilma reafirmando dar seguimento ao excelente caminho político adotado em sua gestão e Neves dizendo que faria a mesma coisa mas, segundo ele, de forma melhor.

Assim sendo, concluímos - como todas as pessoas de bom senso - ser melhor dar continuidade ao projeto de Brasil do atual governo. Mudar não vale a pena. Time que está ganhando não se muda. Até porque os projetos são bem distintos, embora Neves minta e omita o quanto de submissão da soberania nacional ao mercado tem o projeto de Brasil do PSDB.


A tensão do debate se deu pela exigência de se esclarecer questões atinentes a desvios de condutas e corrupções no histórico de cada um. Toda vez que Dilma Rousseff pedia esclarecimento, Aécio Neves fugia alegando ser mentira, que nunca ele cometera nepotismo, jamais arrombara a Saúde de Minas em cerca de 4,5 cinco bilhões, não havia ilegalidade no aeroporto de uso privado construído com verba pública, admitiu, entretanto, ter dirigido alcoolizado, e retrucou que Dilma ofendia Minas ao constrangê-lo com os pedidos de esclarecimentos. Alegou querer discutir propostas e não sua vida pessoal.

Neste momento Vessillo Monte se indigna e advoga ser necessário sim tal esclarecimento. Lembrou, citando Roma antiga, a razão do termo "candidato", palavra que vem de cândido cujo significado em latim quer dizer branco. Justamente a cor das roupas dos homens públicos romanos e de quem aspirava exercer função pública. Senadores, por exemplo, sempre se vestiam de branco a fim de à luz do dia ou à escuridão da noite, o branco se destacasse e todos soubessem dos passos dos homens públicos, afinal eram responsáveis pela gestão do Estado Romano.

Outrossim, de Aécio Neves e Dilma Rousseff nenhuma atitude nem o seu histórico podem ficar às escuras, afinal ambos são CAN-DI-DA-TOS! Quanto aos hábitos de cada um, eles têm de vir à luz, pois o Brasil traz no artigo quarto do seu Código Civil que ébrios contumazes, viciados em tóxicos, dementes sem discernimento, entre outros, são incapazes de assumir e exercer certos atos, o que se dirá do de governar a Nação Brasileira! Tem de esclarecer sim, CAN-DI-DA-TO!- esbravejou o poeta. 

O mais irritante foi Aécio Neves reiterada vezes falar em vão o sagrado nome de Minas, como se ele fosse Ela. Logo ele que lhe traiu a confiança depositada nas urnas! Minas Gerais é sim sagrada para todos nós brasileiros e conhece bem o dano causado por traidores da Nação Brasileira, Joaquim Silveíro dos Reis, por exemplo, inconfidente que traiu Tiradentes e a Conjuração Mineira.

Minas Gerais é Brasil. O povo mineiro é brasileiro. Vivemos uma democriacia de orientação laica, sagrada então é sua Nação.  Toda vez que o "serial big lie" Joaquim Aécio Silvério Neves dos Reis fala em vão o sagrado nome de Minas, todo o Nação Brasileira sente um forte nó na garganta! Vamos gritar e reafirmar  nossa libertação nas urnas!

Ao final do debate, vimos Dilma passar mal. Nesse instante, deve ter-lhe aflorado a Santa Ira, ressaltou Flávio San, alegando ser difícil qualquer pessoa de boa-fé suportar incólume tamanha desfaçatez. Até ele, o Doce Gigante, fleumático até para espantar moscas, ao ver a cara lisa do "serial big lie" Aécio Neves, ao fim do debate, apertou que partiu o copo, assutando-nos. Pediu descupas. Se eu estou indignado a este ponto imagino a presidenta. Aguentar tanta mentira, tanto cinismo não é fácil. Entendo perfeitamente a Dilma. - ponderou Flávio San.

Por compromissos de pai e marido zeloso, pouco depois do debate tive de me despetir mais cedo da libação. Flávio San efusivamente estendeu-me a mão. Lembrei-me do copo quebrado e lhe dei um forte abraço. 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cultura em debate - A questão da SECULT-CE


Abrimos aqui espaço para o debate sobre a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará – Secult-CE, que vem enfrentando uma crise política, uma vez que o setor está excluído da lista de prioridades da gestão Cid Gomes. Inaugurando o tema, contamos com a colaboração do historiador e pesquisador Ednardo Honório de Lima. Boa leitura. (KB)


 Prof. Pinheiro reassume a Secult-CE (Foto: Jornal OPOVO)
Secult – Uma renovação urgente
Ednardo Honório de Lima[1]
        O Estado do Ceará possui a mais antiga Secretaria de Cultura do Brasil, sua fundação foi resultante de uma cobrança feita por intelectuais, ainda na década de 40, quando no então Congresso de Escritores do Ceará no ano de 1946, o historiador Raimundo Girão expôs que era necessário agrupar todas as manifestações culturais dentro de um departamento, para salva guardar tão precioso patrimônio, vinte anos depois na década de 60, precisamente ano de 1966, no dia 09 de dezembro era este órgão instituído pelo governador Plácido Aderaldo Castelo - lembrando que teve sua origem ainda no governo Virgilio Távora, chamado I veterado (1963-1966) - seu primeiro secretário o mesmo que alertou da necessidade de sua criação. Hoje a Secretaria de Cultura do Ceará que teve relevante presença na estrutura do governo estadual, passa atualmente por uma situação de abandono, que se agravou nas últimas décadas, pela negligência de governos que prometeram mudanças, mas não cumpriram.