segunda-feira, 7 de junho de 2010

Edital do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 - Edição Patativa do Assaré




O Ministério da Cultura, por iniciativa da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional, e o Banco do Nordeste anunciam o lançamento nacional do edital Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 – Edição Patativa do Assaré que contemplará 200 iniciativas vinculadas à criação, produção, pesquisa, difusão da literatura de Cordel e linguagens afins. 
O anúncio será feito durante a entrega de Prêmios do Edital dos Microprojetos Mais Cultura aos selecionados da região do Cariri Cearense e contará com apresentação de renomados artistas populares do Nordeste. 
O evento ocorrerá no dia 08 de junho, às 18h, no Centro Cultural BNB Cariri, em Juazeiro do Norte (CE), situado à Rua São Pedro, 337, Centro. 
Informações detalhadas em MAIS CULTURA.


sábado, 5 de junho de 2010

Alfabetização na idade certa atinge 20% no Ceará.


Alfabetização avança em 20% no CE

Média de crianças avaliadas no segundo ano do ensino fundamental nas escolas públicas cearenses cresceu 20% de 2007 a 2009 em relação à leitura. Os dados são do Sistema de Avaliação Permanente de Avaliação da Educação Básica (Spaece) Leia mais no OPOVO

quinta-feira, 3 de junho de 2010

"Mais de mil maneiras de despertar o interesse e o gosto pelo livro e a leitura"


O diretor do Livro, Leitura e Literatura, do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, ressalta que há milhares de projetos de pessoas e de instituições que atuam na democratização do acesso ao livro no Brasil. Exemplo disso são as bibliotecas comunitárias nas periferias das grandes cidades, projetos em comunidades rurais, ribeirinhas, quilombolas, indígenas por meio de ações criativas como clube de leitura, biblioteca volante e barco leitura.
Além disso, os mediadores da leitura trazem o universo do livro para a vida dos brasileiros jovens, adultos e idosos. “Existem mais de mil e uma maneiras de despertar o interesse e o gosto pelo livro e leitura. Essas iniciativas conseguem chegar de uma maneira mais dinâmica e interativa na vida das pessoas”, argumenta Fabiano. Leia mais...



segunda-feira, 31 de maio de 2010

Clube de leitura de Capistrano - Ceará

O Município de Capistrano, lançou no dia 24 de maio, 2010, o PROJETO ENCANTANDO COM CONTAÇÃO DE HISTÓRIA! Segundo nos informou a Formadora do Eixo de Literatura Infantil e Formação do Leitor - Fátima Eufrásio: "FOI UM SUCESSO!"


"Tivemos uma formação com os professores da Educação Infantil, 1º e 2º anos e foi magnífico! Os professores se deliciaram com tantas histórias lindas apresentadas." - festeja Fátima Eufrásio.


Em breve postarei fotos do evento.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Rodolpho Theóphilo

Há alguns meses, ainda no ano de 2009, Eriberta Melquíades me contatou durante a pré-produção de um documentário que anda fazendo sobre Rodofho Theóphilo. Agora me envia e-mail com a prévia de seu trabalho. Confiram...

Agressão e omissão

Recebi e-mail de um amigo, o escritor e compositor Antônio Filho, com o texto-denúcia de Thiago Arrais, diretor da peça Rämlet Soul, publicado originalmente no site Tembiú - Alimento de Alma. Em solidariedade reproduzo abaixo o texto e registro meu veemente protesto contra atos de intolerância. Vivemos numa república e devemos todos garantir o pleno Estado de Direito por que tanto lutamos, por que tantos morreram. 

"Atores de Rãmlet Soul são agredidos com a conivência e estímulo de policiais.


finalizamos a temporada do RÃMLET SOUL com muita vontade de continuar. até porque vimos que estamos tocando numa ferida muito aberta, a ser exposta ainda mais: a intolerância.

além do sucesso que foi essa temporada, levaremos na memória um triste episódio que nos aconteceu: uma cena horrível de espancamento de atores em plena praça josé de alencar, sob conivência e estímulo de PMs. veja relato com mais detalhes.
O espetáculo Rãmlet Soul, que esteve em cartaz ao longo do mês de maio no Theatro José de Alencar, sofreu de violência física e verbal, nesta terça-feira (25/05), pouco depois das 18h, sob estímulo e conivência de PMs. Os atores Junior Barreira, Saymon Moraes e Sol Mouffer foram agredidos e o ator George Alexandre e o músico Saulo Raphael ameaçados durante a apresentação da primeira parte da peça, que ocorre na Praça José de Alencar.

Inicialmente, os PMs (de nomes Geraldo, França e Lacerda) abordaram os atores de modo truculento, abusivo e confrontador, alegando que não podiam estar na rua, interpretando seus papéis de michês, apenas de toalha, o que configuraria “atentado ao pudor” – nas seis apresentações no TJA e dez apresentações na Praia de Iracema, bem como em sua participação em festivais, o espetáculo jamais teve problemas similares. Os policiais exigiram que os atores se retirassem da praça, onde a peça iniciava a penúltima apresentação desta temporada. Os atores reivindicaram por seu direito de trabalho em espaço público. Os PMs, cada vez mais agressivos, insistiram que aquilo não era trabalho, mas sim "sem-vergonhice”. Um deles, o mais velho, quando questionado pelo ator George Alexandre sobre sua postura, ameaçou-o com expressões do tipo: “não tenho medo de nada; eu nasci foi pra morrer”. O policial, abusando de suas atribuições e de sua função pública, foi aglomerando os transeuntes da praça em torno dos atores da peça, em mobilização contra o elenco (temos este registro em vídeo). Pouco depois, sob esse clima tenso, numa das cenas peça em que os michês, em triste paródia da vida real, são expulsos de seus pontos e correm acossados, um dos PMs, novamente o mais velho, insuflou transeuntes e deu a ordem contra o elenco: “mostra pra eles o que é teatro”. Armados de porretes e de facas, os agressores aplicaram socos, tapas e pontapés nos atores Junior Barreira e Saymon Morais. Dois outros atores da peça, Yasmin Elica e Jhon Jonas, presenciaram o momento em que o policial instigou tal agressão. A atriz da peça, Sol Mouffer, também próxima da confusão, em cena que carrega uma pedra na mão (parte do espetáculo já tantas vezes apresentada naquele espaço), foi agarrada pelo braço por um dos policiais, que, “pressupôs”que ela iria agredi-lo com o objeto. Finalmente, após a violência sofrida (sob ameaças de ser furado à faca pelos agressores), o ator Junior Barreira, ignorando que partira da polícia o comando para atacá-lo, procurou o referido efetivo policial para queixar-se do que aconteceu, e obteve esta resposta de um dos PMs: “Defender você? Não estou aqui pra lhe defender. Isto que você faz é uma baitolagem. Você mereceu". Situação que justificou as lágrimas do ator, abalado como outros artistas da peça que também sofreram agressão, incluindo o músico Saulo Raphael, que, por tentar proteger os atores da situação de perigo, fora “jurado” pelos agressores, em promessa de violência para a apresentação seguinte, nesta quarta-feira, dia 26/05. Fato que justificou que Rãmlet Soul encerrasse a temporada do TJA sob proteção de - outra - escolta policial, solicitada pela direção do teatro, num deplorável quadro de "polícia protegendo da polícia".

A “baitolagem” a que se referiu o pm instigador da agressão aos atores, e que, na sua visão, justifica tanta violência, faz parte de um espetáculo premiado nacionalmente, pela Funarte/Petrobras, bem como pela Prefeitura de Fortaleza, tendo obtido repercussão em dezenas de veículos de comunicação e que, apenas três dias antes, havia lotado o Porão do Theatro José de Alencar em plena meia-noite.

Rãmlet Soul é uma peça que procura se inserir no que a cidade é, de fato. Será por isso que a polícia mandou bater?

Thiago Arrais
(diretor do RÃMLET SOUL)


terça-feira, 25 de maio de 2010

Feudos e ouroboros

Alguns pontos de reflexão sobre fatos não tão associados entre si, a fim de abrirmos uma discussão sobre a geografia de nosso estado:


1. Feudos. No Ceará, uma característica medieval anda se reproduzindo, o surgimento de feudos disfarçados de condomínios. Pessoas se associam, compram vasta extensão de terra, erguem muralhas em volta e, no seu interior, constroem casas e outros equipamentos urbanos. Isolados e protegidos do mundo exterior que nada sabe do que se passa no interior dos muros feudais.

2. Violência. É sempre lamentável o grave episódio de assalto seguido de morte de um estrangeiro. Quase tão grave (embora proporcionalmente muito inferior) quanto os crimes de pedofilia e tráfico de droga trazidos por falsos bons turistas que acabam se instalando aqui, comprando terras e mais terras e associando-as em condomínios estrangeiros, erguendo muros de, no mínimo 5 metros, que demarcam verdadeiros feudos, onde nada se sabe do que se passa no interior desses "pequenos reinos". 

3. Controle e punição. O poder público precisa URGENTE tomar providências e regular a vida de quem aqui chega e é tão bem recebido, mas socialmente tantas mazelas trazem, embora - saibamos - haja grandes exceções, pois, entre os que chegam, pode-se até encontrar pessoas de bem. Entretanto as sequelas sociais dos que são criminosos refletem-se durante décadas, daí serem necessárias exemplares punições, caso contrário os impunes e as sequelas de seus crimes vão-se tornar eternos ao gerarem um Ouroboros do mau.

4. Maléfico Ouroboros. Uma sociedade divida em castas, definida pelo poder econômico, acaba gerando mazelas sociais como a violência generalizada. Temos aqui uma cobra mordendo o próprio rabo. A divisão social em "castas" econômicas é uma geradora de violência assim caracterizada: a mais rica tudo pode, as demais ficam com a sobra de tudo e existem algumas, sem poder econômico algum, que reagem com violência física contra o ofensivo poder de consumo ostentado pela mais privilegiada. Toda essa violenta necessidade de consumo se intensifica e se generaliza (em todas as classes sociais) com a presença das drogas. Os mais ricos se isolam em condomínios cercados por muralhas e esquemas de segurança. Alguns desses protegem as mazelas que geram toda essa violência. Como resolver esse problema que acaba afetando a todos? Ressalva: que seja considerado agravante o crime movido pelo "quanto mais tem mais quer".

5. Estado de Direito. Será que as mazelas sociais do turismo predador justificam as divisas econômicas por ele trazidas? Melhor não seria dizer um basta e criar severas leis e pôr a gestão de todo e qualquer empreendimento turístico em mãos brasileiras, com participação minoritária de investidores estrangeiros? Por que não fazer um censo e investigar constantemente o ir e vir de estrangeiros no Ceará? O que fazem, para onde vão, como vivem, quem são seus sócios, de onde vêm e, sobretudo, quando se vão? Não há exagero nessas questões em face dos imensuráveis danos sociais que nos têm causado. Ademais, se forem mesmo de bem, nada têm a esconder, pois assim somos tratados nos demais países e não lhes levamos mazela alguma. Se não forem de bem, eles, seus sócios e protetores, que todos sejam severa e exemplarmente punidos com eficácia e respeito ao Estado de Direito da República Federativa do Brasil.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sistema Nacional de Cultura - a hora e a vez dos Municípios








































Sua participação é imprescindível! Todos à Assembleia Legislativa do Ceará para a Audiência Pública com a finalidade de debater o tema: Sistema Nacional de Cultura e o papel dos municípios. Chegou a hora e a vez de sensibilizar os gestores municipais.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Novo endereço PNLL

O escritório do PNLL de São Paulo funciona, desde 12 de abril, na Representação do Ministério da Cultura em São Paulo. O endereço é Rua Formosa, 367, 21º andar - Centro - São Paulo (SP). Os telefones para contato são (11) 5539-6304 ou 5084-0628.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O leitor e o mundo literário

O meu amigo-irmão Lira Neto, jornalista e biógrafo, escreveu em sua coluna semanal no Diário do Nordeste uma das melhores crônicas já lidas sobre a relação leitor e mundo literário. Por mote, ele festeja o fato de sua filha Emília ter aprendido a ler.
A Emília Negreiros há de ser (já é!) cada vez mais (portanto!) feliz leitora. Como já dissera ao Lira em outra oportunidade, quando ela deu de querer saber das coisas: "tremei filósofos, pois Emília quer saber!", ora digo:
Ao debute da leitura verbal de nossa querida Emília, brindemos!
Evoé!(infantil; mas evoé!)

Confira o texto clicando em Emília aprendeu a ler

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Edições Casa do Conto na Bienal do Livro do Ceará

As Edições Casa do Conto (ECdC) ocupam espaço no estande coletivo das pequenas editoras e autores independentes. No mapa ao lado é o de número 16 erroneamente indicado como livrarias Feira do Livro. Clique no mapa para ampliar a imagem.

As ECdC expõe à venda 15 livros de seu catálogo 

Os livros de literatura infantil da Casa do Conto, escritos em prosa ou em
verso, semeam a identidade e a cultura brasileiras abordando costumes,
lendas, mitos, brincadeiras, cenários e expressões regionais de forma universal, e manifestam temas como solidariedade, respeito à vida humana e à natureza. Em  linguagem adequada às crianças, ao estimular o prazer de  ler e brincar, desafia a descobertas e entendimento do mundo. Veja catálogo...




sábado, 27 de março de 2010

*Oswald Barroso: O QUE ME CONTARAM SOBRE O TITANZINHO

Contaram-me que os moradores do Titanzinho darão graças a Deus quando o estaleiro der um fim à sua praia porque, sendo pobres e analfabetos, pouco estão ligando para a paisagem, embora ali o mar tenha peixes fartos e as melhores ondas para surfar de todo o Brasil. Pouco se importam também, disseram-me, que um paredão se instale entre eles e a praia, porque se pode passar muito bem sem jogar bola ou mesmo sem correr pela areia, tomar uma cerveja, olhar a lua, o pôr do sol, tomar uma brisa, fazer qualquer coisa, desde que se tenha grana no bolso, emprego seguro, como promete um bom estaleiro. Contaram-me, inclusive, que eles concordam, até mesmo, em dissolver a comunidade se for necessário, empestada de funkeiros, ladrões e traficantes. Um estaleiro os livraria dos bandidos e vagabundos. 
Em outra ocasião, deram-me o exemplo de um estaleiro que, chegando numa praia parecida com aquela, gerou emprego e renda, transformando de tal modo a vida do povo que muitos de seus habitantes, em pouco tempo, já possuíam automóvel. Pareciam arautos de Deus, reunidos em uma assembléia do Olimpo, esses que falavam envergando paletós. Munidos de números e palavras técnicas, despejavam argumentos, demonstravam absoluta convicção no que diziam, embora alguns deles fossem ainda muito jovens. Como se tratava de grave questão e houvesse resistência, pois afinal não se condena todo dia uma praia com sua cultura ao desaparecimento, a maioria lavou as mãos e passou a responsabilidade aos técnicos. Caberia à ciência, essa nova religião, a palavra final. Os órgãos responsáveis pelo meio-ambiente dariam a palavra final. Assim estaria garantida a assepsia e a neutralidade da decisão, embora não estivessem esquecidas de todo as manchetes nos jornais dando conta de casos graves de corrupção comprometendo decisões e laudos técnicos dos citados órgãos. 
No sábado fui visitar o Titanzinho. Ver para crer, ouvir com meus próprios ouvidos. Levei uma caderneta e uma máquina fotográfica. Voltei a ser repórter. Fui direto ao assunto. Anotei primeiro o que estava escrito em um muro de frente à praia. Tinha tudo a ver: “Contaram-me que os peixes não se importam de serem pescados, pois tem o sangue frio e não sentem dor. Mas não foi um peixe que me contou isso.” Havia um recital de poesia promovido pelo Grupo Chocalho com a participação de rappers locais. Alguns contaram em versos a história das lutas dos moradores para não serem despejados do Bairro Serviluz. Outro falou a propósito da ameaça da instalação do estaleiro na praia do Titanzinho: “Querem arrancar um pedaço do meu coração!”
As pessoas comentavam desconfiadas as promessas de emprego e renda advindas do estaleiro. Anotei uma fala: “- Quando construíram este porto aqui, com todas essas empresas, também prometeram emprego para o povo do bairro.” A propósito, o estaleiro citado acima, gerador de tantas maravilhas, fica em Pernambuco, em zona rural bem distante do Recife, local apropriado, portanto, longe dos centros urbanos, lugar bem diferente de um “santuário” da cultura praieira, como o Titanzinho.
Lourdes Macena, presidente da Comissão Nacional do Folclore, contou-me que Tita Tavares, depois de conquistar algumas medalhas internacionais no surf, recebeu em sua casa a visita de uma jornalista, que comentou: - Tita, agora você poderá sair do Titanzinho e ganhar o mundo! - Como, se todo o meu mundo está aqui?! Ela respondeu.
O povo do Serviluz não pode abrir mão de seu mundo. O Titanzinho é patrimônio natural e cultural da cidade. É chão sagrado, é mar sagrado, onda de Tita Tavares e de outros Titãs. É tesouro vivo de Fortaleza. A lógica da economia não pode justificar sua destruição.
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* Oswald Barroso é jornalista, professor, poeta e teatrólogo.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Programação da Bienal

Dia 10 de abril:

Sala
As Três Marias (Auditório B1) 
16h às 18h – Mesa 3: Avaliação da Pré-Conferência Setorial do Livro, Leitura e Literatura e da II Conferência Nacional de Cultura. Presença do Nordeste
Galeno Amorim – Diretor do Observatório do Livro
José Castilho Netto – Secretário Executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura
Felipe Lindoso – Consultor do Instituto Pró-Livro
Tarciana Portela - Chefa do Ministério da Cultura Regional Nordeste
Mediação: Kelsen Bravos - delegado Cadeia Mediadora pelo Ceará para Pré-Conferência Setorial da Cultura

Entrevista a Wesley Rodrigues, de Sobral

Recebi do Wesley Rodrigues (foto), um leitor de Sobral, duas solicitações, uma refere a minha biografia, outra para responder a algumas perguntas. Ele é uma pessoa muito ligada à cultura, participa do Fala Garotada, um programa de rádio-escola promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Sobral, sob a coordenação da professora Andreia Ferreira Santos (foto), a quem admiro pela sensibilidade e dedicação, um exemplo de educadora.

Vamos à breve entrevista:
Olá, Kelsen, fale de sua biografia, onde você nasceu e morou?
 Olá, Wesley, nasci em Fortaleza, num bairro chamado Parangaba,  aos 45 minutos do dia 27 de outubro de 1961, em casa mesmo, pelas mãos de uma parteira, chamada Aracy, e do doutor Pinheiro. Ela ajudou a muitos da minha família a nascer. Minha casa ficava na avenida da Liberdade (hoje chama-se avenida Carneiro de Mendonça), bem próxima à lagoa que batiza o bairro. Morei nesta casa até os 15 anos. Fomos para o Montese e depois retornamos a Parangaba. Mas logo fiz morada longe da casa paterna no Benfica, que abriga universidades e vários equipamentos culturais, é um bairro boêmio, cultural, refiro-me a ele como o pecedobê (PCdoB), ou seja, o Polo Cultural do Benfica, onde conheci bons amigos e amigas, e namoradas, e tive uma vida bem agitada, lia muito, escrevia muito, conferia as peças, filmes e shows, cursava faculdades (Letras na UECE e Estatística na UFC) e organizava (ou desorganizava) o movimento. Profissionalmente segui o rumo das Letras. 

Qual o nome de seus pais?
Meu nome completo é Kelsen Bravos da Silva, Bravos vem da minha avó materna (Luíza), antes era Bravo; mas quando ela casou com meu avô (Laurino) colocou um S no fim e ficou Bravos. O Silva vem de meu avô paterno (Marcos) que casou com minha avó (Maria) e tiveram vários filhos, entre eles Francisco Pereira da Silva, meu pai, que aos 15 anos entrou na Marinha do Brasil para lutar na 2ª Guerra Mundial e seguiu carreira, e hoje, aos 82 anos, é um oficial superior, quando jovem se apaixonou por Lucimar Bravos da Silva, com quem casou e teve dois filhos, o segundo deles sou eu. De minha mãe trago o carinho e espírito cristão, até hoje me encanto com suas discretas orações, murmuradas ao ritmo do passar das contas de seu católico terço.
Você se casou?
Sou casado e tenho uma filha de um ano e oito meses, Luísa Moura Bravos, linda, pois graças a Deus puxou à mãe (Lidiane Moura). Moramos em Fortaleza, perto da lagoa da Parangaba?
O que incentivou você a fazer o livro Serelepe e bem-me-quer?
Desde sempre gosto de animais, cachorros são meus preferidos (criei ao todo 28 deles, até agora). Adoro passarinhos. As borboletas são das mais perfeitas criaturas de Deus, reparem só nelas, são perfeitas. O jardim sempre habitou minha imaginação, quando criança (e hoje também) passava horas e horas no meio das plantas observando desde as raízes até suas folhas e flores, as minhocas, as formigas, as aranhas, as abelhas...  Esses personagens me são pessoas muito importantes. Vivi, presenciei muitos fatos ocorridos em jardins. Tenho muitos escritos sobre eles, o Serelepe e Bem-me-quer é um deles.
Como você virou escritor?
Ser escritor é compartilhar idéias e emoções. Eu sempre li muito desde cedo. Ler para mim era (é também ainda) uma brincadeira e tanto. Através da leitura conheci e conheço muita gente e lugares distantes, gente que já nem está nesse plano, que viveu num passado longínquo. A leitura fortalece a nossa vontade de aprender. Aprender, você sabe, começa com a capacidade de se surpreender com as coisas. O mundo ter quase sete bilhões de pessoas, por exemplo, me surpreende. Queria conhecer cada uma delas. Como não posso encontrar tanta gente assim, um jeito de facilitar esse encontro foi ler muito e escrever. Em relação a ler eu já falei, quanto a escrever, está dando certo, pois por causa dos meus livros, encontrei você aqui e a gente está se conhecendo mais um pouco. Ter um livro publicado é também uma forma de ficar eterno, não é mesmo? Então eu me sinto assim mais ou menos eterno sendo escritor, virei escritor na esperança de ser eterno e para atingir esse objetivo primeiro me tornei leitor. 
Das histórias que você escreveu, gostou mais de qual? Por quê?
Eu já escrevi muitos livros; mas publiquei poucos. Além do "Serelepe", tenho publicado "Palavras ao vento", "Toctelecoteco da Vovó", "A família Pintassilgo", "Batatão, a lenda da lagoa do Tapuio", "Ventos da esperança", "Papai no trabalho",  "Papai no trânsito", "Papai na comunidade" e "O Grão e a Estrela Cadente". Com meus livros quero afirmar o amor que sinto pelas pessoas, pelas coisas e seus lugares. Amar significa não deixar morrer, então os meus livros são uma forma de eu dizer: vamos amar uns aos outros e amar nossos lugares, as coisas e todas as outras formas de vida, as plantas e os animais. Não podemos deixar morrer nossas idéias, nossas emoções, a natureza, as pessoas (ou a lembrança delas)... não podemos deixar morrer nossa cultura. Nesse sentido, creio, estar dando certo, pois recebo muitas cartas elogiando os livros. Gente dizendo que se tornou um defensor da natureza depois de ler o “Batatão”, que tomou banho de lagoa, coisa que nunca havia feito. Também sobre o “Toctelecoteco” recebo muitos comentários, muitos já me disseram que passaram a observar com mais carinho o trabalho da mulher rendeira, que redescobriram as brincadeiras de carretilha, de soltar arraia, brincar de jangadeiro, e que passaram a gostar mais ainda de baião-de-dois e de dançar baião, de ir às feiras livres, de soltar palavras ao vento (tem gente que lê ou declama poesias bem bonitas ao pôr-do-sol, para o vento levá-las e emocionar as pessoas). Leitores me disseram estar mais atentos à segurança do trabalho, à preservação da natureza, e quem leu "O Grão", além de se apaixonar, se interessou mais sobre as lendas e cenários de seu lugar. Isso é ou não uma forma de a gente amar nossa cultura e as pessoas?  E meus livros estão proporcionando isso, todos eles, toda vez que os releio descubro algo que me faz mais gostar deles. Amo todos eles, cada um do seu jeito, para mim os livros são pessoas.
  






Tatu-bolinha

quarta-feira, 24 de março de 2010

Prêmio Vivaleitura 2010 para destacar ações de fomento à leitura

Em Brasília, no dia 22 de março, os Ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC), a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e a Fundação Santillana lançaram a quinta edição do Prêmio Vivaleitura. Os trabalhos podem ser inscritos em três categorias: Bibliotecas (públicas, privadas ou comunitárias), Escolas (públicas ou privadas) e Sociedade Civil (empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais). A premiação - no valor de R$ 30 mil para os vencedores de cada categoria - irá contemplar ações que estimulem, fomentem e reconheçam experiências relacionadas à leitura. As inscrições estão abertas até 2 de julho. Leia mais...


Fonte: Ministério da Cultura

sábado, 20 de março de 2010

Chá de Palavras na Dolor Barreira

Chá de Palavras
Um fim de tarde. Chá e biscoitos. Literatura. Essa é a proposta do Chá de Palavras, bate-papo com um convidado que acontece na Biblioteca Dolor Barreira. No menu, escritores, poetas, ilustradores, professores, músicos, cineastas, diretores, atores, ou seja, artistas que trabalham da  palavra, batem um papo com o público sobre sua trajetória e sua relação com a linguagem, ultrapassando os limites didáticos da Literatura e buscando relacioná-la com outras formas de dizer, de pensar, de ser.
Sempre às 17h, o Chá de Palavras é mediado por Urik Paiva (foto). Confira a programação:

Dia 22 de Março
O traço da palavra e o traço da imagem, com Simone Barreto
Imagem e palavra num entrelace poético. Traços e trilhas de uma ilustradora em busca de retratar a vida e o tempo.

A desenhista: Simone Barreto (foto) nasceu em 1984, Fortaleza, onde vive e trabalha. Graduada em Artes Plásticas, suas experimentações (desenhos, bordados e intervenções) possuem uma poética que se volta para o tempo, o corpo, o indivíduo, a intimidade e a memória,  em  trabalhos onde palavra e imagem são entremeados em cadernos e tecidos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Clube de leitura do Eusébio promove festa do livro, leitura, literatura e da cidadania na Casa do Povo

Os professores do município de Eusébio realizaram histórico evento para literatura cearense. No dia 5 de março de 2010, na Câmara Legislativa do Município, ocorreu o 1º sarau  literário do Clube de Leitura Tapioca das Letras. O evento, que teve a iniciativa da Secretaria Municipal de Educação do Eusébio, marcou a consolidação das ações de leitura propostas pelo Eixo de Literatura Infantil e Formação de Leitores do Programa Alfabetização na Idade Certa. A Casa do Povo foi literalmente ocupada pelo povo para a festa do livro, da leitura e da cidadania. Leia mais...

terça-feira, 16 de março de 2010

As conquistas do Povo do Livro, Leitura e Literatura na II CNC

A II Conferência Nacional de Cultura (IICNC) representou eloquentes conquistas da democracia brasileira, a primeira delas foi a aprovação por unanimidade das propostas provenientes das pré-conferências setoriais das áreas de Arquitetura, Arquivos, Arte Digital, Artes Visuais, Artesanato, Audiovisual, Circo, Cultura Afro-brasileira, Culturas Indígenas, Culturas Populares, Dança, Design, Livro, Leitura e Literatura, Moda, Museus, Música, Teatro, Patrimônio Material e Imaterial.

O Setor do Livro, Leitura e Literatura

Dentre as 32 propostas prioritárias definidas na II CNC, o item 101 merece destaque especial, pois garante a sustentabilidade a bibliotecas públicas (urbanas e rurais) reivindicada pela setorial do Livro, Leitura e Literatura. Veja o que diz o item 101 do Subeixo 2.2:  

SUB–EIXO: 2.2 - Memória e Transformação Social
101 - Incluir na agenda política e econômica da União, estados, municípios e no Distrito Federal o
fomento à leitura por meio da criação de bibliotecas públicas, urbanas e rurais em todos os Municípios, com fortalecimento e ampliação dos acervos bibliográficos e arquivísticos, infraestrutura, acesso a novas tecnologias de inclusão digital, capacitação de recursos humanos, bem
como ações da sociedade civil e da iniciativa privada,com objetivo de democratizar o acesso à
cultura oral, letrada e digital.


As propostas dos cinco eixos da Setorial do Livro, Leitura e Literatura
As propostas dos cinco eixos da Setorial do Livro, Leitura e Literatura, aprovadas por unanimidade pela plenária da II CNC, são estas:

EIXO 1: PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURAL
Instituir legislação que garanta a continuidade e ampliação de políticas e programas de fomento à leitura e literatura, considerando a diversidade da criação literária das regiões.

Uma legislação para garantir a diversidade da criação literária das regiões e democratizar as oportunidades é fundamental, afinal o Brasil fortalece cada vez mais sua cultura quando vai além do pensamento sudestino.

EIXO 2: CULTURA, CIDADE E CIDADANIA
Garantir para toda a população urbana e rural, em sua diversidade, a criação, manutenção e a sustentabilidade de bibliotecas públicas, comunitárias, itinerantes e escolares da rede pública e outros espaços de leitura, com quadro de profissionais qualificados que permitam o acesso à leitura literária, científica e informativa, em seus diversos suportes (livros, jornais, revistas, internet, livro acessível, em Braille, audiolivros, equipamentos visuo-espaciais etc.), informatizadas, em rede, integradas e dinamizadas por mediadores de leitura.

Não só a criação de bibliotecas públicas e outros espaços de leitura em zonas urbanas e rurais, mas também garantir o emprego de profissionais qualificados bem como a sustentabilidade desses, num sentido amplo, espaços de leitura contemplando as mais diversas linguagens e públicos. Essa diretriz atende reivindicação histórica da cadeia mediadora, embora seja apenas o começo.

EIXO 3: CULTURA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Promover a formação de leitores, produtores de texto e mediadores de leitura, visando erradicar o analfabetismo funcional e não funcional, elevando o índice de letramento, a sinalização (libras) e braile, da população, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento de um pensamento crítico que articule produção cultural sustentável, consciência ambiental e preservação das identidades e territórios culturais, favorecendo o patrimônio natural, material e imaterial, condição básica para o exercício pleno da cidadania.

Essa diretriz garante por meio da formação, da educação a sustentabilidade e o desenvolvimento cultural. Coloca a Educação como ponto de partida do execício pleno da cidadania.



EIXO 4: CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA
Garantir e promover a produção local (autores, editores, livreiros), compreendendo a preservação desses como prioridade de segurança intelectual e cultural nacionais; ampliando os recursos do FNC que visem principalmente o financiamento de projetos editoriais de relevância, onde o custo do livro facilite o acesso à leitura e ao conhecimento; garantir a difusão, circulação, capacitação e distribuição das produções regionais; estabelecer tabelas especiais para remessa dos livros junto
aos Correios (carimbo apoio cultural dos correios/política pública dos Correios para a redução de tarifas); garantir linhas de créditos acessíveis para a cadeia produtiva do livro (editoras, livrarias e distribuidoras) e para os leitores e também autores independentes; criar leis que regulamentem os mecanismos de comercialização, distribuição e circulação da produção editorial nacional e regional como forma de traduzir a bibliodiversidade e as cadeias produtivas e criativas do livro locais. Garantir como orientação do MinC a exigência de um mínimo de produção local em estoque e em exposição nas livrarias, bem como na composição de acervos das bibliotecas públicas.

Uma diretriz que contempla todo o contexto da cadeia produtiva, à medida que revindica melhores condições de criação, produção, distribuição e venda, bem como os seus necessários financiamentos.


EIXO 5: GESTÃO E INSTITUCIONALIDADE DA CULTURA
Consolidar o PNLL, por meio de mecanismos legais e da garantia dos recursos orçamentários; criar o Instituto Nacional do Livro, Leitura e Literatura, e incentivar a implantação de planos e fundos estaduais e municipais, mediados pelos Conselhos Estaduais e Municipais de Política Cultural, assegurando o controle e a participação social e criando um sistema de condicionamentos e contrapartidas previstas nos demais programas sociais do governo federal para as instâncias responsáveis pela institucionalização das políticas públicas; Fortalecimento do sistema nacional de bibliotecas públicas.

A criação dos Institutos Nacional, Estadual e Municipais do Livro, Leitura e Literatura compromete essas instâncias de gestão pública com os objetivos e metas do PNLL e assegura a participação social e o controle promovido pela sociedade civil tendo por apoio de fiscalização e controle os mecanismos legais e os critérios de distribuição dos recursos orçamentários.
 

Agora é fazer valer
Uma vez conquistadas as reivindicações cabe a todos nós fazer valer o que está ora posto, para tanto devemos galvanizar forças, encaminhar projetos, disseminar as propostas, executar projetos, avaliar e propor mudanças.

segunda-feira, 15 de março de 2010

As principais propostas da II Conferência Nacional de Cultura

Após três dias de debates, os participantes da II Conferência Nacional de Cultura (CNC), realizada em Brasília, elegeram as 32 prioridades que nortearão as políticas públicas para o setor.
Fonte:http://blogs.cultura.gov.br/cnc/2010/03/14/conheca-as-32-propostas-prioritarias/

quinta-feira, 11 de março de 2010

Felipe Lindoso: O Brasil pode ser um país de leitores.


Durante a pré-Conferência Nacional de Cultura, o antropólogo Felipe Lindoso concedeu entrevista sobre a importância dos professores para a consecução dos objetivos de transformar o Brasil num país de leitores e nesse sentido destaca positivamente a iniciativa da formação de clubes de leitura entre os professores do Ceará.

Saiba mais...
O BRASIL PODE SER UM PAÍS DE LEITORES? - Política para cultura, Política para o livro
Felipe Lindoso, antropólogo, jornalista, editor, diretor de relações institucionais da Câmara Brasileira do Livro, consultor do Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe da UNESCO, do Instituto Itaú Cultura,  apresenta um histórico da indústria editorial no Brasil e, com agradável texto, analisa todo o conjunto de ações inerentes à transformação do livro em um produto de consumo, destacando que o consumo de livros é diferenciado dos demais produtos quanto aos resultados que traz para os indivíduos e para o país.  Destinado a um público amplo - dos estudantes de editoração até os dirigentes de classe do setor e os governantes, incluindo, também, todos os consumidores de produtos culturais, O Brasil pode ser um país de leitores? consiste numa excelente e fundamental leitura. (KB)
Ficha técnica do livro:
Summus Editorial
ISBN 9788532308603


Ouça podcast com Felipe Lindoso.
Para ler mais do autor visite:
Associação Cultural Basílio da Gama.

Amigos do Livro

terça-feira, 9 de março de 2010

Fabiano dos Santos: a festa do livro, leitura e literatura


Fabiano dos Santos, diretor do Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, destaca a importância dos clubes de leitura para a formação integral das pessoas.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Notícias do Ministério da Cultura

O diretor do Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piúba, coordenou os trabalhos de Fortaleza por meio de uma videoconferência. Ele apresentou a evolução do marco legal na área, como a criação do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) em 2006, e destacou as políticas do MinC para o fortalecimento do setor como as propostas de criação do Fundo Pró-Leitura e do Instituto Nacional do Livro, Leitura e Literatura. Leia mais

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2010/01/27/pre-conferencias/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

PROPOSTAS DIRETRIZES À CADEIA MEDIADORA E FORMADORA

Na qualidade de delegado para a Pré-Conferência de Livro, Leitura e Literatura, como representante da cadeia Mediadora da Leitura do Estado do Ceará, eleito por meus pares, no dia 25 de janeiro de 2010, durante a Assembleia Estadual do Livro e da Leitura, em Fortaleza, apresento as seguintes diretrizes à Cadeia Mediadora, resultado da contribuição de representantes dos mediadores da leitura, sob minha coordenação, em seminário promovido pela frente de profissionais (à época identificada como Fórum de Literatura do Ceará), que organizou o seminário "Os caminhos do Livro: do autor ao leitor," promovido em parceria com a Assembleia Legislativa do Ceará, em 24 e 25 de setembro de 2009, e que selecionou propostas oriundas de discussões da classe desde 2004, em encontros mensais, organizados pela Câmara Setorial e pela Câmara Cearense do Livro até o ano de 2006. Ei-las:

 
  • Provocar políticas de incentivo e apoio a livrarias e outros espaços de leitura no desenvolvimento de projetos de atividades culturais e de mediação de leitura;
  • Articular as ações de leitura no Estado com a participação da Secretaria de Cultura, Educação, Turismo, Juventude, Ação Social, outras instâncias governamentais e entidades da sociedade civil buscando a intersetorialidade, a formulação participativa de políticas públicas e tratando o fomento à leitura como política de estado;
  • Garantir que o Estado e cada município criem seus respectivos planos Estadual e Municipal do Livro e da Leitura com base no Plano Nacional do Livro e da Leitura;
  • Promover audiências públicas específicas para discutir o Instituto do Livro e da Leitura do Estado do Ceará dada a importância estratégica dessa entidade;
  • Discutir e promover uma consistente formação de leitores no Estado a partir da reformulação e criação de políticas educacionais e culturais que tenham o livro e a leitura como foco principal (a partir de hoje com ações a longo prazo);
  • Discutir e promover uma consistente formação continuada de professores formadores de leitores no Estado (a partir de hoje com ações a médio prazo);
  • Discutir e promover uma consistente formação continuada de mediadores da leitura em diversos âmbitos da sociedade – bibliotecários, contadores de estórias, mediadores de clubes de leitura e outros promotores de leitura (a partir de hoje com ações a curto prazo);
  • Propor a criação e\ou readaptação arquitetônica dos espaços públicos que propiciem o conforto do leitor e garantam uma leitura prazerosa;
  • Incentivar a leitura em comunidades em condições de vulnerabilidade social;
  • Promover a leitura em espaços não convencionais, além das bibliotecas e salas de aula;
  • Mapear as ações relacionadas à leitura existentes no Estado com a criação de uma rede de ações e de um banco de dados constantemente atualizado;
  • Transformar as ações exitosas relacionadas à leitura em políticas públicas;
  • Fortalecer a comunicação através de um portal eletrônico com o intuito de divulgar as ações de fomento à leitura de maneira articulada e organizada;
  • Mobilizar e comprometer setores públicos e políticos no sentido de fomentar e apoiar ações relacionadas aos autores, à leitura, ao leitor e ao livro;
  • Criar oficinas do livro e de criação literária;
  • Criar os Quiosques do Livro nos mais variados espaços públicos adotando uma identidade arquitetônica favorável à prática leitora;
  • Garantir a melhoria das bibliotecas públicas;
  • Garantir a melhoria das bibliotecas escolares infra-estrutura adequada e a formação do responsável enquanto mediador da leitura;
  • Permitir o acesso da comunidade à biblioteca escolar como espaço da leitura com segurança e conforto propício à prática leitora;
  • Transformar o bibliotecário das bibliotecas públicas e escolares em mediadores da leitura;
  • Propor programas de fomento à leitura na zona rural, a exemplo de: Arca das Letras do MDA;
  • Propor programas de fomento à leitura em lugares não convencionais;
  • Garantir a continuidade do Projeto Agentes da Leitura como política pública permanente;
  • Descentralizar as ações da Bienal do Livro levando-as para bairros e outros municípios;
  • Criação de células de leitura principalmente nas indústrias;
  • Fomentar a geração de mercado para os bibliotecários;
  • Fomentar a criação de novos cursos de Biblioteconomia no estado do Ceará;
  • Disponibilização de livros de domínio público em site.

 
Encaminhamentos:
1.   Propor a criação do Instituto Estadual do Livro e da Leitura, uma instituição cujo objetivo seja executar as políticas e as ações do Livro, Leitura e Literatura no Estado.
2.   Propor a criação, em cada município, do Instituto Municipal do Livro e da Leitura, uma instituição cujo objetivo seja executar as políticas e as ações do Livro, Leitura e Literatura no município em articulação com seus similares bem como os de nível estadual e federal.

Observação:
Mais contribuições serão muito bem-vindas

Kelsen Bravos da Silva
Cadeia Mediadora do Ceará

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Livro que salva vidas

Eivado de sensibilidade e afeto entre pais e filhos, Papai no trabalho estimula as crianças e, por consequência, toda a família para o cuidado e uso dos equipamentos de segurança que salvam a vida dos eletricistas. Um ato de amor, no sentido de que amar é não deixar morrer.

A cidade é sua morada?

Papai na comunidade associa o conhecimento profissional à ética do conviver em comunidade, estimula à participação social e fortalece a autoestima do eletricista, cujo conhecimento sensibiliza os vizinhos e estudantes a repensarem suas práticas de consumo e descarte cotidianas e adotarem o desenvolvimento sustentável como forma de garantir um meio ambiente saudável e disponível à atual e às futuras gerações. Um ato de amor, no sentido de que amar é preservar.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O que você faz no trânsito?

Em Papai no trânsito, o eletricista aconselha um jovem vizinho motociclista a ter tolerância zero contra a insegurança e o convida a participar de um passeio ciclístico com direito a piquenique ecológico, promovido pela comunidade, e a muitas atividades de plantio, limpeza e conservação da natureza, além de leitura e contação de histórias.
Um ato de amor a si mesmo e ao próximo.

Políticas Públicas para o Livro, Leitura e Literatura


A Regional Nordeste reuniu-se virtualmente para debater o Plano Nacional do Livro e Leitura. A discussão está posta para a II Conferência Nacional de Cultura. Sete estados nordestinos participaram da Videoconferência pela manhã e tiraram as dúvidas sobre o Plano e a Conferência. À tarde, a programação foi um momento de reflexão e elaboração de estratégias e proposições baseadas nos eixos temáticos da Conferência Nacional de Cultura - CNC. Houve também a eleição de representantes estaduais da sociedade civil para a CNC. Foram eleitos 3 delegados da sociedade civil, em Fortaleza. Na Cadeia Produtiva, Mileide Flores é a delegada e Francílio Dourado, o suplente; já na Cadeia Criativa, Almir Mota ficou como delegado e Luiza Helena Amorim, na suplência; para a Cadeia Mediadora, Kelsen Bravos foi eleito delegado e Silvia Maria de Paiva, suplente.


O encontro ocorreu no dia 25 de janeiro, das 9h às 17h, em todas as salas do BNB das capitais da região com os seguintes objetivos:

- avaliar o Plano Nacional de Livro e Leitura;

- eleger três delegados da sociedade civil (e suplentes) e obter a indicação das Secretarias de Cultura dos Estados de um delegado (também com suplência) para a Pré-Conferência de Livro, Leitura e Literatura;

- propor estratégias do setor, baseadas nos eixos temáticos da II Conferência Nacional de Cultura.


As proposições do Ceará por eixo de ação para o Plano do Livro, Leitura e Literatura foram as seguintes:



EIXO 1
Produção simbólica e diversidade cultural (produção de arte e de bens simbólicos, promoção de diálogos interculturais, formação no campo da cultura e democratização da informação).

PROPOSIÇÃO:
Valorizar a diversidade cultural das manifestações folclóricas, da cultura popular e de personalidades históricas como um meio de fortalecimento das identidades nacional e regionais do Brasil, através da difusão e de intercâmbios da literatura brasileira (oral e escrita), prioritariamente, com as culturas dos países da América Latina e da África, favorecendo o acesso aos diferentes públicos com ações de formação e de fruição.

EIXO 2
Cultura, cidade e cidadania (cidade como espaço de produção, intervenção e trocas culturais, garantia de direitos e acesso a bens culturais)
PROPOSIÇÃO
Promover em espaços convencionais (bibliotecas públicas, comunitárias, centros culturais) e não convencionais (estações, hospitais, supermercados) o acesso ao livro e à leitura, por meio da disponibilização de acervos e da promoção de eventos de caráter literário e cultural, como forma de apropriação da cidade e de empoderamento dos bens simbólicos do livro e da leitura pelos cidadãos.

EIXO 3
Cultura e desenvolvimento sustentável (a importância estratégica da cultura no processo de desenvolvimento)
PROPOSIÇÃO
Ampliar, fortalecer e garantir a continuidade dos programas (pontos de cultura, pontos de leitura, agentes de leitura, alfabetização na idade certa) como políticas públicas de Estado, mantendo e favorecendo a criação de espaços que contribuam para a erradicação de analfabetismo, formação de leitores como processos de inclusão social que propiciem o desenvolvimento sustentável, a intersetorialidade e a interface entre o Estado e os diferentes segmentos sociais.

EIXO 4
Cultura e economia criativa (economia criativa como estratégia de desenvolvimento)
PROPOSIÇÃO
Fortalecer as cadeias criativa e produtiva do livro por meio da facilitação do acesso a mecanismos de financiamento para pequenas e médias editoras, livrarias, distribuidoras, gráficas e processos de produção de autores independentes, bem como a ampliação e manutenção das políticas de editais, os programas de capacitação e qualificação profissional, visando a sustentabilidade ao desenvolvimento da economia criativa do livro e da geração de emprego e renda.  

EIXO 5
Gestão e institucionalidade da cultura (fortalecimento da ação do Estado e da participação social no campo da cultura)
PROPOSIÇÃO
Garantir a institucionalidade da política de livro e de leitura por meio da aprovação e regulamentação das leis, planos, sistemas, bem como implementar e executar planos estaduais e municipais de livro e de leitura, por meio de instâncias participativas, programação orçamentária própria e estabelecimento de critérios de relações federativas.

Leia mais em Mais Cultura.

domingo, 24 de janeiro de 2010

CONHECENDO RACHEL DE QUEIROZ

CURSO DE EXTENSÃO
“CONHECENDO RACHEL DE QUEIROZ”
2010 – O ANO DE RACHEL DE QUEIROZ
LEI ESTADUAL N° 14.466, DE 15.09.09 (D.O. DE 09.10.09)

 Venha conhecer melhor a escritora cearense Rachel de Queiroz
e debater suas obras com vários pesquisadores,
em comemoração ao centenário de seu nascimeto.
Local: Auditório do Centro de Humanidades da UECE
Av. Luciano Carneiro, 345, Bairro de Fátima
De 03 de fevereiro a 31 de março de 2010
(todas as quartas-feiras, de 17h às 19h)
Inscrições: De 25 de janeiro a 03 de fevereiro
Secretaria do Centro de Humanidades - 3101.2026
R$: 10,00 (Com direito a fotocópias e a certificado de 30h/a)



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Leitura da semana: A Carta de Pero Vaz de Caminha

“Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro
dia de maio de 1500.” Assim termina o primeiro documento português sobre este pedaço de mundo à época chamado, pelos nativos, Pindorama. Daí ser considerada a “certidão de nascimento”, marco inicial da literatura no hoje chamado Brasil. Trata-se da Carta escrita por Pero Vaz de Caminha a el rei dom Manuel, dando a “notícia do achamento desta Vossa terra nova”.Podemos conferir a visão do europeu sobre a cultura dos nativos, e constatar qual motivo dos lusitanos em relação ao “Novo Mundo”, que não era outro senão a busca desenfreada pela riqueza, pelo ouro. O texto descreve muito bem a beleza natural, o tipo físico dos nativos (os.. “homens da terra ...: mancebos e de bons corpos.... pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma.” E as ...” moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam.”) e a diversidade vegetal (em se plantando tudo dá) e animal. E também primeiro pedido de favorecimento oficial.

Leia em Domínio Público