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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Mineiraço

Dilma Housseff, presidenta do Brasil, assumiu com o movimento Bom Senso Futebol Clube ouvi-lo para planejar mudanças na organização, estrutura e funcionamento de nosso futebol. Creio, tal qual você (que vê, por oportuno 7 x1, a chance de dedetizar a CBF), não haver momento mais propício para tanto. 

A goleada do Mineiraço não foi a derrota dos meninos jogadores (acabei de rever o jogo) e sim da cultura imposta por cartolas, segundo interesses de patrocinadores que financiam até vaias contra a Nação Brasileira. 

A Copa do Mundo de 2014 no Brasil está a nos provar muito e constatar que somos capazes sim, de norte a sul deste imenso país, de organizar e fazer acontecer de forma eficaz eventos internacionais de tamanho porte; nos prova, sim, que, ao contrário do estigma acolhido pela elite econômica daqui, não aceitamos corrupção e fiscalizamos, prendemos e julgamos corruptos como os da máfia dos ingressos. 

Ainda haverá mais mudanças, estejamos todos atentos. É um dever nosso, sim, de cada um dos 200 milhões de brasileiros, de cada um dos profissionais (sérios) do futebol no Brasil, incluindo os formadores (sérios) de opinião. 

Sobre o jogo, a meninada jogou muito bola, caso tivessem convertido em gol as chances criadas, o jogo estaria empatado. A Alemanha foi mais eficaz, tem uma equipe entrosada, nela predomina o senso coletivo, reflete organização, planejamento e estrutura de uma cultura futebolística decerto bem distinta da que impera na CBF. 

Aprendamos com o revés, pois ele é professor e professor deve ser valorizado e respeitado, quem não o faz está fadado ao fracasso. É isso!

domingo, 25 de agosto de 2013

A dengue na copa - Tostão

Reproduzo aqui a coluna do articulista Tostão, publicada no Jornal O Povo.

Epidemia de incompetência

25/08/2013 - ESPORTE - OPOVO

Tudo o que fiz e faço poderia e deveria ter feito melhor. Minha consciência crítica me marca de perto. Não consigo driblá-la. Quando acho que está tudo bem, ela mostra minha limitação e incompetência.

Apesar das facilidades e amplas possibilidades que a tecnologia e o mundo atual nos proporcionam, tenho a impressão, e posso estar enganado, que existe uma epidemia de incompetência, para as pequenas e as grandes coisas, no futebol e em todos os lugares. Felizmente, há muitas exceções.

As pessoas realizam muito, trabalham muito, criam muitas novidades, mas poucas têm preocupação, prazer e responsabilidade em fazer bem feito.

O trânsito é caótico, o serviço de saúde, de educação e de transporte não funcionam, a pizza que peço pelo telefone chega fria, restaurantes caríssimos costumam atender mal, as pessoas compram ingressos para o jogo, pela internet, e ainda têm de enfrentar longa fila para pegá-lo, o gramado do estádio novo de Brasília, de mais de R$ 1 bilhão, está péssimo, e milhares de outras incompetências diárias.

A falta de competência surge também em surtos. O competente técnico Mano Menezes, depois de cometer um erro contra o São Paulo, reconhecido por ele, errou novamente contra o Cruzeiro, ao escalar o jovem Samir de lateral-zagueiro. Ele ficou perdido. Não fez uma coisa nem outra. Fechava para o meio e deixava o corredor aberto para alguém do Cruzeiro entrar livre e cruzar. Assim saiu um gol e poderiam ter acontecido outros.

Espero que o técnico Tata Martino e o Barcelona tenham competência para escalar Neymar desde o início --ele é mil vezes melhor que Pedro e Alexis Sánches--, tratar bem as seguidas e preocupantes contusões de Messi, contratar um ótimo zagueiro, fazer o time sofrer menos gols de jogadas aéreas e, de vez em quando, marcar também gols feios. Se corrigir tudo isso, o time voltará a reinar no mundo.

Tiraram o salário e a casa (Engenhão) dos jogadores do Botafogo, mas não tiraram a dignidade e a competência do time, mesmo sem Seedorf.

O secretário de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza, disse ao jornal "O Tempo" que Minas terá nova epidemia de dengue às vésperas da Copa. Já imaginou dezenas de turistas com dengue? Ou um grande craque fora da final? Antes, a epidemia era apenas em alguns meses. Agora, em todo o ano. Em 2013, já foram 255 mil casos apenas no Estado, 12 vezes mais que em todo ano passado. Uma calamidade.
Todos sabem as causas (negligência do estado e dos cidadãos, interrupção de prevenção, chegada do vírus 4, falta de verbas, de agentes, e outras), mas nada se resolve. Tudo piora. É muita incompetência.

Seria um novo vírus a causa de tanta incompetência? Ou seria algo maior, que tenha a ver com o declínio do ser humano, cada dia mais vaidoso, contraditório, ambicioso, inseguro e violento?

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Arena Castelão - Copa 2014



A Arena Castelão Operadora de Estádio S/A, criada em dezembro de 2010, é uma sociedade de propósito específico com o objetivo de reformar de adequar, construir, manter e operar, as estruturas da Arena Castelão até o ano de 2018, com a pretensão de garantir a Melhor Arena da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™, com destaque na prestação de serviços e desenvolvimento da Arena Multiuso. Para ver mais clique em Arena Castelão .

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A COPA DO MUNDO E O DINHEIRO PÚBLICO

De R$9,46 bilhões para o projeto da COPA DO MUNDO de 2014, quanto caberá à cultura e a projetos sociais de proteção à criança, aos adolescentes e aos familiares deles.


A Copa do Mundo de 2014 virou tema cotidiano para a população fortalezense em 2009, principalmente depois de a cidade de Fortaleza ter sido eleita uma das sedes. O tema gera muita discussão, tanto em relação aos investimentos que serão realizados quanto à forma como serão feitos e a quem esses investimentos beneficiarão.



Fonte: Centro de Defesa da Criança e do Adolescente – CEDECA / Ceará

terça-feira, 25 de maio de 2010

Feudos e ouroboros

Alguns pontos de reflexão sobre fatos não tão associados entre si, a fim de abrirmos uma discussão sobre a geografia de nosso estado:


1. Feudos. No Ceará, uma característica medieval anda se reproduzindo, o surgimento de feudos disfarçados de condomínios. Pessoas se associam, compram vasta extensão de terra, erguem muralhas em volta e, no seu interior, constroem casas e outros equipamentos urbanos. Isolados e protegidos do mundo exterior que nada sabe do que se passa no interior dos muros feudais.

2. Violência. É sempre lamentável o grave episódio de assalto seguido de morte de um estrangeiro. Quase tão grave (embora proporcionalmente muito inferior) quanto os crimes de pedofilia e tráfico de droga trazidos por falsos bons turistas que acabam se instalando aqui, comprando terras e mais terras e associando-as em condomínios estrangeiros, erguendo muros de, no mínimo 5 metros, que demarcam verdadeiros feudos, onde nada se sabe do que se passa no interior desses "pequenos reinos". 

3. Controle e punição. O poder público precisa URGENTE tomar providências e regular a vida de quem aqui chega e é tão bem recebido, mas socialmente tantas mazelas trazem, embora - saibamos - haja grandes exceções, pois, entre os que chegam, pode-se até encontrar pessoas de bem. Entretanto as sequelas sociais dos que são criminosos refletem-se durante décadas, daí serem necessárias exemplares punições, caso contrário os impunes e as sequelas de seus crimes vão-se tornar eternos ao gerarem um Ouroboros do mau.

4. Maléfico Ouroboros. Uma sociedade divida em castas, definida pelo poder econômico, acaba gerando mazelas sociais como a violência generalizada. Temos aqui uma cobra mordendo o próprio rabo. A divisão social em "castas" econômicas é uma geradora de violência assim caracterizada: a mais rica tudo pode, as demais ficam com a sobra de tudo e existem algumas, sem poder econômico algum, que reagem com violência física contra o ofensivo poder de consumo ostentado pela mais privilegiada. Toda essa violenta necessidade de consumo se intensifica e se generaliza (em todas as classes sociais) com a presença das drogas. Os mais ricos se isolam em condomínios cercados por muralhas e esquemas de segurança. Alguns desses protegem as mazelas que geram toda essa violência. Como resolver esse problema que acaba afetando a todos? Ressalva: que seja considerado agravante o crime movido pelo "quanto mais tem mais quer".

5. Estado de Direito. Será que as mazelas sociais do turismo predador justificam as divisas econômicas por ele trazidas? Melhor não seria dizer um basta e criar severas leis e pôr a gestão de todo e qualquer empreendimento turístico em mãos brasileiras, com participação minoritária de investidores estrangeiros? Por que não fazer um censo e investigar constantemente o ir e vir de estrangeiros no Ceará? O que fazem, para onde vão, como vivem, quem são seus sócios, de onde vêm e, sobretudo, quando se vão? Não há exagero nessas questões em face dos imensuráveis danos sociais que nos têm causado. Ademais, se forem mesmo de bem, nada têm a esconder, pois assim somos tratados nos demais países e não lhes levamos mazela alguma. Se não forem de bem, eles, seus sócios e protetores, que todos sejam severa e exemplarmente punidos com eficácia e respeito ao Estado de Direito da República Federativa do Brasil.