segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Francisco Carvalho: poesia.

Praga do resenhismo, por Ruy Vasconcelos

O que nos falta no momento é exatamente precisão no uso das palavras, no jogo dos conceitos. Ou quem sabe o zelo por um português menos impreciso. Ou ainda um conhecimento de causa das formas fixas, rimas, ritmos, tropos. Matéria de poesia que vem antes do que o que se convencionou alardear como vanguarda. É como querer escrever um samba em feitio de vanguarda desconhecendo Noel, Assis Valente, Cartola, Nelson Cavaquinho, Ataulfo, Caymmi, Lupicínio. Como assim? Como escrever um samba sem saber de suas síncopes ou da malemolência dos bambas. (Leia mais em Afetivagem)

Imperdível

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A novidade em forma de tubarão-baleia



Em Fortaleza, pescadores arrastaram até a praia do Mucuripe, um espécime em extinção. Um Deus em forma de peixe, um tubarão-baleia; adulto, fica gigante, chega a medir 15 metros. Alimenta-se basicamente de plâncton. Impressionante como todos os não-carnívoros são enormes, seja da água ou da terra, baleia jubarte, hipopótamo, elefante, peixe-boi, o tubarão-baleia. Seres pacíficos, serenos, parecem chegados a um estágio predivino (se não já divino) da evolução das espécies.

Pois um deus desses foi arrastado por jangadeiros até a praia, chegou vivo. Em vez de reverências, falou mais alto a gana do lucro; bem mais alto do que a fome. Foi comprado por R$700,00, um filhote de oito metros, retalhado, e posto à venda por R$ 12,00 o quilo. Restam 585 quilos da carne desse Deus.

O Ibama apreendeu seus restos mortais, talvez multe o mercador e os pescadores do peixe grande (que feito!). É proibida a pesca do tubarão-baleia, porque está em extinção. Antes se podia matar os deuses sem culpa...

Verdade seja dita: não foram os jangadeiros os responsáveis pelo processo de extinção do peixe. Eles, porém, não deveriam ignorar Deus.

O corpo do Deus agora está fatiado em postas. A carne, o Ibama não tem onde conservar, tem logo de doar a instituições de caridade. Seu corpo agora são hóstias, há de alimentar a quem tem fome, enfim...

Leia mais...
Tubarão é capturado a 40km da costa
Filhote de tubarão-baleia de 4,5 m é pescado no CE
Ibama apreende carne de tubarão-baleia pescado no Mucuripe

Entrevista



Fui entrevistado por Mateus, integrante da Orquestra Nordestina do Instituto Grupo Pão de Açúcar de Desenvolvimento Humano (IGPADH) de Fortaleza. Conhecemo-nos quando eu coordenava e tutorava o programa Nossa Língua Digit@l/Comunicação, Expressão e Internet, na Casa Terra do Sol, sede dos programas do IGPADH. Era tão bom que vivíamos num clima de família, todos os cursos se integravam. O Mateus tornou-se habitué do NLD/CEI e nós não saíamos da sala da orquestra. Os ceilistas, como chamávamos os integrantes do curso que eu tutorava, faziam a cobertura "jornalística" da orquestra. Num clima de festa aprendíamos muito a colocar nosso conhecimento em favor da comunidade. Muitos participantes estão hoje em faculdades como monitores, assumindo a liderança em suas áreas, sobretudo na de comunicação. De repente, alegando ter muito gasto e pouco retorno de imagem, a cúpula do Grupo Pão de Açúcar resolveu dar fim à Casa Terra do Sol e a todas as Casas que mantinham no resto do país, deixou muitas famílias, cerca de seis mil por ano, sem o benefício social da educação comunitária. Só remanesceu dessa decisão a Orquestra Nordestina, ela dá mais visibilidade ao Grupo, os demais programas só beneficiavam a população.
Depois desse longo pretexto, eis a entrevista feita por Mateus a mim, para cumprir determinação de sua professora de literatura. Quem articulou a entrevista foi Iane Lara, que aparece na foto segurando Luísa, minha filha, depois de uma apresentação da Orquestra Nordestina no Extra-Lagoa, em Fortaleza.
Mateus: Que gênero você escreve?
Kelsen: Escrevo crônicas em blogs como o Evoé. São textos para um público bem heterogêneo. Escrevo também contos, lendas, fábulas, prosa poética e crônicas em livros para crianças.
Mateus: Como começou a escrever e por que acabou indo para esse gênero?
Kelsen: Antes de começar a escrever eu li muito, e continuo lendo bastante. Comecei escrevendo poesia. Gênero mais difícil, pois, em um poema, cada palavra deve ser uma constelação semântica. A experiência de fazer poesia, a exigência da expressão da palavra, esse trabalho na busca de harmonizar forma e conteúdo me foi importante na apuração do estilo. Acabei por preferir a poesia como um gênero só de leitura, pois sua escrita exige superconcisão. Eu gosto mesmo é de me espreguiçar na expressão ao escrever, mas não muito. Daí optar pela prosa, notadamente, a crônica e o conto. A crônica porque me obriga ao olhar cotidiano, adoro ver gente e o que a gente faz, a conformação ou a bagunça dos cenários, ver o inusitado no comum (isso é um olhar poético). O conto porque exige concisão também, não tanto quanto a poesia; trato-o, porém, como um "gênero poético" no apuro da expressão (quando consigo, faço prosa poética). Escrever prosa para criança é uma prática poética e exige mais do que a qualquer outro leitor extrema preocupação com a recepção, ou seja, o autor de textos para crianças tem de pensar nas crianças como leitoras, colocar-se no lugar delas (fazer um exercício de alteridade: colocar-se no lugar do outro). Quem escreve para outros públicos não se preocupa tanto com isso, principalmente o poeta, um egocêntrico por excelência. Então, por ser mais altruísta do que egoísta (egocêntrico), acabei optando pelo gênero que pratico.
Mateus: Há quanto tempo escreve?
Kelsen: Se for considerar desde os primeiros ensaios, escrevo há, pelo menos, uns 35 anos.
Mateus: Quantos e quais os livros que já escreveu?
Kelsen: Além de escrever livros, sou editor, e antes de ser editor fui revisor. Fiz preparação de originais e revisões de originais, de prova, heliográficas de muitos livros, mais de duas centenas. Publiquei de minha autoria muito pouco. O primeiro livro foi para crianças: Batatão – a lenda da lagoa do Tapuio. Respectivamente vieram a público: Palavras ao Vento, Ventos da esperança, Toquetelecoteco da Vovó, O Grão e a Estrela Cadente, A Família Pintassilgo e estão sendo finalizados Soldadinho-do-Araripe, Pai-Herói de Verdade, A luz do Exemplo, Guardiões da Natureza.
Mateus: Como é a vida de um escritor do seu gênero (se tem espaço, se tem prestígio...)?
Kelsen: A vida de escritor é muito interativa com seu público. Damos entrevistas, participamos de debates, de conversas com leitores. O espaço para a literatura infantil tem muito a crescer. Prestígio? "Palmas para que te quero?..." (escreveu Dina Sfatt). Bom mesmo é o carinho do público, o brilho no olhar das crianças, o sorriso franco delas. Tudo é conseqüência de muito trabalho. A pensar em prestígio prefiro focar-me no trabalho. O prestígio é filho do sucesso, que é fruto do trabalho, muito trabalho.
Mateus: O que tem a dizer sobre o interesse que as pessoas têm por leitura hoje?
Kelsen: As pessoas adoram ler. Muitas precisam apenas de um breve estímulo. Falo isso com a propriedade de quem trabalha muito pela leitura como forma de inclusão social na Casa do Conto. Nela respondo pelas capacitações de formadores e multiplicadores de contadores de histórias e da leitura, pelas Edições Casa do Conto, editora especializada em literatura para crianças, e pela Cultura Digital, todas as ações voltadas para o estímulo à leitura e produção de textos. A Casa do Conto atende por ano cerca de 50 mil pessoas, por meio de seis núcleos em Fortaleza e sete no interior.
Mateus: O que tem a dizer sobre a bienal do livro?
Kelsen: A Bienal Internacional do Livro do Ceará é um patrimônio cultural do povo cearense. Está na sua 8ª edição. Um evento que promove o livro e a leitura de forma democrática. Devemos todos prestigiá-la como uma das maiores conquistas da cidadania brasileira.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A poesia de Fabiana Guimarães

Tenho o grato prazer de lançar dois livros de Fabiana, um pelas Edições Casa do Conto, outro pela Seduc.
Ambos voltados para o público infantil.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Serelepe e Bem-Me-Quer



Mais um livro nosso a ser lançado em fevereiro, o ilustrador é Carlus Campos, o seu talento imprimiu graça e beleza, uma perfeita harmonia entre texto e imagem.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Civilização" europeia, versão filhos de Hércules



O brasileiro Guinga foi roubado e ao fazer queixas, foi surrado na Espanha. Eita que civilizaçãozinha cretina.

"O SindMusi, filiado à Federação Internacional dos Músicos, enviou o protesto abaixo para os principais meios de comunicação e solicitará que o mesmo seja reproduzido na Espanha pelo co-irmão SPME Sindicato Profesional de Musicos Españoles , também filiado à Federação Internacional.
João Bani - Diretor Social

Manifesto de Desagravo - Guinga

Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 2009.

O Sindicato dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro-SindMusi, vem protestar contra o inaceitável tratamento dado por funcionários da alfândega do Aeroporto de Barajas, em Madrid, Espanha, ao músico brasileiro Carlos Althier de Souza Lemos Escobar, o violonista e compositor GUINGA, que foi vítima de agressão física e moral por parte da polícia local, pelo simples motivo de ter solicitado auxílio na elucidação de um furto do qual fora vítima. Guinga teve seus documentos e casaco subtraídos na esteira de raio X do aeroporto, e seu pedido de providências a policiais espanhóis resultou numa agressão que lhe causou a perda de dois dentes e um abismo moral de indignação que feriu covardemente um músico maravilhoso, um profissional exemplar e querido do público e dos seus companheiros.
Os músicos brasileiros exigem tratamento digno das autoridades espanholas, em reciprocidade àquele recebido pelos nossos colegas espanhóis no Brasil. O SindMusi solicita às autoridades diplomáticas do Brasil que estejam atentas e tomem providências contra esse tipo de abuso contra brasileiros, músicos ou não, ao mesmo tempo em que está encaminhando seu protesto ao Governo Espanhol através do Sindicato dos Músicos da Espanha, via Federação Internacional de Músicos.

Déborah Cheyne
Presidente

Poesia da mais fina estampa


Esse poema carrega poesia, coisa mais rara de se ver. Seu autor é Nirton Venâncio, cearense radicado em Brasília.

Armadura

Meu corpo é a única coisa que tenho
que é nada
e como suicida
luto contra moinhos, tempestades e solidão
que é tudo.

Escondo-me nesta armadura de ossos,
carne
e vestimentas
e espio a vastidão do mundo pelos buracos dos olhos
como quem espia lugares estranhos
infinitos
perigosos.

Meu corpo é a única coisa que tenho
para carregar o pretexto da alma.
É magro, feio e escandaloso
o corpo
mas é única coisa que tenho
para caminhar pelo tempo e pelos sertões.

Garantia não tenho
se o meu corpo é forte e frágil ao mesmo instante
se sujeito-me ao abismo
ao chão
à poeira
se estou marcado para me tornar saudade
lembrança
e fotografias
e me história não terá mais
um cavalo para montar
e serei uma estátua invisível no espaço.

Garantia não tenho
de nada
nada
não levarei escondido no bolso
nenhuma semente
nenhum suspiro
nenhum gesto
pois tudo é podre
condenável
consumível.

Só é garantido o mais difícil:
a miragem na imensidão
o que se supõe ao longe
o completo mistério
para se chegar até lá
não se sabe com que corpo
não se sabe com que asas
não se sabe.


(do livro “Poesia provisória”)


Para ler mais clique em Nirton Venâncio.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Paz em Gaza!







Bandeira mais adequada não há.

Costumo comparar o Antigo Império Romano (uma "civilização" genocida) aos EUA/Inglaterra (mais genocidas ainda).

Ao buscar atualizar o contexto restante:
1. quanto a Israel, Sharon e substitutos seriam Caifaz e seu conselho;
2. Barrabás equivalente seria a Bin Laden ou ao movimento Hamas.
3. Judas seria Sadam...
4. mas quem seria o Cristo, senão os inocentes palestinos e (por que não) os inocentes judeus?

sábado, 17 de janeiro de 2009

"Senador italiano pede boicote turístico ao Brasil". Por favor, boicotem-nos!



Foi noticiado no país que o "vice-presidente da Comissão das Relações Exteriores do Senado da Itália, Sergio Divina, defendeu boicote turístico ao Brasil, em repúdio à decisão do governo brasileiro de conceder status de refugiado político ao italiano Cesare Battisti, condenado por terrorismo. 'Quando forem fazer viagem ao exterior, não levem em consideração o Brasil, país que nós italianos demos tanto, e tivemos como resposta esse afronto', afirmou Divina, pedindo aos italianos para 'pensarem nos protestos feito por pessoas honestas'."

Por mim espero que essa corja italiana atenda o pedido do ilustre conservador. Aqui em Fortaleza eles são o que de mais nojento e abjeto se pode imaginar de uma intenção turística. Procuram a prostituição, pedofilia e o tráfico de drogas. A chegada desses pulhas coincidiu com a política de internacionalização do turismo no Ceará implementada pelo governo do PSDB (Tasso Jereissati), que pregava o Ceará turístico associado a "Sol, Suor e Sexo". Que atendam ao "ilustre" Sergio Divina. NÃO VENHAM AO BRASIL! E para os que estão: XÔ! Filhos da Loba!

Que fique só o Cesare Bastisti, talvez o único italiano decente no Brasil.

Próximos lançamentos










Fábula urbana sobre a relação cidade e natureza.
Kelsen Bravos com ilustração de Guilherme Ramos.
Edições Casa do Conto













Fábula sobre o mito fundador da estrela cadente e das areias que espelham o céu no litoral cearense. Kelsen Bravos com ilustração de Daniel Diaz.
Edições Casa do Conto













Miniprosas poéticas sobre a cultura e identidade brasileiras.
Kelsen Bravos com ilustração de Rafael Limaverde
Edições Casa do Conto

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Minissérie Maysa - último capítulo


Definitivamente, a minissérie difere em muito da biografia escrita por Lira Neto. É mais um olhar sentimental do filho da Maysa. Ele reconstrói a história tal como ele queria que fosse. O capítulo de sua ida à Europa estudar registra sentimentos de solidão da criança vítima da saudade que foi o filho de Maysa. Se a intenção foi essa, chegou a comover, mas não pelo filho que foi e sim pelo homem que é.

Que dizer então? Que Manoel Carlos sabe atender a uma encomenda bem paga?

Atenção ao vencimento de sua CNH

O jurisconsulto Ênio Bravos me avisa que "foi criada uma lei, na mesma época da chamada 'lei seca', decretando só se poder renovar a carteira num prazo de, no máximo, 30 dias após o vencimento da mesma. Após esse prazo, a carteira é cancelada automaticamente e o condutor será obrigado a prestar todos os exames novamente: psicotécnico, legislação e de rua, igualzinho a uma pessoa que nunca tirou carteira. Fiquem atentos quanto ao vencimento de sua CNH. Só por alto, fora a multa, se flagrado em uso fora do prazo, para tirar novamente a CNH, fica por volta de R$ 800,00 e leva mais ou menos de 2 a 3 meses, isso se passar por tudo da primeira vez."

Então, olho do prazo.

12 conselhos para um feliz infarto

Recebi e-mail contendo essas bem-humoradas observações, supostamente assinadas por um cardiologista chamado Ernesto Artur. Identifiquei-me bastante e me diverti também. Eis a carta:

"Quando publiquei estes conselhos 'amigos-da-onça' em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.
2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.
3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.
4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.
5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.
6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.
7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.
8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro. (e ferro, enferruja!!. .rs)
9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.
10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.
11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.
12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

OS ATAQUES DE CORAÇÃO
Uma nota importante sobre os ataques cardíacos.
Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo(direito). Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes. Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram. Mas a dor no peito, pode acordá-lo dum sono profundo.
Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (193 ou 190) e diga ''ataque cardíaco'' e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro..NÃO SE DEITE !!!!

Um cardiologista disse que, se cada pessoa que receber este mail, o enviar a 10 pessoas, pode ter a certeza de que se salvará pelo menos uma vida!"

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Alter ego boboca


Na minissérie Maysa - quando fala o coração, há pelo menos uma diferença em relação à biografia Maysa - só numa multidão de amores. Na televisão, Ronaldo Bôscoli é um personagem boboca; no livro, não; os registros sobre o compositor indiciam um, digamos, romântico "canalha", talvez.
Mas, em se tratando da direção de Jayme Monjardim, a boboquice não surpreende. Ele transformou Prestes em um paspalhão de tão pateta, ao dirigir o filme OLGA, baseado (com o devido crédito) na biografia escrita por Fernando Morais (que não tem nada a ver com o caráter tolo dado a Prestes). O renomado e talentoso diretor é tão personalista que acaba emprestando aos personagens masculinos importantes de seus filmes a própria identidade, eles são o alter ego do diretor.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Um livro sem o devido crédito na minissérie Maysa


Quem leu a biografia Maysa - só numa multidão de amores, resultado de minuciosa pesquisa (três anos) do jornalista Lira Neto, ao assistir à Maysa - quando fala o coração, minissérie da rede Globo, percebe nas cenas a simples transposição dos contextos escritos no livro. Estranha-nos o fato de não haver o devido crédito ao premiado biógrafo no expediente e nem nas reportagens sobre a minissérie. Será que o talentoso Manoel Carlos age sempre assim ao escrever seus roteiros de sucesso?!

Entre outras "coincidências", o capítulo de estreia começa sua narrativa pelo fim, tal como o faz Lira Neto, na biografia; e também a cena da cantora passando de ônibus em fente à mansão dos Matarazzo é idêntica à do livro. Essas "coincidências" valem muito mais do que uma referência da biografia nos créditos da minissérie como "consulta bibliográfica".

Vamos acompanhar a excelente (podia ser diferente?) minissérie para ver o quanto ainda tem do livro. Proponho a quem não o leu que o faça e também compare. Onde encontrar Maysa - só numa multidão de amores.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Quadrilha - parodiando Drummond

O cenário político de Fortaleza depois da reeleição de Luizianne Lins (PT) configura-se de embates entre os poderes executivo e legislativo municipais. O ingrediente maior dessa disputa é o vice-prefeito eleito, Tin Gomes (PHS), ter conspirado contra a titular para eleger presidente da Câmara de Vereadores Salmito Filho (PT). Ela apoiava Elpídio Nogueira (PSB). Tin Gomes é primo do atual governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), que o indicou para vice. Com isso Cid pôs em xeque qualquer pretensão de Lins abandonar a gestão municipal para disputar um cargo eletivo em 2010, mesmo sendo aliado dela.
Parodiando Drummond, a coisa fica assim: Tin que ama Salmito, que amava Luizianne, que amava Elpídio, que amava Cid, que não ama ninguém...

SALMITO FILHOTE DE GOMES?
Um presidente de qualquer poder legislativo tem de ser independente e agir com muita transparência. Salmito Filho está mais para depositário do caráter do vice-prefeito, que, verdade seja dita, foi, à frente do legislativo municipal, simpático aos interesses da primeira gestão de Luizianne Lins. Filho terá, entretanto, chances de mostrar não ser filhote do Gomes. Ele poderia começar explicando os critérios para definir a escolha dos componentes da mesa diretora e das lideranças das comissões como a de orçamento.

TRANSPARÊNCIA NA VICE-PREFEITURA
Quanto a Tin Gomes, gostaria de saber qual é mesmo a função de um vice-prefeito. Seria bom ele submeter um plano de ação da vice-prefeitura (quando não estiver substituindo a titular) à apreciação da prefeita Luizianne Lins (a quem, de fato e de direito, a população de Fortaleza elegeu, a despeito do vice que lhe foi imposto). Após o aceite da prefeita, seria o plano de ação apresentado aos cidadãos de Fortaleza.

ELEITORES ATENTOS
Uma observação a mais: um legislativo municipal subserviente a um vice-prefeito infiel é prenúncio de golpe. Não queremos um outro Juraci Magalhães. Os eleitores de Fortaleza estamos atentos!

BÍBLICA
Grande foi o Rei Davi, que fez 73 Salmos. Esse Tin Gomes fez apenas um Salmito.

Notícias associadas:

Blog do Eliomar

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Nova Ortografia

Este infográfico sintetiza as principais mudanças do Novo Acordo Ortográfico em prol da unificação da língua portuguesa.