segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Lançamento: Desvios, de Vânia Vasconcelos


Sobre a Obra: Desvios, de Vânia Vasconcelos, dividido em três blocos de seis contos cada, tem certa unidade de concepção literária: O universo feminino. As mulheres da contista são mães, avós, trabalhadoras. Os homens são seus maridos, amantes, filhos, pais, avós, amigos, colegas de trabalho. Em alguns, até protagonistas, como o bibliotecário Antônio, os personagens principais de “Di profundis” e “O último verso” e Inácio, de “Domingo maior”. Há mulheres do morro, da favela, gente sofrida às voltas com roubos, violência e drogas. Há uma velhinha do interior, que se perde na cidade grande e vira mendiga. Há uma menina cândida que sofre pela mãe, trocada pelo pai por outra mulher. Há mulheres da classe média. Enfim, um mundo de mulheres. Mas nada de descrições e narrações naturalistas. Mesmo nas histórias de enredo tradicional (homem, mulher, outra ou outro), a escritora consegue “enganar” o leitor, como no desfecho de “Di profundis” ou no obscuro “Um jardim feito de madrugadas” e também em “Conexões”, com seu final inusitado.

“(...) talvez por isso haja sempre, no meio de tudo, um conflito, um desconforme, um rompimento da ordem, como se a vida só pudesse ser experimentada no gosto do tropeço, da queda, do desvio. Mas desvio que é acima de tudo libertação. Seja pela morte, pela fuga, pela loucura ou pelo desejo, os personagens buscam outras formas de 'encaixe'. Mesmo com um preço a pagar, o bom de tudo é que eles não deixam de tentar, se arriscam, se perdem, enlouquecem, mas deixam sua marca nessa vida tão passageira” (Sarah Diva Ipiranga)

Sobre a Autora: Vânia Vasconcelos nasceu em Salvador (BA), formou-se em Letras e foi professora do Curso de Letras da UNEB. Mora em Fortaleza (CE) desde 1995. É professora de Literatura do Curso de Letras da FECLESC, faculdade da UECE. No Ceará, participou da organização de duas Bienais Internacionais do Livro (2004 e 2006) e trabalhou na Coordenação do Núcleo de Literatura do Centro Cultural Dragão do Mar. Faz parte da ONG Travessias, que trabalha com a promoção e incentivo à leitura. Ganhou o Prêmio Literário Caio Cid com o livro de crônicas Mergulhos e o de Incentivo às Artes, da SECULT, com o mesmo livro, em 2005. Foi, por dois anos, articulista do Jornal O Povo, escrevendo crônicas. Já publicou um livro infantil intitulado Chão de Infância e venceu o Prêmio Fran Martins para obra inédita – contos – em 2008, promovido pelo Ideal Clube de Fortaleza.

Um comentário:

  1. Cleudijany Nogueira5 de outubro de 2009 17:03

    São esses DESVIOS que estamos a passar e assim deixamos nossas marcas por esse mundo. O que importa é que diante dos tropeços existe algo a felicidade, o prazer e dizer acima de tudo fui feliz um dia.

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